FHC quer comparação ? Então mãos à obra

Os presidentes e a bolsa. Quando foi eleito pela primeira vez, em 2002, o presidente Lula causou temor no mercado financeiro. A incerteza em torno do novo governo tirou o sono de grandes investidores e fez com que o preço dos papéis despencasse. Passados sete anos, Lula não só manteve a economia estável como se tornou o governante com melhor desempenho acionário da história. Já Fernando Henrique Cardoso, apontado como "pai do real", teve uma performance bem mais modesta. Confira a variação do mercado na Bovespa durante o mandato dos presidentes da República.
As bofetadas e o sorriso Ao ver a insistência dos meios de comunicação aliados de José Serra de vincularem José Roberto Arruda a Lula e ao PT, chego a pensar que não se trata, apenas, de uma tentativa real de influir na política enganando o eleitorado, mas da intenção deliberada desse grupo político de meramente esbofetear seus adversários. A insinuação dos jornais, revistas, tevês, rádios e portais de internet é a seguinte: podemos fazer tudo. Somos senhores da realidade. Podemos fazer com que a queda de Arruda, adversário político de Lula, seja vista como queda de um aliado do presidente e com que as pessoas vinculem o governador pefelê ao PT, invertendo essa prova que sobreveio de que os acusadores do partido e do presidente da República é que são os verdadeiros corruptos. Esse conclave político-midiático considera a guerra psicológica uma espécie de componente do jogo político. Esbofetear aqueles que sabem que Arruda é um expoente da oposição a Lula, um aliado de José Serra que estava sendo anunciado há umas boas semanas como provável candidato a vice na chapa do tucano à Presidência, abalaria o moral dos petistas e do seu eleitorado. A teoria da mídia não deixa de ter algum fundamento. Desde a prisão de Arruda, pelo menos aqui em São Paulo muita gente está criticando Lula pelo que aconteceu com o aliado de Serra. E não falo apenas de pessoas comuns que se põem a mentir deliberadamente por não gostarem de Lula, do PT e, agora, também de Dilma. Falo de pessoas sem maior politização. Vocês sabem por que o PFL mudou seu nome para “Democratas”? Porque o partido estava muito desgastado com seus constantes escândalos e, assim, precisava enganar o eleitorado, aparecendo como uma nova força política “na praça”. E deu certo. Um partido que já era visto como símbolo da corrupção (o PFL) conseguiu eleger o prefeito da maior cidade do país e o governador da capital da República. Querem se assustar mais? Tem muita, mas muita gente que não sabe que o Democratas é o PFL, assim como há muita gente que pensa que Serra é o candidato de Lula à Presidência, assim como, agora, também há muita gente que pensa que Arruda era aliado do presidente da República. Como funciona isso? Ora, vá aos blogs do Noblat, do Josias de Souza, do Reinaldo Azevedo, por exemplo; ou aos portais UOL, G1, IG, Terra; ou às Globos, ao SBT, à Band, à RedeTV!, à TV Gazeta, à TV Cultura, à CBN, à Eldorado; ou à Folha de São Paulo, ao Estadão, à Veja, enfim, vá à grande mídia e verá cobranças a Lula por conta de Arruda. Claramente. Como se fosse a coisa mais natural do mundo cobrar um político pelas estripulias de seus adversários. Como fizeram isso? Distorceram declarações do presidente como a de que não seriam as imagens da corrupção de Arruda que o condenariam, mas, sim, o devido processo legal, ou de que é lamentável, para a classe política, o que aconteceu com o governador de Brasília, obviamente que não devido à queda de um inimigo político de Lula ser ruim para ele, mas porque desmoraliza ainda mais a classe política junto à sociedade. Mas será que esses meios de comunicação, será que esses jornalistas que mencionei acham que podem fazer o país pensar que Arruda é problema de Lula? Será o conjunto do povo tão estúpido assim? Não é preciso pensar muito para responder que é claro que não, que só uma parte da sociedade é assim tão mal informada, tão ignorante sobre política – e sobre tudo, pois quem cai num golpe desses não sabe nem onde tem o nariz. Contudo, é justamente esta parcela da sociedade que é o alvo. E não é uma parcela muito pequena, há que dizer. O que essa mídia pretende, pois, é que essa parcela canalha dos brasileiros que acusa, de forma consciente e proposital, quem jamais foi flagrado como foi o grupo político de Serra e Arruda, junte-se àqueles inocentes úteis que não têm a menor noção do que está acontecendo no país e que, assim, compram a mentira de que Lula tem algo que ver com o governador caído de Brasília. Mas, também, essa gente aproveita para infligir um sofrimento psicológico aos seus adversários inundando a mídia com uma mentira absurda sem que estes tenham como reagir à altura sem levantar um enorme debate que não ficaria bem os alvos dessa farsa enfrentarem, pois pareceria que têm culpa no cartório. Eis a bofetada que levam os homens e mulheres decentes e conscientes desta nação. É nesta hora, porém, que, apesar da indignação, temos que manter a serenidade e a confiança no povo brasileiro, na verdade e na justiça. Mais do que nunca, as vítimas dessas hienas temos que ter em mente o sábio dito popular que reza que “Quem ri por último, ri melhor”. Escrito por Eduardo Guimarães do blog Cidadania.com


