LULA MORAIS ANUNCIA CASSAÇÃO DE PREFEITO DE SANTANA DO ACARAÚ

Em pronunciamento na sessão plenária da Assembléia Legislativa nesta quarta-feira (05), o deputado Lula Morais (PCdoB) anunciou a sentença da juíza eleitoral Solange Menezes Holanda cassando todos os candidatos eleitos, ou não, das coligações Unidas Pra Vencer, Unidos Pra Mudar e Esperança de Um Tempo novo, de Santana do Acaraú. Com a decisão, fica afastado do cargo o prefeito José Maria Sabino. Lula Morais informou que todos os implicados foram condenados por abuso de poder econômico. Os então candidatos apresentaram o telefone do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santana do Acaraú como a linha de contato com o cartório eleitoral, utilizando também o fax da entidade sindical. O deputado esclareceu que a lei 9.504 de 30 de setembro de 1997 veda a utilização dos recursos de sindicatos em campanha eleitoral. Três dos implicados, conforme o deputado, são dirigentes do sindicato: Francisco Acácio do Nascimento, Francisco Carneiro e José Ferreira. O prefeito José Maria Sabino era, na época da campanha, advogado do sindicato. Os demais réus “confessos” são Roberto Carlos Farias, Ana Cristina Alves, Antonio Gomes Neto, Arcanjo Benedito Vando Vasconcelos, Ezequiel Brito de Oliveira, José Expedito Tomás Arcanjo, José Linhares Filho, Luiz Vasconcelos, Elisângela da Mota, Avelino de Sousa, Reginaldo do Nascimento, Cristian Ponte, Francisco Nei, Francisco dos Santos José Carneiro e José Vilmar. Todos utilizaram o telefone do sindicato.
Com informações da Assessoria de Imprensa da Assembléia Legislativa

PREFEITO DE ITAPIÚNA AFIRMA QUE NÃO DEIXARÁ O CARGO

O prefeito do município de Itapiúna, Felisberto Clementino Ferreira, que por decisão do Tribunal de Justiça Eleitoral teve seu cargo cassado, afirmou que não deixará a prefeitura. Felisberto Clementino, em conversa com a produção do Ceará Agora na manhã desta quinta-feira, 6, afirmou que irá recorrer da decisão judicial e que fontes do próprio TRE confirmaram a permanência. "O recurso é para não sair. Estamos cumprindo os prazos. Segundo alguns juristas e consultas extra-oficias ao TRE, não havia motivo para sair. Já entramos com um recurso e talvez voltaremos de hoje para amanhã", disse. O réu também negou as acusações de gastos ilícitos com camisas distribuídas a eleitores. "O cabo eleitoral toma algumas medidas no sentido de nos ajudar e na realidade traz alguns transtornos", concluiu. Leia um trecho da sentença do processo número 3147, que determina a destituição dos cargos. “Os candidatos afastados efetuaram gastos ilícitos com camisetas distribuídas a eleitores e não contabilizaram, igualmente, as receitas e os gastos referentes ao uso de 19 veículos em determinado ato de campanha no dia 24.09.08, com o agravante de que parte desses bens se revestia de natureza pública porquanto vinculados ao poder público".

CAUCAIA: JUÍZA CASSA MANDATO DA VEREADORA GERMANA SALES

A juíza da 37ª Zona Eleitoral do município de Caucaia, Sandra Fortaleza, cassou, no início da tarde desta quinta-feira, o mandato da vereadora Germana Sales (PPS). A decisão da juíza eleitoral foi tomada com base em irregularidades no pedido de registro da candidatura de Germana Sales. Isso porque Germana não se desincompatibilizou do cargo de auditora fiscal da Secretaria da Fazenda. Antes de tomar posse, em janeiro deste ano, para cumprir o terceiro mandato consecutivo, Germana conseguiu uma liminar que a permitia assumir uma vaga na Câmara Municipal de Caucaia. Essa liminar derrubou, temporariamente, a decisão do juiz Antonio Carlos Klein, cassando o mandato de Germana. Com a cassação de Germana, assume o mandato o vereador Diogo Gomes (PR).

