Hebe é condenada por não pagar contas de água

Má notícia para Hebe Camargo. A apresentadora foi condenada nesta terça-feira (17/11), às 17h, por falta de pagamento à Sabesp. Sim, Hebe esqueceu de pagar a água... A sentença foi deferida pelo juiz Régis Rodrigues Bonvicino, da 1ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros (SP). As contas, que somam R$=374,86 – valor de setembro de 2008 -, são de um imóvel que Hebe mantém na Rua Petrópolis, em São Paulo. Como foi citada e não contestou a ação, ela agora deve arcar com o valor corrigido, mais despesas processuais e honorários de advogado. E, detalhe: caso não resolva essa pendência logo, a apresentadora pode até sofrer restrições de crédito.
Fonte: Portal Ig Gente

Dar Para Acredita Que Ponto Chegamos Novo Curso Ensina Jovens a Masturbarem-se

Eu pensava que toda a gente nascia já sabendo como se masturbar. Afinal não. Há um curso para jovens que ensina como cada um se pode masturbar. O curso faz parte de um programa da Secretaria de Educação e Juventude, da província da Extremadura, em Espanha, e chama-se “O prazer está nas tuas mãos”. Como o prazer está nas tuas mãos? Eu quando as lavo não sinto nada. Masturbação feminina - mito ou realidade? Este novo curso pretende acabar com mitos para que os jovens conhecem e descubram a sexualidade de uma forma natural e consciente, evitando assim gravidezes indesejadas, e dúvidas sem resposta. Estas aulas sobre sexo serão facultativas e os seus conteúdos vão desde anatomia e fisiologia sexual masculina e feminina, e também engloba técnicas de masturbação, objectos eróticos, entre outros assuntos. Para Laura Garrido, secretária da Juventude de Extremadura, “O novo curso não deveria escandalizar ninguém principalmente porque todos nós fomos adolescentes algum dia e todos nós temos sexualidade.” Algums pais de alunos e meios de comunicação já classificaram a disciplica como imorall e irresponsável. Laura Garrido acrescentou, “O programa tem muitos mais aspectos, como hábitos saudáveis, auto-estima, afetividade, identidade de gênero, doenças de transmissão sexual… e esperamos derrubar muitos mitos negativos sobre a masturbação, é óbvio”. O material de estudo da disciplina inclui muitos assuntos como explicações sobre tipos de brinquedos eróticos, mapas de anatomia humana, e também um baralho que coloca os jogadores em situações de risco. O objectivo é que depois aprendam a resolver problemas como erecção prolongada, infecção genital. “Se esse curso conseguir que os nossos filhos se desenvolvam através de uma sexualidade saudável, será mais fácil evitar condutas discriminatórias e agressivas em suas relações”, disse à BBC Brasil a diretora geral do Instituto da Mulher, Maria José Pulido. Eu continuo achando que cada um nasce já ensinado. E com os filmes que há na net gratuitos, ninguém precisa de curso nenhum. Pornografia na web é barata no mundo; há por todo o lado.Confira Imoralidade Absurda link

Cão e Macaco: amigos para sempre




Um orangotango com apenas 3 anos deidade chamado Roscoe, depois de perder os pais, entrou em depressão. Estava tão embaixo que não respondia a medicamentos e tratamentos. A sua vida parecia estar entregue à morte, segundo os seus veterinários Até que algo veio mudar tudo isso. Um mero cão vadio que andava a vaguear pelos arredores do jardim zoológico onde se encontrava Roscoe foi apanhado. Depois de terem verificado que não havia qualquer doença, levaram-no para junto de Roscoe, o orangotango, para ver se o animava. Em poucos dias, Roscoe começou a andar, a brincar, e a interagir com o cão. Um “mero” cão vadio tinha-se tornado a sua salvação, a sua nova razão para viver. Actualmente, Roscoe tenta que o seu amigo cão o acompanhe em todas as suas actividades, incluindo natação!! Ambos vivem agora no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, e nadar na piscina é o desporto favorito de ambos. Roscoe precisa, no entanto, de se apoiar no seu amigo uma vez que ainda tem medo de atravessar a piscina sozinho. As fotos, mais do que mil imagens, mostram toda esta amizade que há entre os dois.Fonte: http://www.osdeusesdevemestarloucos.com/index.php/2009/11/orangotango-roscoe-cao/