Ceará Chuvas abaixo da média prosseguem até mês de maio


Fevereiro está 78,9% abaixo da média histórica e indica que os meses de março, abril e maio serão de pouca chuva no Ceará. Fortaleza. O prognóstico para os meses de março, abril e maio será de chuva abaixo da média no Estado, conforme anunciou ontem o gerente do Departamento de Meteorologia da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), David Ferran. Isso significa que a pluviometria ficará abaixo da média histórica para o período, que é de 496,7 milímetros, devendo ficar até 398,8mm. Segundo a Funceme, as oito macrorregiões sofrerão com a redução de chuvas, principalmente, devido à influência do fenômeno El Niño. O prognóstico é resultado da Reunião de Avaliação Climática para o Nordeste, que aconteceu em Natal (RN), nos dias 18 e 19, com participação de técnicos dos centros meteorológicos do Nordeste, além do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Tendo como base as precipitações de janeiro e fevereiro (até ontem), quase todas as macrorregiões do Estado ficaram abaixo da média. Um comparativo mostra que em janeiro de 2009 a chuva registrada atingiu o volume de 115,5mm, enquanto que este ano foi de apenas 97,6mm. Mas, até o momento, o pior registro é no mês de fevereiro, quando o volume de precipitações surpreendeu: enquanto que 2009 foram registrados 124,9mm, no mesmo mês deste ano foi de apenas 26,1mm, ocasionando uma redução de 78,9% em relação à média histórica. Neste mês, a macrorregião que mais registrou precipitação foi o Litoral de Fortaleza, com 38,5mm, já as demais ficaram com volumes entre 18,2mm e 33 milímetros. Considerando os baixos volumes registrados em fevereiro e as condições climáticas e influência do El Niño nos oceanos Pacífico e Atlântico, a previsão da Funceme se confirma: pouca chuva no Estado. Porém, a Funceme ressalva que chuvas mais fortes não estão descartadas, podendo ocorrer em algumas regiões do Estado.
O gráfico acima delimita os índices pluviométricos de acordo com cada macrorregião do Estado e aponta quais os anos considerados mais e menos chuvosos para cada uma delas comparando com o mesmo período dos últimos 30 anos no Estado. Conforme a previsão da Funceme, abaixo da média significa que o volume de água atingirá a marca de até 398,8mm. Passando desse índice até 594,1mm, será classificada como normal. Caso chova a partir de 595mm, será considerada acima da média, sendo que a maior chuva no Estado aconteceu em 1974, com volume de 1018,1mm. De acordo com o gráfico, as maiores chuvas registradas no Estado aconteceu em 1974, com volumes entre 904,2mm, na região Sertão Central e Inhamuns; e 1.323,8mm no Litoral Norte. Enquanto isso, os piores volumes registrados no Ceará aconteceram em 1958 e 1993. No Sertão Central e Inhamuns, por exemplo, a menor chuva registrada foi de 149,5mm em 1958. Na região da Ibiapaba, foram 190,4mm em 1983. No Cariri, a menor chuva foi de 204,5mm em 1983 e a maior em 1985, com 813,2mm. Ferran explica que a diminuição de chuvas ocorre porque a quantidade de precipitação está relacionada com o ar que sobe ou desce nos oceanos. Segundo aponta, o ar que sobe na Indonésia, por exemplo, desce no meio do Oceano Pacífico. Quando o ar sobe no meio do Pacífico, desce mais na região Nordeste. Por isso, não ocorrem precipitações. Este movimento de subida e descida do ar sofre influência direta do fenômeno El Niño. "Esse é um ano de El Niño", assegura Ferran. Ele afirma que nos dez anos observados em que houve influência do El Niño, sete foram de chuvas abaixo da média no Ceará. El Niño "Existe uma tendência de que a cada dez El Niño, sete tem sido abaixo da média. As águas estão mais quentes do que o normal e as chuvas não irão acontecer na mesma proporção que no ano passado porque o ar subiu no meio do Pacífico. Outro mecanismo é a influência do Oceano Atlântico e a zona de convergência do ar", disse Ferran. O meteorologista explica, ainda, que a Funceme trabalha com três categorias (chuvas abaixo da média, em torno da média e acima da média) e salienta que há probabilidades para que cada uma ocorra. No entanto, a maior probabilidade (45%) é para chuvas abaixo da média; ficando 35% de tendência em torno da média; e apenas 20% para ser acima da média histórica. "A superfície do Oceano Pacífico equatorial ainda está com temperatura maior que o normal, o que caracteriza o El Niño. A população também precisa saber que o prognóstico dando maior probabilidade de menos chuvas não significa que não choverá. Haverá, inclusive, chuvas fortes em algumas cidades, mas, em todo o Estado, a tendência é de precipitação abaixo da média. As indefinições da superfície do Atlântico não nos permitem apontar qual região deve chover mais. Além disso, não há como indicar quando exatamente vai começar a chover", esclarece Ferran. "Com essa previsão, as chuvas se tornam muito irregulares. E pode ser que chova em um município e no vizinho não tenha a precipitação. A irregularidade das chuvas é muito intensa", diz Ferran. De acordo com a prognóstico, a variabilidade espacial é intrínseca à distribuição de chuvas no Nordeste devido aos fatores como efeitos topográficos e proximidade com os oceanos. Além disso, em localidades com menores valores de precipitação, com tendência de um total de chuvas nas categorias normal e abaixo da média, a variabilidade temporal das precipitações pluviométricas deve provocar uma maior frequência para ocorrer veranicos. MAIS INFORMAÇÕES Funceme - Avenida Rui Barbosa, 1246 - Aldeota, Fortaleza (85) 3101.1088 www.funceme.br Fonte Diario do Nordeste.