CASSAÇÃO DE PREFEITOS TRE julga recursos dos que estão nos cargos

Plenário do TRE na reunião da última quarta-feira, início da votação do recurso impetrado por Esmerino Arruda para voltar ao cargo de prefeito de Granja. Além dos eleitores dos municípios com prefeitos ameaçados, políticos e advogados estão atentos aos julgamentos do TER. O Tribunal Regional Eleitoral retoma hoje os julgamentos de recursos de prefeitos que tiveram seus mandatos cassados por decisões dos juízes de seus respectivos municípios. Na última quarta-feira entrou o processo do prefeito cassado Esmerino Arruda. Hoje, está na pauta o processo do prefeito de Limoeiro do Norte que, embora cassado permanece no cargo por conta de liminar. Nos dois casos, o relator é o juiz Jorge Luís Girão Barreto. No recurso de Esmerino, Luís Girão negou a liminar e ele permenece afastado do cargo. Na última quarta-feira, ao levar o recurso para decisão do plenário do TRE, o juiz fez um circunstancioso relato do processo que culminou com a cassação de Esmerino, e votou pela continuidade do seu afastamento do cargo, reforçando a decisão de primeiro grau, uma das únicas decisões, recentemente prolatadas, confirmada pelo relator do recurso no Tribunal Regional Eleitoral. Ainda faltam se manifestar cinco juízes do Tribunal, posto que, logo após o voto do relator, o desembargador Gerardo Brígido pediu vistas. O representante do Ministério Público, procurador Alessander Sales opinou pela manutenção do afastamento de Esmerino. Ele também critica a facilidade na concessão das liminares, corroborando com os argumentos dos que acham que as decisões dos juízes cassando os prefeitos por abuso do poder econômico ou de captação ilítica de sufrágios devem ser melhor estudadas pelos magistrados integrantes dos Tribunais. Liminar No caso de Limoeiro do Norte, na pauta da sessão de hoje do TRE, o relator, juiz Jorge Luís, segundo a pauta, deverá levar o seu voto à consideração dos demais juízes. O prefeito cassado de Limoeiro está no cargo por força de uma liminar assinada pelo juiz Jorge Luís, poucas horas após a efetivação do afastamento de João Dilmar, cassado por decisão da juiza Luciana Teixeira de Souza. As sentenças dos juízes cassando os mandatos dos prefeitos, principalmente nos casos de Granja e de Limoeiro do Norte , apresentam muitos detalhes de ilíticos cometidos pelos prefeitos eleitos, no curso das últimas eleições.Na sentença de cassação do mandato do prefeito de Limoeiro do Norte, a juíza dá o testemunho dela sobre a prática de ilegalidades quando afirma: ´Mais uma vez, registro que esses fatos foram vistos e percebidos por este juízo quando, no dia do pleito, percorreu reiteradamente as seções eleitorais, bem como ruas, avenidas e locais públicos desta cidade. Tão grande era o número de pessoas fazendo uso das blusas que impediu qualquer ação ou medida inibitória ou coercitiva por parte desta magistrada, pois na situação em que estava a cidade, nem o efetivo da polícia militar, disponibilizado para o reforço do serviço eleitoral, apresentava condições materiais e humanas suficientes para inibir ou atuar conforme disciplina a lei eleitoral nessas circustâncias´. Além dos casos de Granja e de Limoeiro do Norte, estão na fila para terem os recursos julgados pelo TRE esses gestores que tiveram seus mandatos cassados, mas estão nos cargos por força de liminres: José Edilson da Silva - Icapuí; Alex Sandro Rodrigues Oliveira - Senador Sá; Fernando Neves Pereira da Luz - Jardim; Maria de Fátima Maciel Bezerra - Orós; Raimundo Nonato Guimarães Maia - Quixeré; Raimundo Gomes Sobrinho - Alcântaras; Francisco das Chagas Magalhães Mesquita - Santa Quitéria; Pedro Fonteles dos Santos - Acaraú.
Fonte: Diario do Nordeste

