Encontro com Cid: os grevistas esperam que ainda nesta semana seja marcada a data da negociação. Servidores do órgão estadual de trânsito realizaram, ontem, um protesto em frente ao Palácio Iracema. Deflagrada no último dia 24, a greve dos servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE) chega, hoje, ao 18º dia. À espera de uma resposta do governador Cid Gomes sobre as suas reivindicações, o movimento promoveu, na manhã de ontem, um protesto em frente ao Palácio Iracema. Munidos com faixas, panfletos e instrumentos musicais, em coro, eles cantavam e gritavam as suas reivindicações, entre as quais estão a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), a redução do número de terceirizados e a realização de concurso para ampliação do quadro de funcionários. De acordo com informações da assessoria de imprensa do Detran, exames práticos de direção e provas de legislação não estão sendo realizados. Transferências e vistorias de veículos estão funcionando parcialmente e apenas os serviços de segunda via e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) são prestados normalmente. Apenas três das oito unidades do Detran estão funcionando durante a greve. Além da sede, que fica na Maraponga, estão abrindo os postos do Conjunto Ceará, Centro e São Gerardo. Ainda ontem, somente no início da tarde, representantes do Sindicato dos Trabalhadores na Área do Trânsito do Estado do Ceará (Sindetran-CE) conseguiram conversar com o chefe de gabinete do governo do Estado, Ivo Gomes. Segundo a presidente da entidade, Eliene Uchoa, ele declarou ter conversado com o governador Cid Gomes, que garantiu cumprir o compromisso de negociação. Ivo Gomes reconheceu os baixos salários da categoria e prometeu se empenhar para atender às reivindicações dos servidores. De acordo com Eliene, o prazo dado por Ivo para marcar a data da negociação é até amanhã. "A greve foi a única alternativa que encontramos. Estamos esperando uma resposta concreta. Caso contrário, continuaremos com parte das atividades suspensas", disse ela. A decisão aconteceu após duas paralisações de 24 horas no mês de novembro. Na última quarta-feira, alguns servidores já haviam estado com o chefe de gabinete do Governo, e, segundo a presidente Sindetran, ele prometera marcar um encontro entre os funcionários do Detran e o governador Cid Gomes. Cerca de dois mil usuários dependem do atendimento dos servidores do órgão diariamente, quando são realizados 350 exames de prática de direção, 350 provas de legislação, mil transferências, 100 vistorias e 100 emplacamentos de veículos, além de outros serviços burocráticos. Com a paralisação dos 650 funcionários, apenas 30% de alguns serviços estão sendo realizados.
Ilegalidade. O superintendente do Detran, João Pupo, entende que os servidores tomaram uma decisão precipitada ao iniciar a greve como forma de pressão. Ele disse que, ontem pela manhã, manifestantes fizeram uma barricada em frente ao Detran da Maraponga, impedindo os usuários de entrar, o que, segundo ele, é ilegal. Para Pupo, incomoda a forma como o movimento se constituiu. Ele diz que não houve oportunidade para diálogo. A negociação só pode ser feita com os funcionários trabalhando.
REFLEXO DO MOVIMENTO. Candidatos temem perder o prazo para tirar a CNH
Centenas de pessoas que se matricularam nas autoescolas antes de 31 de dezembro de 2008, para tentar escapar das novas regras implantadas em 2009, estão sendo prejudicadas com a greve dos servidores do Detran. Até o ano passado, para conseguir a habilitação era preciso fazer 30 horas de aulas teóricas e outras 15 práticas. Agora são 45 horas de teoria e outras 20 dirigindo o veículo pelas ruas. O problema é que os candidatos que iniciaram os processos em dezembro passado têm somente até o fim deste mês para concluir a prova escrita de legislação e também passar no exame de direção. Caso contrário, vão ter de voltar à autoescola e começar tudo de novo. A técnica de Enfermagem Francisca Uiara Sousa conta que pagou com sacrifício os R$ 600,00 cobrados para realizar todo o processo. "Sinto-me prejudicada e espero que o prazo seja prorrogado. De outra forma, não terei como pagar novamente", frisou. Segundo a assessoria de imprensa do Detran, quando as atividades voltarem ao normal, será pedido um novo prazo ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para evitar que os candidatos tenham de pagar e refazer as aulas.KARLA CAMILA REPÓRTER
Ilegalidade. O superintendente do Detran, João Pupo, entende que os servidores tomaram uma decisão precipitada ao iniciar a greve como forma de pressão. Ele disse que, ontem pela manhã, manifestantes fizeram uma barricada em frente ao Detran da Maraponga, impedindo os usuários de entrar, o que, segundo ele, é ilegal. Para Pupo, incomoda a forma como o movimento se constituiu. Ele diz que não houve oportunidade para diálogo. A negociação só pode ser feita com os funcionários trabalhando.
REFLEXO DO MOVIMENTO. Candidatos temem perder o prazo para tirar a CNH
Centenas de pessoas que se matricularam nas autoescolas antes de 31 de dezembro de 2008, para tentar escapar das novas regras implantadas em 2009, estão sendo prejudicadas com a greve dos servidores do Detran. Até o ano passado, para conseguir a habilitação era preciso fazer 30 horas de aulas teóricas e outras 15 práticas. Agora são 45 horas de teoria e outras 20 dirigindo o veículo pelas ruas. O problema é que os candidatos que iniciaram os processos em dezembro passado têm somente até o fim deste mês para concluir a prova escrita de legislação e também passar no exame de direção. Caso contrário, vão ter de voltar à autoescola e começar tudo de novo. A técnica de Enfermagem Francisca Uiara Sousa conta que pagou com sacrifício os R$ 600,00 cobrados para realizar todo o processo. "Sinto-me prejudicada e espero que o prazo seja prorrogado. De outra forma, não terei como pagar novamente", frisou. Segundo a assessoria de imprensa do Detran, quando as atividades voltarem ao normal, será pedido um novo prazo ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para evitar que os candidatos tenham de pagar e refazer as aulas.KARLA CAMILA REPÓRTER