Água nossas vidas dependem dela.

A nossa água de cada dia e Sanaa. Especialistas alertam, a cidade de Sanaa (Iêmen) pode ficar sem uma gota de água nos próximos 15 anos. Se nada for feito AGORA. E não é só isso. O planeta inteiro gasta um bem que é destruído todos os dias. Se políticas corretas fossem implementadas e respeitadas, o futuro não se apresentaria tão catastrófico. Um irrigamento inteligente das lavouras. E uma política honesta e cidadã de transporte público, resolveriam muito do problema. Mas nenhum governante vai fazer isso, porque os interesses econômicos falam mais alto. O biocombustível vai ser desastroso se não houver um controle rigoroso da água gasta nas plantações. Dizem os especialistas, que ficaremos sem água muito antes de ficarmos sem combustível. Por que não há um irrigamento inteligente nas lavouras? Por que não há um controle de água na indústria? Temos a maior reserva hídrica do planeta, teremos mesmo? Quanto desta água é própria pra consumo? Sequer existe um uso consciente nas grandes cidades. A água da chuva deveria ser de uso obrigatório em cisternas, e com essa água lavaríamos nossos carros, nossas calçadas, aguaríamos nossos jardins, lavaríamos nossas roupas e banharíamos nossos animais de estimação. A água tratada deveria ser apenas para beber, cozinhar e tomar banho. Desperdiçamos a água como se ela não fosse finita. A água é vida, dependemos dela tanto quanto do ar que respiramos. Sem ela nos desidratamos e morremos. Aqua udán, aigua, vand, aiga, hydor, eau, water, waser, vatn, água, unda água, H2O Não importa como é nomeada,importa como a tratamos. E não a tratamos como vida. Rios jamais deveriam ser navegados,rios jamais deveriam ser latrinas,rios não podem ser endereço de QUALQUER coisa que altere seu estado natural. A água foi nosso primeiro alvo como objeto de destruição. Estamos matando a água do planeta faz milênios. As fontes, os olho-d’água,as vertentes .... estão secando e estão morrendo...milhares já desapareceram. Os lençóis freáticos estão secando ou contaminados. A água existe,mas até quando? Rios e mares poluídos, não servem nem para bichos,nem para homens. Seremos nós tão burros a ponto de causar nossa própria destruição? Agentes de poluição: cemitérios, fossas residenciais, detergentes, águas salgadas (ver Los Angeles- E.U.A ) hidrocarbonetos derivados de petróleo adubos,inseticidas,herbicidas lixo e despejos ( deposição de lixo,rejeitos industriais,e água sem tratamento que é devolvida para a natureza) A água está seriamente comprometida,no mundo inteiro,pela burrice do próprio homem. Estamos morrendo e a vida que deveria ser salva.....se cala na UTI de nossa omissão/alienação. Afinal, que vida mesmo estamos defendendo? Por: DIREITOS HUMANOS