TASSO JEREISSATI É O NOVO BLOGUEIRO

O ex-governador e senador Tasso Jereissati,agora, tem um blog. Acesse aqui o Blog do Senador Tasso, Cid Gomes que se cuide, mais mudando de assunto e falando do que poderia ser uma grande ameaça a reeleição de CID GOMES, seria uma candidatura do senador Tasso jereissate ao Gonverno do estado. pelos bastidores assessores do proprio gonvernado comentam que essa falta de sintônia na segura ou melhor inseguração publica esta arruinando a reeleição do atual Governador, mais o futuro responderas se tasso sera ou não candidato ao Governo do estado do Ceará. Por Henrique Junior.

Burros desenterram a dona

Dois burros salvaram a sua dona, numa cidade da Tunísia. Na vila de Wartga, arredores de Sidi Bouzid, a 300 quilômetros da capital da Tunísia, Tunis, uma mulher tinha sido enterrada, depois de ter entrado num coma profundo. Ela tinha morrido segundo tinham informado os médicos. Houve então funeral como manda a tradição, como manda a tradição muçulmana, ritual fúnebre, etc., e moça debaixo da terra. A sepultura ficou junto à sua casa, perto de onde os burros passeavam. Quando viram que a dona não aparecia, ficaram desolados já que eram os bichos de estimação da senhora. Só que em determinada altura, eles ficaram por cima da tumba da dona e não saíram mais. Horas por cima do local até que uma mulher amiga percebeu que algo de estranho se passava. Eles não saíam do lugar, sempre a cheirar a terra. Quando a amiga se aproximou ouviu gritos! Familiares chamaram os coveiros que desenterraram a “morta” e ela estava viva e de boa saúde. Saiba Mais AQUI

"15 dicas infalíveis para dormir com os anjos."

Dormir bem à noite é essencial para que você esteja com o pique lá em cima durante o dia, sem falar na saúde. Um sono inadequado pode estar relacionado com desequilíbrios hormonais reguladores do apetite, maiores taxas de incidência de diabetes e hipertensão arterial, dentre outros problemas.
Para que você fique com o pique e a saúde lá em cima, Solange de Oliveira Saavedra, gerente técnica do Conselho Regional de Nutricionistas - 3ª Região, e Rosa Hasan, coordenadora do Departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia, fizeram um roteiro do caminho para um sono melhor.
1 - Crie uma rotina
Estabeleça um horário fixo para acordar e dormir, mesmo aos finais de semana. Evite também aquela soneca depois do almoço
2 - Escolha atividades próprias para se acalmar
Ler – seja um livro, revista ou jornal – antes de dormir é ótimo. Outra boa opção é ouvir um pouco de música lenta, instrumental, bem baixa, para você relaxar antes de ir para a cama.
3 - Tome um bom banho antes de deitar
Na hora de dormir, ao invés de ir direto para a cama, tome um banho morno para relaxar. Se for um banho de banheira então, melhor ainda.
4 - Faça exercícios
Saúde é essencial para ter um sono ótimo. Então, trate de fazer exercícios! Só preste atenção no horário, pois ir à academia de noite pode ter o efeito inverso e atrapalhar seu descanso.
5 - Deixe os problemas fora do quarto
Não vá dormir pensando no que tem para resolver no dia seguinte. Faça uma lista de todos os problemas pendentes e livre sua mente disso.
6 - Café, açúcar e outros estimulantes só durante o dia
Bebidas com cafeína, assim como excesso de açúcar e outras substâncias estimulantes irão deixá-la mais alerta e aumentar a ansiedade. Se consumidos no fim da tarde, podem dificultar o sono.
7 - Use o quarto só para dormir
Ao assistir TV ou, pior, trabalhar no quarto, você induz sua mente a pensar que aquele não é só um local de descanso, interferindo na qualidade do seu sono.
8 - Para o jantar, só comidas leves
Faça a última refeição pelo menos duas horas antes de dormir, para não sobrecarregar o seu corpo. Carnes magras, folhas, sopas, arroz ou batata em pequenas quantidades são ideais.
9 - Crie um ambiente correto
Seu quarto deve ter uma temperatura agradável e estar sempre limpo. É bom deixá-lo o mais escuro possível durante a noite e evitar os ruídos ao máximo.
10 - Fuja das bebidas alcoólicas
Reduza o consumo de álcool, pois embora você se sinta mais relaxada depois de beber um pouco, os efeitos são percebidos pouco tempo depois: ronco e sono instável.
11 - Atenção redobrada ao travesseiro e colchão
O apoio para a cabeça e para o corpo interfere no seu sono e na sua postura. Escolha itens de qualidade, que não sejam nem duros nem macios demais.
12 - Aposte na receita da vovó
À noite, beba um copo de leite morno ou um chá de ervas. O leite contém triptofano, uma proteína indutora natural do sono. As infusões de camomila e de melissa também têm o mesmo efeito.
13 - Reduza as horas na frente da TV e do computador
Há quem consiga pegar no sono assistindo televisão, mas o melhor é evitá-la, assim como o computador. Os eletrônicos podem mantê-la em estado de alerta, retardando a indução do sono.
14 - Diga não aos remédios
A menos que sejam receitados por um médico, não faça uso de tranquilizantes, ansiolíticos e soníferos.
15 - Não vá para a cama sem sono
Se, ao deitar, você demorar mais do que 15 minutos para dormir, levante-se. Revirar-se na cama a deixará ainda mais ansiosa, se preocupando em conseguir adormecer."(Fonte: Revista Zero, Juliana Bellegard, Símbolo Imagens, Estrela Guia e Uol)

