Uma Herança Maldita, Excludente e Preconceituosa deixada pelos desgovernos passados

Algumas cidades brasileiras apresentam verdadeiros exércitos de pedintes em suas ruas, uma herança maldita, excludente e preconceituosa deixada pelos desgovernos passados -quando não conseqüência do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, que faz com que o Brasil agora necessite produzir uma cultura social nova para reverter este problema, causa principal da criminalidade. Precisamos de uma cultura que abarque desde a orientação, ao tratamento e a compreensão do impacto e da presença desta desigualdade no dia a dia das pessoas. Precisamos deixar de apenas criar mecanismos de defesa psíquica contra estes necessitados. Como exemplo, quando não olhamos para quem damos esmola não é por insensibilidade de nossa parte, mas um mecanismo de defesa natural do inconsciente para uma situação insuportável da feiúra e do cheiro da miséria, é insuportável para muitos ter de admitir ou conviver com estes "párias". Não devemos apenas ignorar a existência destas pessoas, devemos quando possível orientar e ajudar. E mesmo que às vezes, ajudar signifique não dar desejada esmola, antes de dar esmolas deve-se ter certeza que o dinheiro não será usado para beber ou para incentivar um meio de vida do pedinte, não procedendo assim estaremos a aumentar e perpetuar o problema. Geralmente o argumento do pedinte é para uma necessidade básica, como exemplo, comer, pegar um ônibus, então o certo deve ser ir com a pessoa até uma padaria, um ponto de ônibus, lhe pagar um pão com manteiga e café com leite, ou a condução, certificando da finalidade do pedido, ao invés de apenas dar dinheiro. Comportamento este que deve ser regra no caso de crianças, pois o estatuto da criança e do adolescente proíbe que se dê dinheiro em espécie para menores de idade. O que também desestimulará que se use crianças como pedintes. No caso do, não raro e devastador, alcoolismo existem várias ONG´s que têm fazendas para tratamento deste tipo de dependência. Pode-se localizar o endereço destas, ligar, com o consentimento do alcoólatra colocar em um ônibus e propiciar a esta pessoa uma segunda chance para que possa se libertar desta doença - se não for caso psiquiátrico o que também é muito comum. Chegamos a um ponto que este é um problema de todos e não só dos governos, pois esta dívida social é muito grande. O problema só aumentará com a passividade com que muitos brasileiros vêm aceitando e deixando aumentar o problema. Fonte: Olharbrasil