O Globo faz vista grossa para erro

Na edição da última quinta-feira (14/01), a chamada de primeira página do jornal O Globo distorceu o conteúdo da própria reportagem publicada internamente, afirmando que o presidente Lula teria pedido que as obras da Copa não passassem por fiscalização. Em razão disso, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República enviou ao editor responsável pelo jornal a seguinte carta: Na primeira página de sua edição desta quinta-feira (14/01), O Globo afirmou que “Lula pede vista grossa em obras da Copa”. Em momento algum o Presidente fez essa afirmação, como é possível confirmar na íntegra da matéria publicada na página 37. O que ele disse foi: “Nós precisamos criar, companheiro Orlando, um movimento que possa envolver, uma espécie de um tratado, de um ajuste de conduta entre os órgãos executores e os órgãos fiscalizadores, para que a gente não dê, na fiscalização das coisas -- seja na questão ambiental, seja na Controladoria, seja no Tribunal de Contas ou em qualquer outro órgão -- o mesmo tratamento, como se nós estivéssemos vivendo um tempo de normalidade”. Portanto, a afirmação de que o presidente pediu “para que as obras da Copa de 2014 não passem por fiscalização nem sejam embargadas por questões ambientais para que não sofram atrasos” é de absoluta má-fé e viola o direito do leitor a informações corretas. Seria ótimo que O Globo corrigisse a informação com o mesmo espaço e destaque. A carta foi publicada na edição de hoje (15/01), sem a frase final, acima destacada. E, ao invés de se retratar pelo erro, o jornal procurou justificá-lo com a seguinte Nota da Redação: As aspas do presidente, enviadas aqui pelo secretário de Imprensa do Palácio do Planalto, deixam claro que Lula pede um tratamento especial da fiscalização para as obras do PAC na Copa. Diz o presidente: “(…) para que a gente não dê, na fiscalização das coisas (…) o mesmo tratamento, como se nós estivéssemos vivendo num tempo de normalidade.” Ao que se sabe, o Brasil não vive quadro de calamidade pública ou estado de sítio que permita ao governo tocar obras sem fiscalização normal e rotineira. De acordo com o Novo Dicionário Aurélio (Nova Fronteira, 1975), fazer vista grossa é “ver e fingir que não vê; deixar passar”. Absolutamente não foi isso que o presidente pediu, conforme pode ser visto na íntegra de seu discurso, cujo áudio e transcrição estão publicados na página da Secretaria de Imprensa, e na edição em vídeo disponibilizada abaixo. Tratamento especial, negociado entre executores e fiscalizadores das obras, especificamente nos casos em que não se pode adiar um evento da magnitude de uma Copa do mundo de futebol, não é fazer vista grossa. O Globo sabe que errou. Quando a imprensa erra, não deve fazer vista grossa para seus erros.Fonte: Blog Planalto

Pessoas clamavam por Deus nas ruas do Haiti





O brasileiro Omar Ribeiro Thomaz, 44, professor de antropologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), saía de uma livraria em Porto Príncipe momentos antes do forte terremoto que abalou o Haiti nesta terça-feira (12). O local, visitado por ele e por um grupo de alunos que o acompanhava, ficou completamente destruído. Segundo o professor, a tragédia só não foi pior porque o abalo aconteceu no momento em que a maioria do comércio já estava fechando. Tanto o dono quanto os funcionários da livraria conseguiram se salvar. Por: Fabio Rodrigues da Folha Online