Audiência debate situação das estradas federais e estaduais no Ceará

A Assembléia Legislativa do Ceará promove nesta quinta-feira, 19 de novembro, Audiência Pública para discutir a situação das estradas federais e estaduais no Estado. O debate foi solicitado pelos deputados Artur Bruno e Ferreira Aragão e será realizado no Complexo das Comissões da AL, às 14h30min. A audiência objetiva averiguar o estado das estradas depois do período chuvoso e tratar dos investimentos necessários para a recuperação das mesmas. Também serão debatidas as condições de trafegabilidade e as ações preventivas e de manutenção das estradas. Foram convidados representantes do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit-Ce), da Secretaria de Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra), do Departamento de Trânsito do Ceará (Detran-Ce), do Departamento de Edificações e Rodovias do Estado do Ceará (DER), da Secretaria Estadual das Cidades, do Comando de Policiamento Rodoviário (CPRV), do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindionibus), do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro) e do Sindicato das Empresas de Transporte e Logística no Estado do Ceará (SETCARCE). Fonte: Érica Azevedo Assessora de Imprensa Deputado Estadual Artur Bruno PT

Participação popular no processo legislativo brasileiro: a cada dez anos, um passo

Os constituintes de 1986 inovaram, na história das instituições políticas do Brasil, quando estabeleceram, no parágrafo primeiro do primeiro artigo da Constituição de 1988, que o poder que “emana do povo” – melhor teria sido se tivessem dito o poder que pertence ao povo – será exercido tanto por seus representantes eleitos como diretamente, através do referendo, do plebiscito e da iniciativa popular de lei. Ou, em outras palavras, que nossa democracia não seria unicamente representativa. Essa Constituição previu diferentes formas de participação popular na gestão pública, como os conselhos em várias áreas governamentais. Mas a possibilidade da participação no processo legislativo foi um salto qualitativo. Traduziu mais diretamente a aceitação, pelo sistema político brasileiro, da contribuição popular nas decisões que conformam a estrutura jurídica e a atividade dos cidadãos e do governo. O entusiasmo inicial. Entre as intensas mobilizações sociais que marcaram a elaboração da Constituição de 1988 – levando a que fosse chamada de Constituição Cidadã – teve relevo aquela estimulada pelos Plenários Pró-Participação Popular na Constituinte. Depois de perderem uma primeira batalha por uma Constituinte exclusiva, em vez da Congressual - adotada já dentro da lógica da legislação em causa própria... - eles se centraram no processo de elaboração da Constituição, com um slogan significativo: “Constituinte sem povo não cria nada de novo”. Neste embate, com melhores resultados, obtiveram que o Regimento Interno da Constituinte previsse a possibilidade de “emendas populares” ao projeto de Constituição.[1] Foi no entanto estabelecido - para evitar surpresas - uma condição que parecia difícil: cada emenda, apresentada por três entidades da sociedade civil, teria que ter o apoio de pelo menos 30.000 eleitores. Ora, essa oportunidade de participar foi plenamente assumida pela sociedade, no clima de entusiasmo com a abertura democrática do país: 122 Emendas recolheram um total de 12 milhões de assinaturas [2]. Essas emendas não tiveram todas as mesmas sortes, na dependência do acompanhamento que lhes foi dado. Mas três delas, entre outras, foram bem sucedidas. Tendo recebido juntas mais de 400.000 subscrições, elas propunham especificamente a introdução de um instrumento como as Emendas Populares no corpo da Constituição - bem como o referendo e o plebiscito. E deram origem ao parágrafo primeiro do artigo primeiro acima citado. As limitações impostas. Foi tudo somente um jogo de cena, como usual em democracias unicamente representativas? Tendo constatado a capacidade de mobilização social para as Emendas Populares, os Constituintes limitaram o uso dos novos instrumentos. A competência para autorizar e convocar plebiscitos e referendos ficou exclusivamente para o Congresso; e as exigências para Iniciativas Populares de Lei as tornaram quase inviáveis: as assinaturas, acompanhadas do número dos títulos de eleitores, teriam que corresponder a pelo menos um por cento do eleitorado nacional, e estar distribuídas em pelo menos cinco estados – bem mais portanto do que as 30.000 das Emendas Populares... Por isso mesmo muitos hoje se empenham em regulamentar o uso desses instrumentos diminuindo suas limitações, para colocá-los efetivamente ao alcance da sociedade.