Organizadores da Copa planejam distribuição de preservativos durante torneio

Os organizadores da Copa do Mundo-2010, que será realizada entre 11 de junho e 11 de julho na África do Sul, estão preparados para um aumento da demanda e da distribuição de preservativos durante o evento, indicou um médico da organização. Haverá uma afluência importante de pessoas ao país e um espírito festivo, que poderia desencadear uma maior demanda por preservativos, apontou Victor Ramathesele, responsável médico do Comitê Local de Organização da Copa. "Implantamos medidas especiais para garantir um aumento da oferta de preservativos", disse Ramathesele. A África do Sul é o país com o maior número de pacientes soropositivos do mundo, com 5,7 milhões portadores do vírus HIV em uma população de 48 milhões, segundo dados da agência anti-Aids da ONU. Por: France Presse

Diante tanta emancipação de municípios no Ceará; os Rastreadores irão se emancipar das Impurezas

A ordem é dividir o pão. Fazer mais municípios significa ficar mais próximo do eleitorado, significa novas possibilidades políticas. Os abutres estão em cima de novas podridões abençoadas pelo Estado. Já pensou o pai administrando uma, e o filhote outra? Que maravilha! Só desta forma se tem mais empregos no Ceará. Serão mais prefeituras, mais câmaras municipais, mais secretariados, mais prédios. Desenvolvimento? Para quem? Os problemas continuaram sem soluções. É mais boca boa para neguinho sabido tirar proveito. Ceará de 300 municípios. Se não tem mais espaço para os Rastreadores de Impurezas atuar, separa-se as coisas. Ficam dois Blogs e abocanha tudo. Rastreadores de um lado (pode ser até oposição). Impurezas do outro (na situação). E tudo caminha na perfeição da democracia ativa. É mais cabide de empregos, mais corrupção. Mas, tudo em nome do desenvolvimento, dos empregos ofertados, da evolução natural da corrupção. Ache bom ou ache ruim, emancipação da humanidade já!, é isto! Por: Rastreadores de Impurezas