Um enigma voador não identificado

Cientista brasileiro descobre, na China, que os pterossauros, os grandes répteis do passado, tinham asas cobertas por músculos e o corpo forrado por misteriosos. A habilidade de voar evoluiu quatros vezes ao longo dos 3,5 bilhões de anos da história da vida na Terra. Os primeiros seres a decolar do chão foram os insetos, há 400 milhões de anos. As aves começaram a pular de galho em galho há 150 milhões de anos. Os morcegos só surgiram depois da extinção dos dinossauros. Insetos, aves e morcegos continuam voando. Só os pterossauros não. Durante a era mesozóica, entre 220 milhões e 65 milhões de anos atrás, quando os dinossauros dominavam os continentes, os donos dos ares eram os pterossauros, grandes répteis alados primos dos dinossauros – e que se extinguiram junto com eles. RECONSTITUIÇÃO. Jeholopterus ningchengensis, o pterossauros estudado pelo brasileiro Alex Kellner. Os pterossauros conviveram com as aves, mas eram muito maiores. Se o menor fóssil de pterossauros tinha o tamanho de um corvo, a imensa maioria deles foi maior, bem maior. Foram os maiores animais que já voaram. A bacia no Araripe, no nordeste, era o fundo de um grande lago entre 110 e 90 milhões de anos atrás. Lá foram encontradas diversas espécies de pterossauros, com envergadura de asas que variava de 3 até 6 metros. O maior de todos os pterossauros é europeu. Batizado de Hatzegopteryx thambema, foi achado em 2002, na Romênia. Com um crânio de 3 metros e envergadura de asas de 16 metros, era bem maior que um caça F-16, cuja envergadura é 9,5 metros (para termos de comparação, a maior ave voadora existente é o condor, com 3 metros de envergadura). Daí surge imediatamente a pergunta? Como animais tão grandes conseguiam voar? O problema da aerodinâmica dos pterossauros surgiu com a descoberta dos seus primeiros fósseis. Em 1801, o naturalista francês Georges Cuvier (1769-1832) cunhou o nome pterodátilo, do grego "dedo com asas", para descrever o estranho fóssil de um réptil dotado de um dedo extremamente longo nas garras dianteiras. O dedo era muito cumprido para sustentar uma asa, que o processo de fossilização não preservou. Desde Cuvier, especula-se do que era feita a asa dos pterossauros. Será que era uma fina membrana de pele, como no caso dos morcegos? Seria coberta por penas, como nos pássaros? Nas últimas décadas, à medida que melhorou a tecnologia à disposição dos paleontólogos, e foram escavados fósseis em excelente estado de preservação – exibindo, além do esqueleto, sinais dos tecidos moles do organismo –, respostas começaram a surgir. As penas foram descartadas. As asas dos pterossauros eram feitas de membranas, em outras palavras, de tecido muscular coberto por couro. O que mais? Uma das maiores contribuições para saber como eram as asas dos pterossauros acaba de ser fornecida por um grupo de paleontólogos chineses – liderados por um brasileiro! É isso mesmo, um carioca com um pomposo nome germânico: Alexander Wilhelm Armin Kellner. Ou, encurtando, Alexander Kellner. Ou simplesmente Alex. Pesquisador do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aos 49 anos, Alex é um dos maiores especialistas mundiais em pterossauros. Especialista é pouco. Ele é doido pelos bichos desde moleque, quando começou a estudar seus fósseis com o mentor, o paleontólogo Diógenes de Almeida Campos. Depois de passar 15 anos descrevendo, ao lado de Diógenes, vários espécimes do Araripe, Alex foi estudar pterossauros na atual Meca da paleontologia, a China. Uma vez lá, Alex ficou impressionado com um fóssil em particular, o Jeholopterus ningchengensis. Ele tem envergadura de cerca de um metro e viveu há mais de 130 milhões de anos no nordeste da China, que era uma região de lagos, como o Araripe brasileiro. Quando aquele pterossauros de nome impronunciável (nem tente ler Jeholopterus em voz alta – eu já desisti) morreu, ele caiu na água e afundou. Seu cadáver foi rapidamente coberto por sedimentos, preservando-o maravilhosamente. Ele foi descoberto, em 2002, pelo paleontólogo Xialin Wang, do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados, em Pequim. Ao estudá-lo, Wang achou que o animal fosse coberto por pelos ou coisa parecida. Em 1971, os soviéticos acharam no Cazaquistão um pequeno pterossauros (45 centímetros) com "pelos" (ou coisa parecida), o Sardes pilosus. O problema é que pelos são exclusividade dos mamíferos, assim como penas são exclusivas das aves – e dos seus parentes extintos, os dinossauros bípedes como os vorazes velociraptores, os astros de O Parque dos Dinossauros (1993). Os demais dinossauros, por serem répteis, podem ter sido cobertos por escamas. FÓSSIL. A imagem do fóssil estudado por Alex Kellner tem cor azulada por causa da luz ultravioleta usada na pesquisa. Em Pequim, Alex decidiu testar todas as hipóteses para descobrir, afinal, do que eram feitos os "pelos" do Jeholopterus. Com a ajuda do alemão Helmut Tischlinger, especialista na análise de fósseis com o uso de luz ultravioleta, Kellner enxergou várias coisas que ninguém tinha percebido antes. Em primeiro lugar, a membrana das asas é formada por pelo menos três camadas de tecido. Ela é muito mais complexa do que sempre se pensou. Não é uma película fina como a do morcego – nem poderia, pois para sustentar o vôo de um animal tão grande como o pterossauros, a asa teria necessariamente que ser bem mais espessa. O estudo está nas páginas do prestigioso Proceedings of the Royal Society of London B, em sua edição de 5 de agosto. "A membrana é formada por três camadas de fibras musculares diferentes, que ficavam embaixo do couro do bicho", disse Alex a ÉPOCA. Cobrindo o couro das asas, Alex afirma que aqueles "pelos" não eram pelos. Também não eram penas nem escamas. Então, o que seriam? "A resposta é: eu não sei. A gente só sabe que não são penas", diz Alex. "Também não são pelos, pois pterossauros e mamíferos são linhagens muito distantes". Achar um pterossauro com pelos seria o equivalente a encontrar um gambá emplumado. Só existe uma certeza sobre aquelas pequena estruturas do corpo do Jeholopterus que Alex batizou "picno-fibras". Elas deviam ser feitas de queratina, a substância escolhida pela evolução para produzir escamas, penas, cabelos, garras e unhas. "As picno-fibras não são encontradas em nenhuma espécie viva", diz Alex. "Sua existência deve guardar relação direta com a aerodinâmica do vôo dos pterossauros. Estes animais deviam voar bem melhor do que a gente imagina". A visão que os paleontólogos têm do vôo de um pterossauro remete ao vôo a vela dos planadores, que pegam carona em correntes de ar quente para ascender em espiral às alturas, como fazem os urubus. Serão que todos os pterossauros eram cobertos por picno-fibras ou apenas aquela espécie chinesa? "Acho que sim. As picno-fibras eram exclusivas dos pterossauros", arrisca Alex. "Já vi o mesmo padrão reticulado em outros fósseis do Araripe e de outras regiões. Esta descoberta é prova do pouco que ainda sabemos sobre aquele grande réptil misterioso, que dominaram os céus do planeta por mais de 100 milhões de anos".