Nas eleições, fontes ilícitas capturam o Estado, opina juiz

Não é à toa que praticamente todos os grandes partidos tenham sido pilhados em flagrante, nos últimos anos, negociando apoios políticos em troca de verbas e cargos públicos. É uma prática generalizada", lamenta o presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe) e membro do comitê nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o juiz Márlon Jacinto Reis, do Maranhão. Entrevistado por Terra Magazine, ele critica o sistema eleitoral brasileiro e propõe mudanças drásticas para banir a "mercantilização" e o "personalismo" que, acredita, degradam a política brasileira, de Norte a Sul. Resumindo, "interesses particulares sobre os interesses públicos". Aos 40 anos, Reis não foge de análises diretas e pesadas. "Quem faz doações vultosas realmente o faz com o único propósito de influenciar as decisões futuras do governo", torna mais do que claro. Ele maldiz principalmente o suporte a candidaturas: "As campanhas são financiadas com verbas públicas desviadas pra este fim eleitoral, de manter no poder quem está lá. O restante vem de grandes grupos interessados em contratar com o governo". E conclui: "O Estado deixa de ser Estado, é capturado por fontes ilícitas e deixa de servir ao coletivo". Explica-se a vantagem do jogo de bancar campanhas de parlamentares: "Sai barato gastar alguns milhões na eleição de alguém que pode ter uma influência imensa na definição do orçamento, principalmente quando isso acontece em grupo". O magistrado acredita que a dependência excessiva da economia nacional em prestar serviço ao Estado impede o desenvolvimento efetivo do País. E atribui ao Poder Judiciário uma grande parcela de responsabilidade dos problemas brasileiros. Por isso, apoia "uma reforma judiciária baseada não exclusivamente em aspectos técnicos, mas também em aspectos valorativos, de tal maneira que possa colaborar, de maneira mais eficiente, para o aprimoramento da sociedade". Leia a entrevista. Terra Magazine - Como o senhor avalia o sistema eleitoral brasileiro?
Márlon Reis - O sistema eleitoral brasileiro é fruto de uma tradição de concepção privatista do Estado. A figura do indivíduo prevalece sobre a coletividade, e os interesses particulares sobre os interesses públicos. Isso é demonstrado em vários aspectos da legislação. As pessoas têm a falsa impressão de que estão votando em indivíduos. Na verdade, uma série de cálculos, que formam o que se chama de quociente partidário, altera o resultado, faz com que não seja o simples somatório de votos que o faça ser eleito. A impressão dos eleitores de votar em indivíduos alimenta as relações clintelistas locais, fazendo chefes regionais terem a preponderância nos processos eleitorais. Ao invés de ideologias e bandeiras, prevalece a tensionalidade de caciques políticos locais. O partido sabe que, por causa do quociente, é preciso fazer alianças com outros partidos pra ter o volume de votos necessários. Nessas alianças, os partidos se preocupam com a viabilidade eleitoral, e não com o conteúdo da eleição. O eleitor também não se preocupa com o conteúdo da candidatura, e sim com a personalidade do candidato. Quando bem intencionado, o eleitor procura um líder transformador. O mau intencionado negocia com o candidato, vendendo seu voto... Então, as relações são individualizadas e mercantilizadas. Os partidos negociam em termos financeiros a adesão de aliados partidários. E os candidatos também negociam com o eleitorado em troca de favores a concessão de votos. O sistema eleitoral favorece isso, ao vender a ilusão do voto no indivíduo e forçar coligações de partidos, independenemente de sua ideologia, sem critétrio, apenas por pragmatismo. Como se deve combater a impunidade? Quando se institui uma política baseada nisso, em personalismo e mercantilização, estamos falando da forma de acesso das pessoas ao poder. E são justamente estas pessoas que estão encarregadas de criar as normas para barrar processos de corrupção. O Brasil é carente de normas, de uma institucionalidade que, de fato, enfrente a corrupção. É razoável que seja assim, pois o próprio sistema eleitoral já favorece a eleição de pessoas que precisarão ter, inclusive durante o processo eleitoral, manejado recursos de forma ilícita. Não é à toa que praticamente todos os grandes partidos tenham sido pilhados em flagrante, nos últimos anos, negociando apoios políticos em troca de verbas e cargos públicos. Este episódio também acontece em quase todos os demais partidos. É uma prática generalizada. Durante o processo eleitoral, as alianças são negociadas com base em trocas, que são sempre financeiras, que se baseiam na concessão de oportunidades de recursos - muitas vezes públicos -, e cargos, que também têm a finalidade de movimentar recursos públicos para fins políticos. Ao partilhar cargos entre aliados, os governantes distribuem, na sua base, as portas de acesso a altos volumes de dinheiro público que vão nutrir aquela aliança, que é o que justifica a permanência nos governos. Isso acontece em todos os âmbitos da vida pública. Com uma política baseada nestas regras, fica difícil imaginar que estas mesmas pessoas, exercendo o poder, vão gerar a institucionalidade necessária para combater aquilo de que eles próprios vão precisar para garantir sua permanente eleição.
Como a sociedade civil pode participar de maneira efetiva das reações à corrupção? Está surgindo, no Brasil, uma militância desatrelada dos partidos, mas preocupada com a política. Um exemplo disso são os 300 comitês populares do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, com um número que continua crescendo. Eram 70, há dois anos. Não pra defender partidos, mas para defender o aperfeiçoamento do sistema eleitoral como um todo. Este ano, deve haver uma forte militância por votos em candidatos de ficha limpa, independentemente da aprovação daquele projeto de lei. A Igreja Católica e algumas igrejas evangélicas, a OAB e várias outras organizações estão envolvidas nesta campanha. Falarão que a política é importante. As pessoas geralmente se desencantam e consideram a política um terreno sujo, em que não pode haver a aproximação de pessoas de bem. Esse movimento social diz o contrário, que momentaneamente a política está tomada por pessoas que não deveriam estar lá.