TRE não tem verba para plebiscitos

O presidente do TRE-CE, desembargador Gerardo Brígido, afirma que não há verba para gastar com plebiscitos. A lei aprovada pelos deputados, porém, prevê que o custo com plebiscitos serão da Justiça Eleitoral Apesar dos elogios à lei estadual que dá aos parlamentares cearenses a prerrogativa de criar novos municípios no Estado, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE), desembargador Luiz de Pontes Gerardo Brígido, afirma que há um item ``furado` na lei - através do qual, segundo ele, o texto poderá vir a ser alvo de novos questionamentos. O desembargador está inquieto por conta do trecho na lei que determina que a despesa com a realização de plebiscitos nos municípios - necessários nos trâmites de emancipação - seja de responsabilidade da Justiça Eleitoral. ``Eu acho que essa lei foi muito acertada e muito bem construída, mas nela há um ponto furado, porque determina que nós vamos pagar a conta desses plebiscitos. Não existe, porém, verba disponível para isso no orçamento do TRE para 2010, como você pode vê`, disse o desembargador, mostrando o orçamento ao O POVO, durante entrevista na última sexta-feira. No entendimento do presidente do TRE, caberia ao Governo do Estado arcar com as despesas, já que a lei é de autoria da Assembléia Legislativa. ``O Estado não pode gerar despesas para a gente. No parágrafo único do artigo 9º da lei aprovada em dezembro está escrito que ``caberá à Justiça Eleitoral prover as despesas com a realização das consultas plebiscitária. Além disso, o desembargador afirma que é necessário, também, realizar uma análise técnica para saber se é viável - ou não - a realização de plebiscitos nos municípios no mesmo dia das eleições, como pretende Domingos Filho. Segundo Brígido, é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quem avaliará essa possibilidade. Custo mínimo O autor da lei estadual, deputado Domingos Filho (PMDB), afirmou ontem que os custos com a realização dos plebiscitos serão mínimos, já que as consultas populares ocorrerão - de forma preferencial, conforme o texto da lei - no mesmo dia das eleições gerais, previstas para o dia 03 de outubro. ``Nós prevemos a realização dos plebiscitos no mesmo dia das eleições exatamente para aproveitar a estrutura que é colocada para a votação dos candidatos. O único custo será o da programação das urnas, que precisarão ter apenas mais um item a ser votado``, argumentou Domingos Filho, reconhecendo haver necessidade de gastos. Esse custo, conforme o deputado, poderá ser coberto através de crédito especial, retirado do Orçamento do Estado. ``O TRE do Ceará poderá solicitar a abertura de um crédito especial, pois, certamente, será um custo baixo``, avaliou Domingos Filho. A Assembléia Legislativa já protocolou 33 pedidos de emancipação de distritos. O chefe da Comissão de Emancipação de Municípios, Luiz Carlos Mourão Maria - que ontem preferiu não falar sobre o custeio dos plebiscitos - informou que hoje deverão ser protocolados novas solicitações de localidades para que as consultas aconteçam. ENTENDA O CASO 02/12/2009: A Assembléia Legislativa do Ceará aprova o projeto de lei complementar - de autoria do presidente Domingos Filho (PMDB) - que regulamenta a criação de novos municípios no estado e dá ao parlamentares cearenses a prerrogativa de aprovar ou rejeitar os pedidos de emancipação vindos de distritos. Heitor Férrer (PDT) e Agostinho Moreira (PV) votam contra. 04/02/2010: O deputado estadual Heitor Férrer comunica na Assembléia ter protocolado no Ministério Público Federal (MPF) o pedido de abertura de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a lei. O argumento do deputado é que a lei estadual não pode ser aplicada pois dependeria de uma lei complementar federal, prevista na Constituição brasileira mas ainda não produzida pelo Congresso Nacional. ONTEM: Assembléia Legislativa já registra 33 pedidos de emancipação de municípios. Mais pedidos devem ser protocolados hoje. Por Pedro AlvesEspecial para O POVO pedroalves@opovo.com.br