Defensoria Pública entra com ação para Tamiflu ser vendido nas farmácias


Defensoria Pública entra com ação para Tamiflu ser vendido nas farmácias
Para órgão, medicamento deve ser oferecido nas redes de saúde pública e privada e nas farmácias, com exigência de prescrição médica.Redação Época. A Defensoria Pública da União entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal para que o medicamento Tamiflu, antiviral utilizado no tratamento da gripe suína, esteja disponível nas redes de saúde pública privada, independentemente da gravidade do paciente, e nas farmácias, sob prescrição médica. O órgão pede uma liminar contra a União, o Estado do Rio de Janeiro e o Município do Rio de Janeiro, com validade para todo o país. OSELTAMIVIR. Frasco com o remédio contra gripe, do primeiro lote de cápsulas feitas no Brasil. A defensoria afirma que o medicamento é vendido livremente nas farmácias de outros países, como EUA, Argentina e Paraguai. "Se o Ministério da Saúde detém todo o estoque do antiviral do país e proibiu a fabricante de fornecer o medicamento nas farmácias, deve então assumir a responsabilidade pelo fornecimento do mesmo para a população", afirma nota do órgão. A defensoria afirma que a possibilidade de surgir uma cepa resistente do vírus, por conta do uso descontrolado do Tamiflu, já existe atualmente, com aplicação do medicamento para os casos graves e grupos de risco. "Além do que a forma de se lidar com isso é outra: quarentena e/ou aplicação de outro medicamento (RELENZA)", diz.Os defensores públicos também querem a ampliação da rede de laboratórios para realização do exame de diagnóstico da gripe suína, inclusive por laboratórios particulares. "Por fim, a Defensoria Pública da União encaminhará ao Ministério Público Federal uma comunicação pedindo a responsabilização dos gestores do Ministério da Saúde, em razão da não concessão de informações solicitadas pela Defensoria Pública da União." O Ministério da Saúde vai alterar nesta semana o protocolo para prescrição do Tamiflu. A decisão sobre utilizar o antiviral caberá a cada médico e não será mais necessário que o paciente esteja no grupo de risco ou apresente sintomas graves da gripe para receber o remédio. O assunto foi tratado em reportagem de capa de ÉPOCA desta semana.