Quem financia as campanhas e com que propósito? As campanhas são financiadas com verbas públicas desviadas pra este fim eleitoral, de manter no poder quem está lá - é uma parte considerável. O restante vem de grandes grupos interessados em contratar com o governo. É assim no Brasil. O resto é insignificante. Aí perdemos qualquer possibilidade de planejamento. O Estado deixa de ser Estado. Nos EUA, se usa a expressão "captura de governo". Ele é capturado por fontes ilícitas e deixa de servir ao coletivo. Até quanto se investe financeiramente por um mandato? Eu não saberia fazer menção a números. Mas há vários exemplos conhecidos de candidaturas multimilionárias. Inclusive pra mandatos que nem mesmo fazem gerenciamento de recursos. Um deputado federal não gerencia verbas diretamente, ele influi no orçamento. Ao mesmo tempo, vários deles têm candidaturas multimilionáras porque obviamente se trata de ocupar o parlamento com o maior número de pessoas que garantirá uma destinação das verbas orçamentárias para essas empresas que financiam a campanha. Sendo assim, sai barato gastar alguns milhões na eleição de alguém que pode ter uma influência imensa na definição do orçamento, principalmente quando isso acontece em grupo. Vimos recentemente uma empresa que teve seu nome divulgado como a maior financiadora de campanha, é uma empreiteira, financia candidatos no Brasil inteiro. O senhor fala da Camargo Corrêa? Exatamente. Ela traz à tona algo que é generalizado, não é só ela que pratica. Todas as demais empreiteiras e todo mundo que contrata com o poder público financia muito as campanhas. Esta é a primeira chave de uma reforma política, que é impedir pessoas jurídicas de doarem. Na verdade, as empresas optam pelo caixa 2 porque não querem doar ostensivamente. Mas hoje a legislação não estabelece limites para as doações. Outro motivo para o caixa 2 é não querer doar diretamente. Porque, por exemplo, uma empresa que contrata com o poder público é proibida de doar, mas é comum que ela atue por via de outra empresa com a qual mantenha relação. É simples fazer uma transferência de recursos para um doador legal. É curioso que tenhamos tanto caixa 2 no Brasil, quando a legislação, de regra, é tão leniente. Temos oficializada a doação por pessoas jurídicas e aceitamos o risco do controle de grande parte dos governos e do poder legislativo por estes mesmo interesses. Como se evita isto? O primeiro ponto de partida seria quebrar a incidência das grandes empresas que têm interesse em atuar com o poder público. Outro aspecto de uma reforma política seria quebrar este mito da individualização do voto. Os brasileiros rejeitam a ideia da lista fechada, pensando que ela oficializa o caciquismo. É o contrário. O sistema atual incentiva o voto nos caciques locais e forma um sistema de caciquismo que se reproduz em todos os âmbitos do governo. Com listas partidárias fechadas, a própria forma de composição das listas já seria objeto de discussão eleitoral. Um partido que democraticamente formasse sua lista de uma maneira mais transparente, envolvendo a comunidade neste processo, partiria com muito mais simpatia pra conquista do voto do eleitorado do que um partido em que o cacique ditou quem deve compor a lista. Mas a lista fechada é encabeçada pelos candidatos com maior potencial eleitoral; se esta lista for formada por caciques à revelia dos membros do aprtido, quem vai participar daquela campanha? Só os poucos diretamente beneficados. Com processo interno de discussão, processo justo de escolha e confiança dos seus membros, todos marcharão juntos para obter voto. Há exemplos disso? Na Espanha, com a morte do general Franco, se fez um processo claro pela sua redemocratização, e uma das primeiras providências adotadas foi a de listas partidárias fechadas para impedir o caciquismo. Isso funcionou muito bem. Os partidos políticos espanhóis são fortes, ideologicamente consistentes, bem distintos uns dos outros. Se quisermos ter partidos políticos fortes e uma política menos fulanizada, precisamos, sim, aceitar o desafio das listas partidárias fechadas, as pessoas votarem em partidos políticos, e não em indivíduos. A mercantilização e a personalização, citadas pelo senhor, são componentes de uma prática difundida nacionalmente, não? Não se restringem a regiões mais carentes... É uma prática nacional. E é uma prova de que é o sistema eleitoral que faz isso. Não é pelas características de uma região, são as decorrências lógicas da adoção de um modelo que está instituído na nossa legislação. Se a questão da compra de votos fosse relacionada à educação e à falta de recursos, teríamos isso concentrado em bolsões de pobreza, em algumas regiões do Nordeste e do Norte. Mas é uma prática absolutamente generalizada em todos o lugares. Temos casos na Serra Gaúcha e em Ribeirão Preto, lugares de altíssima renda per capta e em que o índice de desenvolvimento humano (IDH) é mais alto. A questão não é meramente econômica, é sistêmica e cultural. O sistema eleitoral atual fomenta uma cultural patrimonialista que faz se praticar generalizadamente, do Rio Grande do Sul ao Amapá, a mercantilização da política. O senhor defende as doações por pessoas físicas. Mas, num país historicamente com dificuldades econômicas, seria viável o eleitor bancar campanhas? Com certeza, é viável, sim. Na verdade, estamos longe de ter um país pobre. É um país empobrecido, em parte. A classe média e outros setores mais organizados economicamente poderiam perfeitamente (bancar candidaturas). Não participam hoje porque não acreditam no sistema. A doação por pessoas físicas é uma raridade. Porque o sistema não é crível, e as pessoas acreditam que o dinheiro será desviado já na campanha. Se fosse mudado o sistema, para permitir a conquista da confiança do eleitorado, não tenho dúvida de que as pessoas estariam dispostas para entrar na internet e fazer uma pequena doação para aquele partido em que mais acredita. Não precisa ser em grandes somas. Quem disse que precisamos de campanhas multimilionárias? A legislação já prevê os programas em rádio e televisão. Nos casos dos candidatos a cargos majoritários, especialmente em eleições municipais, eles só podem utilizar segundos para aparecer com seu rosto e dizer que são candidatos. Se tivéssemos listas fechadas, o tempo seria gasto para explicar por que um partido é diferente do outro, por que votar neste e não naquele, não haveria aquela infinidade de candidaturas individuais. Só isso já favoreceria um espaço de proporção partidária e eleitoral muito grande, com tempo na televisão. Numa campanha coletiva e não difusa, todos os recursos seriam canalizados pra uma campanha unica, barateando imensamente os custos. Seria um grupo contra um outro grupo, e não centenas de candidatos, cada um sendo uma unidade econômica de campanha. Nesta semana, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, reclamou que são tratados como crime ou conluio as doações legais para candidatos. Não há criminalização nenhuma hoje, este é que é o problema. Não há mínima restrição, num patamar efetivamente relevante, a empresas que fazem estas doações, mesmo elas sendo contratantes do poder público. Isto, sim, deveria gerar muito mais repressão do que tem hoje. Discordo completamente. Acho que, pelo contrário, esta criminalização que ele vê não existe, infelizmente. Deveria haver uma efetiva fiscalização pra impedir. Porque estamos diante de coisas graves. Quem faz estas doações vultosas realmente o faz com o único propósito de influenciar as decisões futuras do governo. Não é legal. Na parte que é legal, defendo que seja mudado o sistema eleitoral pra que não seja. O problema é que, muitas vezes, as empresas usam brechas da legalidade para fazer coisas ilegais. Mudanças na legislação, em 2009, facilitam as chamadas doações ocultas, que são direcionadas aos partidos. Elas não vinculam diretamente financiadores a candidatos dos partidos agraciados. É um exemplo disso que falei. Os partidos políticos já saberão para quem vão transferir o dinheiro. Certamente não haverá uma democracia partidária que faça esse dinheiro ser pulverizado entre outros candidatos. O senhor acha que isso reduz a transparência de doações direcionadas? Exatamente. O que temos é uma excessiva leniência com essas práticas, e agora agravada pela própria legislação, que tornou ainda mais permitida. A dependência excessiva da economia nacional em relação ao Estado - em prestar serviços a ele - motiva empresas a priorizarem negócios com o poder público e, a partir daí, isso as aproxima da corrupção? Com certeza. E, por outro lado, isso atrapalha o desenvolvimento do País porque faz os olhos do empresariado se voltarem muito para contratação com o Estado. Isso impede o desenvolvimento efetivo da economia brasileira para outros patamares. É lógico que é preciso alcançar maior grau de liberdade nos negócios. E, quando se fica com um volume de dependência incrível em relação às coisas do Estado, isso tem como consequência a limitação do desenvolvimento do País. O sistema de votação eletrônica do Brasil é o melhor do mundo, o mais prático, o que melhor funciona?
Estou convencido de que funciona bem. Tenho esta experiência como juiz eleitoral, presidindo eleições, vendo o funcionamento do sistema, acompanhando todo o processo. Trata-se de um mecanismo extremamente sério e eficaz, rápido. Ele trouxe um benefício à sociedade que não foi visto inicialmente. Tudo isso que se fala, sobre compra de votos, sobre abuso de poder econômico, em grande parte se deve ao fato de termos feito a informatização do voto. Até então, o assunto nas eleições era fraude, só falávamos de gente que teve voto e não apareceu na votação. Por isso tinha pouco espaço esta discussão de como o voto foi obtido, se com abuso ou ameaça. Chegamos a este nível de discussão porque pudemos parar de falar em fraude eleitoral.
O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que uma das causas do aumento da corrupção é a atuação do Poder Judiciário, com "práticas arcaicas", "interpretações lenientes" e "falta de transparência" no processo decisório. O que o senhor acha disto? Eu concordo com todas as declarações. Eu li e acho que ele está certo. Foi duro o que ele disse, mas era necessário que fosse dito em algum momento. Nós precisamos, de fato, fazer uma reforma do Judiciário que seja baseada não exclusivamente em aspectos técnicos, mas também em aspectos valorativos, de tal maneira que o Poder Judiciário possa colaborar também, de maneira mais eficiente, para o aprimoramento da sociedade, que tanto se almeja. O Judiciário tem, sim, uma parte de responsabilidade grande neste quadro atual, nestes fatos que tumultuam a vida brasileira. A Transparência Internacional calcula que, nos países em desenvolvimento, propinas pagas a políticos e funcionários do governo somam até US$ 40 bilhões por ano. Que ações poderiam ser tomadas para reduzir isto no Brasil? Tudo o que falamos tem a ver com isso porque estamos tratando de pensar e propor a criação de um estado mais público, mais coletivo, mais abstrato. Neste sentido, a construção de mecanismos de transparência é absolutamente fundamental. Inclusive para as pessoas saberem quais são as regras do relacionamento com o poder público, nas disputas em licitações e uma série de outras formas de relação. Deveria ser cada vez mais transparente.Fonte: Terra Magazine Eliano Jorge