Leptospirose tem aumento de 255% no Ceará

Indice pluviométrico prolongado de 2009 favoreceu o aumento do número de casos da doença. O último boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), divulgado este mês, apontou que, em 2009, foram confirmados 281 casos de leptospirose no Ceará, o que significa um aumento de 255,69% , comparado-se a 2008, quando foram confirmados 79 casos. No ano passado, morreram nove pessoas vítimas da doença, dos quais seis na Capital. Comparado a 2008, quando foram quatro óbitos, o crescimento é de 125 %. Este ano, a Secretaria da Saúde não notificou nenhuma caso de leptospirose. Fortaleza e a cidade de Várzea Alegre, na região do Cariri, são responsáveis pelo maior número de pessoas com a doença, 48 casos cada uma. A letalidade registrada foi de 3,3%. Quanto a situação da Capital, o chefe do setor de Animais Finantrópicos, do Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Galbo Marques de Freitas, informou que medidas vem sendo tomadas pontualmente durante o ano e atribui o aumento no número de casos ao índice pluviométrico mais prolongado em 2009. “Quanto mais água, maior número de contaminação da população”. Com relação as medidas sanitárias, Freitas disse que Prefeitura faz diariamente o trabalho de desratização nas áreas de risco da cidade, como favelas, margens de rios, canais e lagoas. “Essa ação é feita em parceria com a antiratização, que é a conscientização da população para evitar o acúmulo de lixo, entulho e material de construção tanto nas ruas, quanto dentro de suas próprias residências”, informou. Freitas disse, ainda, que nos meses de outubro, novembro e dezembro, período que antecede as chuvas, essas ações são intensificadas. “Até o momento estamos trabalhando mais com a educação em saúde, com a qual obtemos um resultado mais positivo”. Ele informou, também, que faz parte dessa ação a campanha “Quintal Limpo”, que consiste na conscientização da população. “Os ratos só precisam de água, alimento e abrigo. Devemos evitar esses fatores”. O diretor do Hospital São José, infectologista Anastácio Queiroz, alertou para os sintomas da doença, muitas vezes comum a várias viroses. “A leptospirose pode, muitas vezes, ser confundida com outras doenças”. De acordo com o infectologista, os principais sintomas são dores no corpo e na cabeça. “Um dos sinais de alerta é a dor nas panturrilhas, que impede o indivíduo de andar”, ressalta. De acordo com Queiroz, a patologia ainda pode comprometer o fígado e os rins, fazendo com que o paciente precise se submeter à hemodiálise. Ainda segundo o infectologista, a suspeita da doença é confirmada através de sorologia, feita no exame de sangue e o tratamento é à base de antibióticos, hidratação e analgésicos. Segundo dados divulgados pelo boletim da Sesa, a doença acomete, em especial, trabalhadores ligados à agricultura e pecuária (37%), além de estudantes (14,8%) e donas-de-casa (11,1%). A população masculina é a mais atingida pela doença, com 85,8% dos casos e a incidência maior está na faixa etária de 20 a 49 anos. PREOCUPAÇÃO 9 mortes por leptospirose foram registradas no ano passado,em todo o Ceará, conforme o boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado. 281 casos da doença foram notificados em 2009, no Estado, contra 79 registros confirmados em 2008. O aumento dos casos é um alerta para moradores de áreas de risco e favelas MAIS INFORMAÇÕES Para dúvidas sobre ações preventivas acesse www.saude.ce.gov.br ou pelo telefone (85) 3101.5123

SERRA FAZ ALIANÇA COM PSB EM 9 ESTADOS E ABRE PORTA PARA ACORDO CID-TASSO

Uma reviravolta na política de aliança do PSDB. O provável candidato tucano governador José Serra ao Planalto deflagrou uma operação para construir acordos eleitorais com o PSB do governador Cid Gomes e do deputado federal em nove estados brasileiros: Piauí, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Maranhão, Sergipe, Paraná, Amazonas, Paraíba e Mato Grosso. Esse movimento de Serra retirando candidatos do PSDB para fortalecer candidaturas do PSB aos governos estaduais e também a nomes socialistas na corrida ao Senado impressionou o PT e principalmente o presidente Lula. Serra agiu com sabedoria e em silêncio. O próprio secretário geral do PSB, senador Renato Casagrande, que pode ser apoiado pelos tucanos na corrida ao Governo do Espírito Santo reconheceu que há uma ação de proximidade entre PSDB e PSB em todo o País. Essa aliança eleitoral do PSDB com o PSB que está sendo viabilizada pelo governador e pré-candidato tucano à presidência, José Serra, tem um efeito imediato na disputa eleitoral cearense. Serra não diz publicamente mas aceitaria que o senador Tasso Jereissati fechasse um acordo com o PSB do Ceará para apoiar a candidatura à reeleição do governador Cid Gomes tendo em troca apenas o direito de subir no palanque do próprio Cid além de endossar a candidatura à reeleição do próprio Tasso ao Senado. Leia mais sobre esse assunto em matéria de www.oglobo.com.br Fonte: Donizete Arruda