[3] Mas apesar das dificuldades, a sociedade organizada e cidadãos com motivações pessoais começaram logo a fazer valer esse direito. Surgem as primeiras Iniciativas Populares de Lei . A primeira Iniciativa Popular de Lei, pela criação de um Fundo Nacional de Habitação Popular, chegou ao Congresso já em 1991, por iniciativa de movimentos de moradia. Nessa ocasião já se constatou que ela só poderia tramitar como Iniciativa Parlamentar: como verificar em tempo hábil o número e a autenticidade das assinaturas? Um Deputado a encaminhou mas o resultado foi pouco animador: o Projeto levou treze anos para se transformar em Lei...[4] Nos anos 90 chegaram ao Congresso dois outros projetos subscritos por cidadãos, por iniciativa de pessoas motivadas por crimes cometidos contra seus familiares. O primeiro foi apresentado em 1993 pela conhecida escritoras de novelas Gloria Perez, após o assassinato de sua filha Daniela. Propondo que o homicídio qualificado entrasse no rol da Lei dos Crimes Hediondos[5], seu projeto foi assumido pelo Executivo e alterou em 1994 a Lei vigente. Com a mesma motivação os pais de Ives Ota, menino de oito anos assassinado em 1997 em São Paulo, percorreram o Brasil coletando assinaturas – e difundindo uma mensagem de paz e perdão[6], – para a criação da prisão perpétua agrícola. Em 1999 entregaram esse projeto ao Congresso, com mais de dois milhões de assinaturas, mas ele ainda nele tramita.[7] A Iniciativa Popular contra a corrupção eleitoral. Em 1999, quase dez anos depois da primeira Iniciativa Popular, um segundo Projeto de Lei vindo da sociedade organizada foi apresentado ao Congresso. Ele enfrentava o problema da corrupção eleitoral: a oferta de bens e favores aos eleitores e o uso eleitoral da máquina administrativa. A compra de votos já era considerada um crime na lei eleitoral vigente[8]. No entanto, a lentidão do processo penal, a ser seguido por se tratar de crime, fazia com que praticamente ninguém fosse condenado, menos ainda antes do fim do mandato assim obtido. Esse problema tinha sido levantado na Campanha de Fraternidade de 1996, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, como umas piores distorções de nossa democracia representativa, que deslegitimava o processo eleitoral. Ele foi então objeto de uma pesquisa, por iniciativa da Comissão Brasileira de Justiça e Paz - CBJP, da CNBB, que mostrou como em todo o país era usual aproveitar-se das carências dos eleitores para captar seus sufrágios. Diante disso a CBJP solicitou a um grupo de juristas que estudasse como coibir com mais eficácia essa prática[9]. O projeto de lei que elaboraram modificava a Lei Eleitoral 9504/97, dando ao crime da compra de votos também a condição de infração eleitoral, o que permitiria uma punição imediata pela Justiça Eleitoral. E estabeleceram que essa punição – assim como a do uso eleitoral da máquina administrativa - fosse a cassação do registro do candidato, sem prejuízo da ação criminal a que estaria sujeito. Sabendo que a Iniciativa Popular de Lei – como as Emendas Populares da Constituinte – tinha uma importante função pedagógica[10], como detalharei mais adiante, a CBJP propôs o uso desse instrumento para encaminhar o projeto ao Congresso. Com o apoio da CNBB, decidido em sua Assembléia Geral de 1997, assim como da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, e, em seguida, de mais de sessenta organizações da sociedade civil, lançou-se a coleta do milhão de assinaturas necessárias. O processo levou ano e meio para se completar, ajudado, a partir de certo momento, pelos grandes meios de comunicação de massa. Uma vez entregue o projeto ao Congresso, as entidades promotoras estavam obrigadas a transformá-lo em iniciativa parlamentar, para iniciar imediatamente sua tramitação. Obtiveram então, com base na experiência da primeira iniciativa, que ainda nele tramitava, que ela fosse assumida não por um único mas por um conjunto de parlamentares, cada um de um partido, com seus nomes em ordem alfabética - para evitar disputas descabidas. Com esses cuidados e um acompanhamento mais cerrado da tramitação – e o peso político do milhão de assinaturas e das entidades que o apoiavam - obtiveram sua aprovação nesse mesmo ano[11], no prazo recorde de sete semanas.[12] Um resultado nesse prazo era essencial para que a nova Lei já pudesse vigorar nas eleições do ano 2000.