TECNOLOGIA:Novo aparelho converte em sinal telefônico sem custo conexão com a internet

Um pequeno aparelho que transforma o sinal telefônico em conexão com a internet chamou a atenção em Las Vegas, no Consumers Electronics Show (CES), o grande encontro anual de tecnologia realizado nesta cidade de Nevada. O aparelho, MagicJack ("conexão mágica"), da pequena empresa americana YMAX, que para funcionar só precisa de um computador ligado e conectado à internet O MagicJack transforma a conexão de banda larga em sinal de telefonia celular 2G em uma área de 280 metros quadrados, e permite fazer ligações sem gastar minutos do serviço de internet. O usuário precisa apenas pagar uma assinatura anual de 20 dólares ao fabricante. Mas o problema, segundo Simon Saunders, presidente do Femto Forum, integrado por fabricantes de equipamentos e operadoras de telefonia, é que a YMAX recorre para tais conexões a frequências qie não está autorizada a acessar. Kari Hernández, porta-voz da Ymax, rebateu as críticas e disse que segundo Dan Borislow, fundador e inventor do MagicJack, a tecnologia não utilizará frequências de propriedade de outros e que, tecnicamente, as operadoras não seriam donas das frequências dentro de uma propriedade. O MagicJack já está no mercado como aparelho mais simples, que permite ligações comuns com uma conexão a internet. A venda do novo modelo acontecerá nos próximos meses, com o preço de 40 dólares. Fonte: AFP/AVOL