Quebra de DECORO Virgilio responderá a processo e pode ser cassado

Em prestações, líder do PSDB começa a devolver aos cofres públicos o que pagou a funcionário fantasma. Como o caçador que um dia vira caça, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), um dos parlamentares que mais pressionam pela saída de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado, pode acabar ao lado do coronel maranhense no banco dos réus do Conselho de Ética, também sob a acusação de quebra de decoro parlamentar. Na quarta-feira 29, depois de consultas à liderança da sigla na Câmara, o senador e líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), resolveu representar contra o tucano: "O PMDB já decidiu e o levará ao Conselho de Ética. É uma questão de reciprocidade", disse o peemedebista. Virgílio será a primeira vítima do PMDB, mas provavelmente não será a única. "A lista é grande", segundo o senador Wellington Salgado (PMDB-MG). No alvo estão os tucanos Tasso Jereissati (CE) e Mário Couto (PA), que usaram dinheiro de sua cota de passagens aéreas para fretar jatinhos. "Isso é coisa de máfia, é a Camorra", ataca Virgílio. O tucano, que protocolou com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) mais dois pedidos de investigação contra Sarney, pode ter o mandato cassado por quebra de decoro pelo fato de ter empregado funcionário fantasma no gabinete e contraído empréstimo de US$ 10 mil do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, durante viagem de lazer a Paris em 2005. O fato foi revelado por ISTOÉ. Em discurso na tribuna, o tucano disse que foram R$ 10 mil, mas confessou os crimes passíveis de punição pelo Código de Ética. "Não ganhei nada com isso. Foi uma imbecilidade", afirmou Virgílio. Para tentar expurgar seus pecados, o senador começou a devolver aos cofres públicos os R$ 210.696,58 pagos indevidamente ao ex-servidor Carlos Alberto Nina Neto, que é filho de seu amigo e subchefe de gabinete, Carlos Homero Nina, e passou dois anos no Exterior à custa do erário. "Já paguei R$ 60.696,58 e acertei pagar outras três parcelas de R$ 50 mil. Tive que vender um terreno da família e usar o dinheiro da poupança." A dívida, porém, será paga em quatro vezes sem juros, pois o cálculo da Câmara inclui os salários e as despesas com Imposto de Renda e Previdência, sem correção. O pagamento pode ter vindo tarde. "Ele cometeu irregularidades e as confirmou em plenário. As provas contra ele são inequívocas", disse Renan a interlocutores. Quanto ao empréstimo de Agaciel, Virgílio diz que foi pago na época, mas o ex-diretor nega. A decisão de fazer a representação contra Virgílio foi tomada na segunda-feira 27, depois de uma conversa de Calheiros com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE). No encontro, Guerra alegou não haver mais ambiente para recuar sobre Sarney. No dia seguinte, a bancada tucana entrou com três representações contra o presidente do Senado, pedindo que sejam apuradas as suspeitas de desvios na Fundação Sarney, o envolvimento de um de seus netos nas operações de crédito consignado na Casa e a nomeação de parentes por ato secreto. Foi então que o PMDB resolveu devolver na mesma moeda. Os peemedebistas dizem que a guerra está apenas começando.
Claudio Dantas Sequeira

Dinheiro Falso Comprou Votos


O jornalista Leandro Mazzile informou na Coluna Informe JB,da última segunda-feira, que a pequena São Benedito(CE) vai ferver.Será na próxima sexta no fórum da cidade, a 360km de Fortaleza, o julgamento do caso envolvendo a venda de votos nas eleições de 2008.Com dinheiro falso.