[13] A função pedagógica e organizativa da Iniciativa Popular. A dificuldade para coletar tantas assinaturas tinha uma contrapartida positiva: seu tema era amplamente discutido em todo o país[14], antes do projeto chegar ao Congresso. A começar pelos que coletavam as assinaturas, que tinham que saber explicar o que estavam propondo. Por sua vez o slogan “Voto não tem preço, tem conseqüências», adotado nessa Campanha, valorizava o voto e desvendava as distorções da democracia representativa no Brasil. Assim, embora esse trabalho exigisse uma enorme persistência, sua função pedagógica era inegável. Alem desse efeito pedagógico havia um efeito organizativo, na medida em que o trabalho de coleta de assinaturas reunia as pessoas num processo que se estendia capilarmente pelo país afora. Isto ficou evidente quando, uma vez aprovada a lei, os participantes da coleta constituíram os chamados “Comitês 9840” – referência ao número recebido pela Lei – para fiscalizar sua plena aplicação[15]. O controle da aplicação da Lei. O efetivo cumprimento da lei 9840/99 de fato exigia o acompanhamento das eleições. Ninguém tinha mais interesse nisso do que os próprios cidadãos que haviam assinado o projeto de Lei. Os Comitês 9840 começaram então a cumprir esse papel, até porque nem Juízes nem Promotores Eleitorais tomaram imediatamente consciência do poder que lhes fora atribuído para assegurar a lisura do processo eleitoral. Abriu-se assim uma segunda etapa na pedagogia de educação política iniciada com a coleta de assinaturas: era necessário entender as exigências da produção de provas e o funcionamento da Justiça, em particular da Justiça Eleitoral. Os Comitês 9840 transformaram-se assim em instrumento de diálogo dos cidadãos com o Poder Judiciário. Nesse processo viveram, nas eleições do ano 2.000, muitas incompreensões e frustrações. Mas nos anos seguintes o controle da aplicação da Lei se fortaleceu, especialmente a partir do empenho explicito do Tribunal Superior Eleitoral - TSE, ao qual começaram a chegar os recursos dos prejudicados[16]. Atualmente os próprios candidatos também se fiscalizam mutuamente, o que altera seus comportamentos como o dos próprios eleitores. Depois de cinco eleições com a aplicação da nova lei ocorreram mais de setecentas cassações de registros de candidatos e de diplomas de eleitos, nos Poderes Legislativos e Executivos municipais, estaduais e federal[17]. E já se tornou usual dizer que a Justiça Eleitoral ganhou tanta eficácia com a nova Lei que sua atuação conheceu duas fases: antes da Lei 9840 e depois da Lei 9840... O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE. O trabalho dos Comitês 9840 foi apoiado por roteiros, cartilhas e outros materiais produzidos pelas entidades promotoras da Iniciativa Popular. Em Agosto de 2001 elas realizaram um primeiro Seminário Nacional de Juízes e Promotores Eleitorais, para colher experiências da aplicação da lei na eleição de 2000 e preparar a atuação em 2002. Com a abertura do Seminário pelo então Presidente do TSE, Ministro Nelson Jobim, ficou demonstrado a importância dada à Lei por esse Tribunal. Outros Seminários foram realizados em 2004, 2006 e 2008, já com a participação também de Advogados Eleitorais. Nesse processo foi criado o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral - MCCE, que reúne hoje 43 entidades nacionais, com uma pequena estrutura administrativa sediada em sala cedida pelo Conselho Federal da OAB em Brasília. Seguiu-se a criação da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais – ABRAMPPE, voltada para a plena aplicação da legislação eleitoral, com especial ênfase na Lei 9840. Em 2008 o MCCE, frente ao sucesso da Iniciativa Popular contra a corrupção eleitoral, decidiu, com o apoio da ABRAMPPE, propor uma nova Iniciativa Popular[18], desta vez voltada para a lei das inelegibilidades[19]. O que se pretendia era assegurar que o registro de candidaturas levasse em conta o comportamento ético dos candidatos: dispor de uma “ficha limpa” teria que ser condição para o exercício de um mandato eletivo. Aliás não era outro o objetivo de emenda à Constituição feita em 1994, ao determinar, no parágrafo 9º do artigo 14, que a lei complementar das inelegibilidades deveria considerar a “ vida pregressa do candidato”, para proteger a “a probidade administrativa e a moralidade para o exercício do mandato”. Nas eleições de 2008 o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro já tinha recusado, com base nessa emenda constitucional, o registro de 25 candidatos a vereador, mas por recurso apresentado ao TSE foi