CUIDADO COM A ÁGUA DE COCO EM CAIXINHA PAPEL





Sinistro!!!
Pessoal,
uma amiga minha no fds comprou a água de coco Kero coco pra oferecer ao filho que tem a idade (01 aninho), antes de oferecer ao filho ela provou sentiu o gosto estranho e resolveu abrir a caixa. Ela ficou chocada ao abrir a caixa. Ela fez reclamação com a empresa e está vendo a possibilidade de entrar com um processo. Pedi as fotos para divulgar para vc's. Ela mora em Santos, mas essa água é vendida em vários estados do Brasil. Vamos ter cuidado! Observem que na caixa o produto está dentro da validade. Isso é preocupante! Não dêem água de coco. Meninas, que revoltante. Fomos abrir uma caixinha pra dar pro Yuri e vimos que a água estava turva. Ao abrir a caixinha, foi isso que encontramos. Não bebam mais essa água, não dêem para seus filhos e repassem essa informação. Isso é um absurdo!!! Revoltante!!! Já mandamos reclamação à empresa, não sabemos como eles vão proceder.

CAPS de Ocara comemora 2 anos de existência

O Centro de Atenção Psicossocial-CAPS, do município de Ocara - CE, comemora nesta quinta-feira (14), dois anos de existência. E para celebrar essa data tão significativa para os ocarenses, o CAPS realiza na Câmara Municipal um seminário para todos os profissionais de saúde do município abordando o tema “Saúde Mental na Atenção Básica: CAPS e PSF construindo a rede de cuidados ao portador de transtornos mental”, tendo como palestrantes a Dra. Juliana Maia e o Dr. Marcelo Brandt ,ambos da equipe de saúde mental da Secretaria Estadual de Saúde. De acordo com a coordenadora e assistente social do CAPS em Ocara, Raylene Fonseca, Esse encontro entre todos os profissionais da saúde é de extrema importância, pois possibilita o encontro entre todos para juntos discutirem políticas de saúde mental, bem como o aprimoramento em temas referente ao atendimento psicossocial e que visam a melhoria do atendimento as pessoas portadoras de algum tipo de transtorno mental. O CAPS de Ocara foi inaugurado em janeiro do ano 2008 e se caracteriza por ser um lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros. Seu objetivo é oferecer atendimento à população realizando o acompanhamento psiquiátrico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercícios dos direitos Civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. É um serviço de atendimento de saúde criado para ser substitutivo às internações em hospitais psiquiátricos. Para o prefeito municipal Leonildo Peixoto Farias, “apesar de o CAPS ainda dispor de uma equipe pequena, o trabalho desenvolvido pela a equipe representa grande importância para os ocarenses que necessita de um atendimento especializado”, Concluiu o prefeito. Mais informação: Centro de Atenção Psicossocial-CAPS (85)3322-1356

VOCÊS SABIAM DO AUXÍLIO RECLUSÃO?