Luizianne Lins (PT) subiu na passarela do Fortaleza Fashion Week

"Era para ser um evento tipicamente de moda. Luizianne Lins (PT) subiu na passarela do Fortaleza Fashion Week na noite de ontem vestindo um terninho bege básico da estilista Cláudia Simões. Desfilou duas vezes com o sorriso no rosto, colar no pescoço por cima de uma blusinha verde e com o cabelo alisado e preso por uma fivela também verde. Apagados os holofotes, vieram as previsões políticas, feitas com exclusividade para O Estado. O assunto não poderia ser outro: eleições 2010. Mais especificamente a disputa pelo Senado Federal, da qual a petista já anunciou apoio escancarado a dois pré-candidatos: o deputado federal Eunício Oliveira (PMDB) e o ministro da Previdência José Pimentel (PT). Este, com o aval até do presidente Lula. Apesar de estarmos a um ano e dois meses do pleito, Luizianne disse não ter dúvidas quanto ao resultado. “Eu acho que quem vai ser eleito...se o Pimentel for candidato, é o Pimentel e o Eunício Oliveira”, arriscou, minimizando as chances do já senador Tasso Jereissati (PSDB) de se re-eleger. Ao ser indagada sobre o futuro do tucano, veio o silêncio de exatos três segundos e a resposta um tanto desajeitada, como quem sabe que vai desagradar o outro lado. No começo, a tentativa de desconversar. “Eu nem vou falar dele...eu acho que quem ganha é o Eunício Oliveira e o Pimentel. “Tô apostando nisso”, repetiu. Porém, em seguida, a alfinetada: “temos apoiado o Eunício porque ele tem sido um parceiro do nosso projeto. Então, eu acho que ele vai se diferenciar do ponto de vista do PSDB. O que a gente precisa é tirar de uma vez por todas a política neoliberal do Ceará. “Acho que essa é a nossa missão”. Sobrou crítica até para o empresariado ligado a Tasso, que, na última semana, durante encontro com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, chegou a classificar o governo da petista como “um verdadeiro descalabro”. Para ela, esse grupo tem muita gente que desconhece os verdadeiros problemas da cidade. Luizianne afirmou que teve o apoio de muitos empresários na sua campanha de re-eleição do ano passado. Ao lembrar-se disso, disparou: “a classe A e B tem muita gente ligada ao Tasso há muito tempo. Mas acho que tem muita gente mais consciente. Para esses empresários, que sempre tiveram o poder público como um apêndice dos seus negócios, talvez seja um descalabro. Mas, para “maioria do povo, graças a Deus, não é”. Por fim, a prefeita comentou as negociações em torno do Processo de Eleição Direta (PED) do PT, que acontece em novembro e define as novas executivas municipais e estaduais. A petista disse que “vai se inteirar disso agora” e que tem setembro e outubro para fazer “as grandes discussões que precisam ser feitas”. “Procuro esperar o momento de entrar nos processos”, ponderou. "
Fonte: Jornal O Estado,com entrevista feita pelo jornalista Bruno de Castro

De quem é a culpa pelos problemas do Brasil?'

