skip to main |
skip to sidebar
Filme sobre Lula provoca emoção e desconfianças
Pessoas se dizendo "emocionadas" com a história do presidente Lula, contada no cinema. Se não era a intenção, o filme pode sensibilizar os eleitores em outubro, mas tem gente se dizendo "desconfiada" com as intenções por trás do lançamento. "Está bem hein, o Lula! Para qual candidato vai o dinheiro do filme?". Foi a primeira reação de um dos expectadores da fileira da frente no cinema ao ver a extensa lista de patrocinadores do filme "Lula - o Filho do Brasil". O POVO acompanhou o terceiro dia após a estreia da história de vida do presidente do Brasil numa sala abarrotada de gente - que ao ver o início com choro de criança logo se calou dos comentários políticos. Mas, apesar de todo o apelo dramático que o filme apresenta, houve quem "desconfiasse`` do momento em que foi resolvido contar essa história. "Eu estive pensando... É muita coincidência que esse filme esteja sendo lançado justamente agora, na véspera da eleição``, avaliou o comerciante Juarez Batista., acreca de possíveis intenções eleitorais por trás do lançamento. Ele disse que admira bastante o presidente Lula (PT) e que foi convencido de última hora a ir ao cinema pela bancária Érica Saraiva, que o acompanhava. ``Eu acho que influencia``, disse Juarez, ao ser perguntado se acredita que o eleitorado pode se deixar levar pela emoção que o filme carrega. Mas, quanto à decisão dele mesmo, duvida que isso possa acontecer. ``Para mim, a credibilidade é dele. É bem diferente de alguém que ele vá lançar``, opinou ele, demonstrando conhecimento sobre a pré-candidata apoiada por Lula, a ministra-chefe da Casa-Civil, Dilma Rousseff (PT). Ao contrário de Juarez, Érica se derreteu não só pela história contada na telona, mas pelo presidente ``real``. ``Eu so fã dele. Para mim foi um dos melhores presidentes que o Brasil já teve``, afirmou. Ela não pestanejou em dizer que pode ser influenciada, sim, por Lula - ainda mais conhecendo sua história``. ``Eu votei nele e como ele não pode mais se candidatar, eu queria que continuasse. É uma linha de pensamento que eu gostaria de continuar``, declarou. Dilma foi a única pré-candidata à presidência que teve a imagem atrelada à do presidente. "Sofrimento" Nada de políticos, pessoas famosas. Era gente ``normal``, com uma média de idade acima dos 30 anos, que se dividia nas conclusões após o filme. Se a intenção era amolecer o já sabido frágil coração dos brasileiros, o filme parece ter conseguido atingir o alvo em alguns setores. ``Ali foi sofrimento demais, viu. É por isso que ele fez o que fez e por isso que eu acredito no que ele diz``, disse uma idosa, enquanto saía do cinema. Baseado no livro homônimo de Denise Paraná, ``Lula - o filho do Brasil``, a história do presidente é contada desde o seu nascimento seu nascimento, em 1945, até 1980, quando a mãe, Dona Lindu (Eurídice Ferreira de Mello) morre. Os duros anos da ditadura militar são bem contados. Já a primeira e maior campanha de Lula, a de 1989, foi ``cortada``. Ocasião em que perdeu para o hoje senador, Fernando Collor de Mello (PRTB-AL) - que sofreu impeachment três anos depois. Intencionalmente ou não, posicionamentos da época são mostrados. Como o do ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf (PP) mostrando-se contra a greve dos metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista - e liderada pelo então líder sindical. Por: Giselle Dutra E-Mail: giselledutra@opovo.com.br