E vamos lá pessoal não deixem de cantar o Hino Nacional, pelo menos 15 vezes ao dia Vocês sabiam que todo presidiário com filhos tem uma bolsa que, a partir de 1/2/2009 é de R$ 752,12 Portaria nº 48, de 12/2/2009, do INSS, para sustentar a família, já que o coitadinho não pode trabalhar para sustentar os filhos por estar preso? A - Pergunta que não quer calar 1 : Por acaso os filhos do sujeito que foi morto pelo coitadinho que está preso recebe uma bolsa de R$752,12 para seu sustento? B - Pergunta que não quer calar 2 : Já viu algum defensor dos direitos humanos defendendo esta bolsa para os filhos das vítimas? É por essa e outras que a criminalidade não diminui... Ela dá lucro! C - E mais uma pergunta (minha) que não quer calar: enquanto isso, um trabalhador aposentado recebe R$ 465,00, que deve ser suficiente inclusive para sua diversão e lazer. ESTE É MAIS UM DOS ABSURDOS QUE PROTEGEM OS BANDIDOS,, TEMOS QUE NOS PROTEGER COM GRADES,ALARMES E AFINS, ENQUANTO OS BANDIDOS ANDAM LIVREMENTE PELAS RUAS,E, AINDA COM PROTEÇAO DOS DIREITOS HUMANOS QUE SÃO FINANCIADOS POR ELES.Fonte: Previdência Social

Um PAC para resolver os problemas de drenagem nos municípios

Em discurso para prefeitos, Lula anunciou um PAC para resolver problemas de drenagem nos municípios (foto: Ricardo Stuckert/PR) O governo pensa num Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para equacionar os problemas de drenagem nos municípios brasileiros. A informação foi transmitida em discurso pelo presidente Lula, nesta terça-feira (12/1), em Brasília, durante cerimonia que lançou o programa Minha Casa, Minha Vida para municípios com menos de 50 mil habitantes. Em discurso, Lula lembrou da tragédia ocorrida em Angra dos Reis (RJ), na virada do ano, que vitimou dezenas de pessoas. Fonte: Blog Planalto

Primeiro-ministro haitiano diz que número de mortos pode chegar a 100 mil










Brasília - O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, disse hoje (13) em entrevista à cadeia de televisão norte-americana CNN que teme que o número de mortes provocadas pelo terremoto que atingiu o país passe de 100 mil. As informações são da agência Lusa. "É difícil estimar com precisão o número de vítimas, quantas construções desmoronaram com os habitantes no interior. Penso que são mais de 100 mil", disse. O número equivale a mais de 1% do total da população do Haiti, calculada em cerca de 9 milhões de habitantes. "Espero que isso não seja verdade, espero que muita gente tenha tido tempo de sair, mas tantos, tantos edifícios foram totalmente destruídos. Em alguns bairros não se vê ninguém, não sei para onde foram essas pessoas", acrescentou o primeiro-ministro. De acordo com a Cruz Vermelha Internacional, 3 milhões de pessoas foram atingidas pelo terremoto. O tremor, de 7 graus na escala Richter, atingiu principalmente a capital haitiana Porto Príncipe. O terremoto também foi sentido em Cuba, na Jamaica e nas Bahama. Fonte: Da Agência Brasil

2012 da ficção para realidade terremoto Haiti








O Instituto Geofísico dos Estados Unidos informou que 24 fortes tremores sacudiram o Haiti após o terremoto de 7,0 graus, registrado às 16h53 locais (19h53 de Brasília) de terça-feira.Durante a noite os moradores da capital viveram cenas de pânico, em meio ao caos e desolação. Imagens de corpos e pessoas feridas entre os escombros difundidos na rede social Twitter foram vistas em todo o mundo.
DEPOIMENTOS
Carla Cristina "E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o C
Berenice Cheniski Enquanto o mundo não se voltar para Deus, coisa como essa e ainda poires tornarão a acontecer. Devemos colocar Deus , O DEUS DE JESUS CRISTO em primeiro lugar em nossas vidas, a exemplo de nossa querida missionária ZILDA Arns
Fabricio Matos dos Santos Olha e lamentável isto que aconteceu no Haiti,mas estas coisa já são previstas por todos no mundo ,mas ninguém quer fazer nada ,os governantes acham que o lucro das empresas é mais importante que a vida das pessoas,vamos La seu governantes daqui a pouco não vai ter mais pessoas no planeta para vocês venderem seu produtos

Ministério Público do Estado pede afastamento do prefeito de Mombaça e mais 14 pessoas