anulada essa decisão. Dúvidas como essa tornavam clara a necessidade de regulamentação da questão. A CNBB, uma das principais animadoras da Iniciativa que resultara na Lei 9840, levou a proposta a consideração de sua Assembléia Geral de 2008, que a apoiou por unanimidade. A OAB[20] , a CNBB e os demais membros do MCCE empenharam-se na nova batalha, já agora rumo não a um milhão, mas ao milhão e trezentas mil assinaturas correspondentes ao 1% constitucional. A Campanha da Ficha Limpa. Lançada a Campanha da Ficha Limpa, esta ganhou rapidamente muita adesão. A receptividade popular denotava o descrédito dos políticos eleitos. No entanto uma iniciativa de um dos membros do MCCE, a Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, criou de início um mal-entendido. Com a mesma preocupação com a vida pregressa dos candidatos, essa entidade tornou pública, quando se lançava a Campanha, uma relação de políticos brasileiros com processo na Justiça, que foi chamada de lista da “ficha suja”. Como a abertura de processo contra o opositor é uma prática corrente na atividade política, grande número de eleitos se viram incluídos nessa lista e se colocaram contra a Iniciativa Popular, por considerá-la injusta. Muitos eleitores, por outro lado, concluíram que a lei proposta impediria as candidaturas de muitos bons políticos que estão sendo processados, ou até de lideranças populares vítimas de perseguição[21]. Passou a ser então necessário dissipar esse mal-entendido, já que o projeto proposto considerava as condenações e não os processos. Outras propostas do projeto levantaram resistências ainda mais difíceis, em especial duas delas, que se combinavam. A primeira dizia que o projeto desrespeitava o princípio constitucional básico da presunção de inocência, segundo o qual todo acusado não pode ser considerado culpado até o julgamento de seu último recurso contra a sentença condenatória (o chamado “trânsito em julgado”). Essa dúvida, que já provocou muita discussão entre juristas[22], durante a coleta de assinaturas[23], seria resolvida se fosse considerado que o principio da presunção de inocência se aplica ao direito penal mas não a outras áreas do direito como o direito eleitoral. A segunda dúvida surgia com a superação da primeira: a inelegibilidade por condenação somente em primeira instância, como estabelecia o projeto, poderia dar margem a injustiças. Melhor seria considerar uma condenação por órgão colegiado. Mas, apesar de todos esses percalços, chegou-se ao número de assinaturas necessárias, também depois de um ano e meio de coleta. O Projeto foi levado ao Congresso em 29 de setembro de 2009, exatamente no dia em que se comemorava, em sessões no Senado pela manhã e à noite no TSE, o décimo aniversário da promulgação da primeira lei de Iniciativa popular aprovada pelo Congresso. A novidade desta vez foi a rapidez com que iniciou a tramitação do projeto. Quase imediatamente depois do ato-festa em que o Presidente da Câmara dos Deputados[24] recebeu as pilhas de assinaturas, trinta e três deputados o subscreveram[25] – sempre em ordem alfabética, como na Iniciativa anterior – e o protocolaram na Mesa no final da tarde, recebendo o número 518/2009. Sem dúvida a batalha pela aprovação deste projeto será mais difícil. Não há data limite, já que a própria Lei Complementar 64/90, que ele modifica, passou a vigorar logo que aprovada, sem o ano de anterioridade exigido para a legislação que incide sobre o processo eleitoral. Mas, para os maus políticos, esta lei é mais perigosa que a Lei contra a compra de votos. Esta criava uma dificuldade futura, e recusar-se a aprová-la correspondia a uma declaração explícita de que se tinha a intenção de comprar votos. Já aprovar a Lei da Ficha Limpa para muitos deputados pode corresponder a decidir sobre sua própria exclusão das próximas eleições. O que terá acontecido na data em que este artigo for publicado? Todos os que discutiram esse projeto pelo Brasil afora, colhendo o milhão e trezentas mil assinaturas, estão agora empenhados em fazer com que o Congresso Nacional dê ouvidos ao anseio da sociedade brasileira, pela dignidade da representação política, de que esse projeto é portador. Resta saber se Câmara e Senado terão a coragem e a consciência cívica necessárias para demonstrar ao país, com a urgência necessária dado o seu atual descrédito, que são capazes de evitar, em beneficio da “probidade administrativa” e da “moralidade para o exercício do mandato”, candidaturas não merecedoras do voto popular.
Fonte: Chico Whitaker