SERRA FAZ ALIANÇA COM PSB EM 9 ESTADOS E ABRE PORTA PARA ACORDO CID-TASSO

BRASÍLIA - Um novo golpe aterroriza quem tem dívida na praça. As vítimas são sempre pessoas com dívidas em cartórios. Por telefone, alguém se faz passar por funcionário de um cartório. Mostra que tem informações detalhadas sobre a vítima, como nome, endereço, CPF. E ameaça: a dívida tem que ser paga logo, em dinheiro, em uma conta corrente informada na hora pelo golpista. Em geral, pequenos e médios empresários são os mais visados, pois fazem muitos contratos e podem eventualmente se esquecer de um pagamento. Eles ligaram na minha empresa e disseram que teriam títulos a serem protestados em pouquíssimo tempo. Se eu não depositasse, negativariam tanto a minha empresa quanto o meu CPF - lembra uma vítima, que prefere não se identificar. O empresário contou que do outro lado da linha alguém cobrou uma dívida, vencida, de R$ 2 mil. Ele quase acreditou, pois os fatos descritos pelos golpistas eram coerentes, e eles tinham todos os dados da vítima. Nenhum cartório entra em contato com os devedores pelo telefone. As comunicações são feitas apenas por correspondência. Quando receber uma ligação dessas, a pessoa deve procurar o cartório para checar a existência daquela dívida, da forma de pagamento e não efetuar o depósito explica a delegada de defraudações Ivone Rosseto. Ninguém é obrigado a pagar uma dívida imediatamente. Por lei, o devedor tem um prazo de três dias úteis depois da cobrança do cartório. Não caia nessa, não acredite. Não existe fazer depósito em duas horas, 40 minutos, não existe isso - garante a tabeliã Ionara Pacheco. Quem cai, pode parecer ingênuo, mas até quem trabalha em cartório, uma vez demorou para desconfiar da conversa de um golpista que parecia convincente. Sabiam o suficiente para conversar comigo por 40 minutos ao telefone e eu ter quase certeza que realmente eu devia aquilo - admite a tabeliã Ionara Pacheco. O que também leva muita gente a cair no golpe é a oferta de um desconto, um abatimento na dívida. Fonte: O Globo

Desata escândalo na França campanha antitabaco

PARIS - O escândalo é servido em França, na sequência de uma nova campanha de publicidade de fumo, sob o slogan "Fumar é um escravo de rapé", inclui a imagem de um jovem forçado a simular sexo oral com um cigarro na boca e os mão de um adulto em sua cabeça. Esta é uma campanha publicitária que a associação de direitos dos não fumantes (DNF) lançou com o objectivo de "impacto", algo que já tenha conseguido apenas um dia depois de seu lançamento. O jornal Le Parisien publicou hoje na foto da capa provocativa ", uma com um menino e outra com uma menina, muito criticada por grupos de defesa dos direitos da família e organizações feministas, que consideram link rapé ridículo e escandaloso com o sexo. "A meu conhecimento, fellatio prática não causa câncer", disse em declarações realizadas pelo jornal Antoinette Fouque, fundadora do Movimento de Libertação das Mulheres. A idéia é não gostava mesmo entre os grupos mais militantes contra rapé, como o Instituto Francês para a Prevenção do Tabagismo, cujo presidente Bertrand Dautzenberg, acredita que as imagens de impacto, mas não em adultos jovens. Desde o DNF, é argumentado que a única mensagem que se pretende transmitir é que o tabagismo é uma apresentação eo fato de que o sexo para recorrer a transmissão é uma maneira de atrair a atenção dos jovens.