Prefeito: José Wilame Barreto Alencar. Eleito pelo PSDB está em seu segundo mandato, formado em pedagogia, solteiro, torcedor do São Paulo, antes de ser eleito prefeito foi vereador por duas legislaturas, sendo eleito por duas vezes consecutivas melhor vereador. Na ação, noticiou-se o desvio de recursos públicos destinados ao pagamento de obras municipais, a realização de despesas sem prévio empenho, a emissão de cheques pré-datados pela Prefeitura, dentre outras ilegalidades. O Ministério Público do Estado, por meio do promotor de Justiça Guilherme de Lima Soares, da comarca de Mombaça – município a 296 km de Fortaleza, ajuizou Ação Civil Pública com pedido de nulidade de contrato, juntamente com Ação de Improbidade Administrativa contra o prefeito de Mombaça, José Wilame Barreto Alencar e mais 14 pessoas, dentre eles um ex-engenheiro da Prefeitura, um ex-secretário municipal, um vereador, servidores públicos com cargos comissionados, membros da Comissão Permanente de Licitação, três empresas e seus respectivos representantes. Pedidos do MP Em caráter liminar, o Ministério Público pediu o afastamento dos agentes públicos de seus cargos, a quebra dos sigilos bancário e fiscal e a indisponibilidade dos bens de todos os demandados, e no mérito, a nulidade das licitações e contratos objeto da ação, com a restituição dos valores despendidos ao erário municipal, além da condenação dos envolvidos. O Ministério Público comprovou que um ex-engenheiro da Prefeitura e responsável pela elaboração dos projetos básicos das licitações, é quem, num segundo momento, após a conclusão de certames fraudulentos, assumia a execução direta das obras juntamente com um ex-secretário sunicipal e atual vereador. “Laranjas” Segundo o promotor de Justiça, as construtoras contratadas possuíam quadro societário integrado por “laranjas” e eram geridas através de procuração por seus proprietários de fato, os quais eram responsáveis pelo fornecimento de documentos para a formalização de processos licitatórios fraudulentos e notas fiscais, além de recibos necessários à efetivação dos pagamentos. Ao examinar os documentos que embasaram as despesas públicas, bem como as microfilmagens de cheques e fitas de caixa requisitadas à instituição bancária, o Ministério Público descobriu que os envolvidos no esquema se utilizavam de manobras na efetivação dos pagamentos a fim de camuflar a identidade de seus verdadeiros beneficiários, pessoas vinculadas à administração municipal. Na ação, noticiou-se ainda o desvio, em favor de particulares, de recursos públicos destinados ao pagamento de obras municipais, a realização de despesas sem prévio empenho, a emissão de cheques pré-datados pela Prefeitura de Mombaça, dentre outras ilegalidades apuradas, para as quais concorreram, conscientemente, o prefeito do município e os demais envolvidos.Fonte: Com informações da Assessoria do MP

Assembléia Legislativa do Ceará homenageia projeto da Fundação Canudos

A Fundação Canudos foi homenageada pela Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, através de um requerimento do Deputado Artur Bruno (PT), com votos de congratulações em reconhecimento a campanha permanente de doação de revistas, livros e periódicos para escolas públicas do município de Quixeramobim. A Campanha foi criada com o objetivo de dar suporte aos acervos das bibliotecas escolares, para que através do material doado as entidades educacionais públicas possam desenvolver atividades que estimulem o hábito da leitura e escrita dos alunos ,melhorando assim o rendimento escolar e o domínio da língua portuguesa. A Fundação Canudos na pessoa do Diretor Presidente Sérgio Eduardo Holanda Machado recebeu com grande alegria os votos de congratulações da Assembléia Legislativa, grata especialmente ao Deputado Artur Bruno pela sensibilidade com que tratou o projeto. A entidade realiza ainda, através da Canudos FM, um outro projeto na área da educação, que leva ao ar diariamente programas educativos que visam esclarecer a população a cerca das novas regras ortográficas e curiosidades da nossa língua. Todas as ações realizadas pela Fundação Canudos são voltadas para a promoção de melhorias sociais, educacionais , culturais e promoção da cidadania. Quem tiver interesse em colaborar com a campanha doando livros, revistas ou periódicos, poderá entrar em contado através dos telefones: (88) 3441.02.63/ 3441.11.78. Todas as doações serão encaminhadas às unidades públicas de ensino sejam elas da rede municipal ou estadual. Fonte: Jornalismo - Sistema Maior de Comunicação