Wolfe, no Brasil, critica a 'aristocracia do gosto'

Traçar um panorama crítico dos dias atuais nas artes e no comportamento humano. Foi o que se propôs a fazer o escritor americano Tom Wolfe, de 78 anos, durante conferência para cerca de mil pessoas, na segunda-feira, em Porto Alegre. Descreveu os tempos modernos como um período de sexo banalizado, arte conceitual sem aptidões, programação de homens como softwares e valores dissolvidos. Mas não se mostrou pessimista, preferindo se colocar no papel de jornalista que observa as transformações e sabe que elas sempre vêm. "Estou curioso para ver quais serão os desdobramentos dessas tendências daqui para a frente." Considerado um dos ícones do chamado Novo Jornalismo, corrente criada nos anos 60 que preferia as grandes reportagens, escritas com características literárias, à notícia rápida e pouco profunda, Wolfe é autor de obras como O Teste do Ácido do Refresco Elétrico (1968), em que descreve as "tribos" dos anos 60, e A Fogueira das Vaidades (1984), um retrato da ambição econômica dos anos 80. Nessa condição de especialista na análise de épocas, ele tratou do espírito dos dias atuais na palestra de encerramento do ano do Curso de Altos Estudos "Fronteiras do Pensamento", promovido pela Braskem. Em suas falas aos jornalistas e à plateia da conferência, Wolfe traçou um painel do que chamou de "Depressão Número 2" dos Estados Unidos, um tempo em que a arte exige mais conceitos do que qualidade, a vida não é tão plausível quanto os romances e as pessoas perderam livre arbítrio. Para Wolfe, as mudanças verdadeiras não são as que tratam "do fim de alguma coisa como a conhecemos até agora", como, por exemplo, o sistema bancário, a Grã-Bretanha, os Estados Unidos, o mundo ou a indústria do café, mas aquelas que vieram de outras áreas, mais especificamente a sexual. Cita um vídeo pornográfico de Paris Hilton como um assunto que pode ser o ponto de partida para um romance. Destaca que seu livro Eu Sou Charlotte Simmons (2004) "tem sexo desde o início" e lembra, como retrato do comportamento atual, a cena em que um jovem para ir ao banheiro de seu apartamento passa por cima dos corpos nus de um casal de amigos que nem reagem, limitando-se a cumprimentá-lo. Ao retratar nossa época, Wolfe também se volta para o campo das artes, identificando o que classifica de "aristocracia do gosto", que leva criadores, críticos e apreciadores a acharem que são mais refinados do que a maioria da classe média americana por preferirem "coisas que as outras pessoas não entendem". Segundo Wolfe, é essa aristocracia que levou a arte a deixar de ser visual e se tornar conceitual. No panorama que traçou, o escritor citou Marcel Proust e James Joyce como autores de textos cuja leitura, apesar de ser altamente conceituada em alguns círculos, "não causa prazer" ao público comum. Outros exemplos, no campo das artes plásticas, são, segundo Wolfe, Picasso, que "não sabia desenhar linhas de tal forma a criar profundidade no quadro" por ter abandonado a escola de arte antes de chegar o curso de anatomia de perspectiva, e Matisse, que "não sabia desenhar mãos", deixando-as parecidas com "uma planta de aspargos tirada do mercado". Ao falar sobre os rumos da ficção, teorizou: ''Os romances de mais alto conceito atualmente estão se encaminhando para um destino semelhante ao que aconteceu com a poesia, que foi colocada num pedestal tão alto, numa montanha tão alta, coberta de neve eterna, que todo mundo olha (de longe), mas ninguém vai lá em cima olhar (de perto). Algo semelhante vai acontecer com os romances, eles vão acabar sendo vistos, elogiados, mas não lidos." Wolfe também disse que a pior herança do chamado novo jornalismo é ter feito muitas pessoas acreditarem que podiam escrever subjetivamente, sem dar muita atenção à objetividade, sem se basear nos fatos. Fonte: Elder Ogliari, PORTO ALEGRE