Uma sociedade é estruturada de forma que as relações sociais sejam estáveis e a possibilidade de se prever os comportamentos estabelecidos, tanto pelo controle social quanto pelas normas que "instituem" certos comportamentos. Tratando-se de pessoas, é praticamente utópico acreditar num comportamento "modelo" ou "padrão" em que todas "regras" e "normas" sejam plenamente seguidas. A intolerância, a insatisfação, a corrupção, os conflitos e até mesmo a "culpabilidade do outro" são aspectos presentes na realidade e intrínsecos ao comportamento humano. Assim, todos os dias presenciamos alguns "deslizes" interferentes nas relações sociais: a possibilidade de obtenção de lucro fácil, vantagem pessoal, ascensão social ou política e dentre outros privilégios. Por outro lado, os comportamentos "extraviados" muitas vezes podem ser descritos de uma outra maneira, travestidos na incompetência, na negligência, no descaso e no desmando de pessoas ocupando o cargo ou função incompatíveis com sua capacidade ou desprovidos de bom senso. Na crise econômica desencadeada pelo mercado imobiliário americano, de quem é a culpa? Ah! É do capital especulativo. No processo de "salvamento" da economia mundial, trilhões de dólares se perderam e outras dezenas foram em socorro às instituições financeiras e até montadoras de automóveis. Nesse caso de obtenção do lucro fácil, ou seja qual for o "deslize", esse dinheiro seria quase suficiente para acabar com a fome no mundo seja, na América Central, África ou qualquer região inóspita ao capital financeiro. Com certeza, nas cenas chocantes de crianças comendo biscoitos de feitos de barro no Haiti, por não terem o que comer, não podem ser elas as culpadas. No desmatamento evidente na Amazônia, na grilagem de terras e nos crimes ambientais, de quem é a culpa? É devida às dimensões continentais de nosso país. A boa vontade e empenho em coibir tais abusos escondem-se na falta de estrutura capaz de enfrentar de igual para igual quem leva vantagem com este delito. Com número insuficiente de agentes fiscalizadores, na ausência de suporte técnico e até proteção policial, o mínimo para uma região tão rica e importante. Com certeza a culpa não é da Irmã Dorathy ou dos ribeirinhos que vivem numa total ausência de bens sociais mais básicos, tais como educação e saúde. Nas câmaras de deputados, no Senado Federal, nos bastidores da política e até mesmo nos atos secretos que nomeiam parentes ou "namorado da neta", de quem é a culpa? Seria do povo? Endógeno aos labirintos do poder repousa o ranço da política patrimonialista e paternalista, onde o clientelismo e o nepotismo, bem próximo ao parasitismo quase comum no Estado capitalista, denunciado por Marx no 18 Brumário, é pratica comum. Diante do exposto, não é só na ingenuidade do eleitor que reside os males da política. Na episteme estão os oportunistas de plantão, no desejo incontrolável de levar vantagem em tudo e de apropriar-se ou achar que o público não é de ninguém. Com certeza, a culpa não está nas crianças ou nos milhões brasileiros que, muitas vezes, se sacrificam para pagar rigorosamente seus impostos em dia (diga-se de passagem, não são poucos) e, por consequência, não serem penalizados. Nos pífios resultados da nossa educação frente ao cenário mundial, nas escolas sucateadas e no mal-estar docente e discente, de quem é a culpa? É das políticas neoliberais assentes num Estado mínimo e restrito, inclusive com relação às responsabilidades. O dualismo presente nos currículos (educar para vida ou para o trabalho?), o descumprimento e, muitas vezes, o desconhecimento do Projeto Político Pedagógico, no modelo gerencial adotado, nas cascatas de avaliações que desconsideram o regionalismo e as prementes necessidades de cada região e dos educandos, na comparação da escola a uma empresa na qual o aluno é um produto, na má formação dos professores (que ganham pouco), na gestão pouco democrática e na busca desmedida por resultados e imposição de metas. Com certeza, a culpa não está só no professor, e nem tampouco no aluno. Nos condicionantes citados, depreende-se, que o campo educativo afasta-se de seus princípios legitimadores (desalienar, diminuir as diferenças sociais e proporcionar igualdade de oportunidade) que, em tese, deveriam contemplar as dimensões políticas, econômicas, jurídicas e culturais concatenados com as transformações sociais e com a realidade em movimento e, sobretudo, proporcionar aos educandos o exercício pleno da cidadania. De fato, nos "deslizes" apontados trafegam todas as incongruências da sociedade. O pêndulo social, cada vez mais distanciado, imperiosamente condena ou absolve, privilegia ou exclui, decreta ou sucumbe e tantas outras dicotomias. Na verdade, a culpa é sua, é minha, é nossa, deve ser do Romário também, que em muitas situações nos omitimos, nos calamos e deixamos de lutar, não exigimos nossos diretos e condenamos quem não pode ou não sabe se defender.
Leitor jornal o globo

Justiça condena banco a indenizar cliente barrado por detector de metais Publicidade Colaboração para a Folha Online O Tribunal de Justiça do Rio

Justiça condena banco a indenizar cliente barrado por detector de metais O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou o Banco Itaú a pagar uma indenização de R$ 3.000 por danos morais a um cliente impedido de entrar em uma agência bancária devido a um problema na porta giratória detectora de metais.

Brasil tem 129 mortes por gripe suína

PR confirmou ontem 21 óbitos; na Argentina, um dos países com mais registros, confirmações chegam a 275. O total de mortes no Brasil provocadas pela gripe suína e confirmadas pelos Estados chegou ontem a 129. Apenas no Paraná, 21 óbitos foram confirmados ontem e o Estado passou a ser o terceiro com o maior número. São Paulo e Rio Grande do Sul continuam sendo os Estados com mais registros - 50 e 29, respectivamente. Na Argentina, um dos países com maior número de óbitos, as mortes confirmadas estavam em 275 até a semana passada. No Paraná, o aumento do número de casos foi o mais expressivo ontem. Até então, tinham sido confirmadas apenas quatro mortes no Estado. De acordo com o secretário da Saúde, Gilberto Martin, o aumento se deve à demora dos exames que eram feitos na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Desde o dia 27 de julho, o Laboratório Central do Paraná (Lacen) foi autorizado a também fazê-los. "A partir do momento em que começamos a fazer exames pelo Lacen, começamos a ter resultados em maior volume e velocidade", salientou Martin. Em razão disso, a secretaria passa a divulgar três boletins semanais. Pelos dados divulgados ontem, o Estado realizou 3.829 exames em suspeitos, dos quais 601 deram positivo. Mais dados sobre as mortes serão divulgados no boletim de hoje. Martin adiantou que o predomínio é de adultos jovens. "É uma das características do vírus", disse. Entre as 25 mortes registradas desde o início da epidemia de gripe suína, 19 aconteceram na região de Curitiba, 2 na região de Ponta Grossa, 2 na região de Jacarezinho, 1 na região de Foz do Iguaçu e mais 1 na região de Londrina. Os óbitos ocorreram entre o dia 14 de julho e ontem, quando morreu uma pessoa. "Em relação aos números, principalmente os de óbito, nós estamos trabalhando com transparência total", ressaltou o secretário. Para o infectologista Caio Rosenthal, o número de mortes chama a atenção, mas não surpreende. Segundo o especialista, em relação a outros anos, os dados de 2009 não seriam maiores. "Não estou menosprezando as mortes, mas infelizmente não me surpreende", diz. "No ano passado, 70 mil pessoas morreram de gripe e de complicações ligadas a ela no Brasil."
Antônio Pignatari, infectologista do Hospital Nove de Julho, concorda. À medida que a epidemia avança, afirma, o número de mortes também tende a ser maior. "Como não temos o denominador - o número de casos -, os óbitos podem preocupar, mas são compatíveis com a epidemia, que, se não está em seu auge, está próximo dele", afirma o médico. EVOLUÇÃO
Também ontem, a Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a informar que a previsão é de que cerca de 2 bilhões de pessoas sejam afetadas pela nova doença até o final da pandemia. Essa previsão da OMS corresponde a cerca de um terço da população do planeta. A entidade, no entanto, reconheceu que simplesmente não sabe qual o número de pessoas afetadas hoje. Dados publicados ontem pela entidade apontam 162,3 mil casos em 168 países e territórios até o dia 31 de julho. Ocorreram pelo menos 1.154 mortes. As Américas continuam tendo a grande maioria dos casos. Seriam 98,2 mil apenas nessa região, com 1.008 mortes - ou seja, 87,3% de todas as mortes já registradas por causa da gripe suína. Só no México, foram quase mil casos em apenas cinco dias. A segunda região com maior número de mortes é a Ásia, com 65. Mas a OMS admite que não sabe se esses são os números corretos nem qual a real situação, já que os governos não são obrigados a registrar cada um dos casos e centenas passaram desapercebidos.
O Estado de S. Paulo