VERGONHA DO PARLAMENTO MACONHA LEGAL E PLANTIO PESSOAL

Escolhido pelo Ministério da Justiça como o interlocutor do governo para a revisão da lei sobre drogas, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) defende a legalização da maconha e do porte de pequenas quantidades da droga para consumo pessoal. Em discurso, no plenário da Câmara. O parlamentar petista também é a favor do plantio da maconha para consumo pessoal, desde que com acompanhamento médico. Em tempo: Paulo Teixeira afirmou que encaminhará suas propostas ao Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), cujo secretário-geral é o general Paulo Roberto Uchôa, secretário Nacional Antidrogas

A Prefeitura de São José dos Campos (SP) pagou R$ 8.000 apresentadora mirim Maisa

A Prefeitura de São José dos Campos (SP) pagou R$ 8.000 para a apresentadora mirim Maísa Silva, do SBT, para que ela comparecesse a uma homenagem ao Dia do Servidor, realizada na quarta (28). O uso do dinheiro público gerou discussão na cidade. O Sindicato dos Servidores criticou o prefeito Eduardo Cury por sua atitude e os vereadores da oposição pensam até em levar o caso ao Ministério Público. Fonte: Sobral de Prisma

MARQUINHAS PROIBIDAS

A partir desta semana, as câmaras de bronzeamento artificial não poderão mais ser utilizadas para fins estéticos no país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quarta-feira (11), uma resolução que proíbe, além do uso, a importação, o recebimento em doação, aluguel e a comercialização desses equipamentos. A medida foi motivada pelo surgimento de novos indícios de agravos à saúde relacionados com o uso das câmaras de bronzeamento. Um grupo de trabalho da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde, noticiou a inclusão da exposição às radiações ultravioleta na lista de práticas e produtos carcinogênicos para humanos. O estudo indica, ainda, que a prática do bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco do desenvolvimento de melanoma em pessoas que se submetem ao procedimento até os 35 anos de idade.FONTE: Sobral de Prisma