HOMICÍDIOS AUMENTARAM DEPOIS DA IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA RONDA DO QUARTEIRÃO NO CEARÁ

"Não tem jeito! Mesmo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará tendo retirado de seu site oficial (www.seguranca.ce.gov.br) as estatísticas oficiais dos homicídios registrados anualmente no Ceará com base nos números absolutos e tendo adotado as estatísticas com base na proporção de homicídios por habitantes, os números não param de crescer. O mais incrível é que os homicídios no Estado aumentaram vertiginosamente depois da implantação do Programa Ronda do Quarteirão, em novembro de 2007. O programa RONDA foi a principal peça de marketing eleitoral e promessa de campanha do atual Governo, bem como vem sendo apontado como a "vedete" da atual política estadual de segurança pública, contudo, sem resultados positivos nessa amplitude. Mesmo com mais de R$ 2 bilhões gastos nos últimos três anos somente na área da segurança, através de investimentos na aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos, construções e reformas, concursos públicos, contratação de terceirizados para as Delegacias e Quartéis, cursos, bolsas do PRONASCI, pagamento das gratificações 6 x 1, pagamento mensal de mais pessoal em face do aumento dos efetivos (PMS, PCs e BMs) e com custeio, como por exemplo com as luxuosas HILUX, os homicídios se tornaram um tormento. Somente no domingo (21/02/2010), os homicídios na Grande Fortaleza bateram mais um recorde histórico negativo da segurança pública do Ceará, porquanto foram praticados 12 (doze) homicídios no período de 24 horas. Cadáveres ficaram nas ruas a espera de equipes de perícia e "rabecões" por mais de 7 horas, como no Parque São Miguel, na área da Messejana, bem como outro cadáver foi levado por moradores de outro bairro pobre de Fortaleza, o Pirambu, para frente do Quartel do GPM - Grupamento Policial Militar, pertencente a 3ª Companhia do 5º Batalhão Policial Militar, e ali deixado (foto abaixo), ante a surpresa da dupla de PMS que sazonalmente trabalha no local, da população em geral e até da mídia. Em recente pronunciamento na Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, o Deputado Estadual Fernando Hugo (PSDB), mesmo sendo da base aliada do Governo, disse que os investimentos não estão dando resultados, numa metáfora: "Essa árvore não ta dando frutos". Outros Deputados, como Heitor Férrer (PDT) e Ely Aguiar (PSDC) asseveraram duras críticas ao Governo e à segurança Pública, respectivamente. "(Fonte: Blog Mirando a Polícia com dados da SSPDS-CE, Portal SVM e TV Assembléia)


A implantação de chips em seres humanos para uso médico e os riscos à privacidade

A implantação de chips em seres humanos para efeito de arquivamento e transmissão de informações de caráter pessoal cada vez desperta mais preocupações, sobretudo diante da disseminação desses artefatos eletrônicos. Esses pequenos aparelhos do tamanho de um grão de arroz (cerca de 12 milímetros) são conhecidos tecnicamente como transponders, microchips implantados sob a pele [01] que, ao serem lidos por um dispositivo de scanner, fornecem com rapidez informações sobre seu portador. No início, os fabricantes desses microchips cutâneos divulgavam sua comercialização como sistema de identificação em rebanhos e animais de estimação, para poderem ser utilizados acoplados a unidades GPS, permitindo, por exemplo, a localização de um animal perdido. Depois, os chips passaram a ter outro tipo de aplicação, voltada sua utilização para a localização de pessoas seqüestradas [02]. Tem-se notícia de sua utilização também para o controle da entrada e saída de pessoas em certos lugares [03]. Mas o tipo de utilização de chips em indivíduos mais disseminada atualmente parece ser para uso médico. O profissional que precisar tratar alguém que tenha implantado um dispositivo desse tipo sob sua pele tem apenas que passar um leitor sobre o chip e terá acesso ao histórico médico do paciente. Essa funcionalidade, de permitir que hospitais e médicos tenham informações precisas sobre cada paciente e sua condição de saúde, vem sendo propagada pelos defensores da tecnologia. A disseminação do implante de chips em pessoas para uso médico ocorreu a partir de outubro de 2004, quando a FDA (Food and Drug Administration), agência que regula o uso de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, liberou o implante de transponders em seres humanos para essa finalidade. Uma empresa americana, a Applied Digital Solutions [04], logo se tornou líder nesse mercado, com a comercialização de seu produto, o VeriChip, utilizado para acessar informações sobre pessoas portadoras de certas doenças. Após ser implantado, em geral sob a pele do braço, o VeriChip pode ser lido por uma espécie de scanner, que identifica o código do portador e permite acesso através da Internet a um grande banco de dados mantido pela empresa, que armazena toda a ficha médica das pessoas cadastradas, contendo, por exemplo, tipo sangüíneo, tipos de doenças anteriores já apresentadas e tratamentos ministrados, entre outras informações [05]. Como se observa, a arquitetura da tecnologia dos chips permite tanto o monitoramento do indivíduo como o acesso a informações pessoais. O monitoramento de pessoas já é por si preocupante. Quando uma pessoa portadora de um chip passa por um local qualquer, equipado com sensores, sua identificação é checada automaticamente, e sua localização confirmada. Sensores nos mais diferentes lugares podem permitir um completo rastreamento das atividades da pessoa que tenha um chip desse tipo implantado em seu corpo. A tecnologia possibilita desenvolver um verdadeiro e completo sistema de vigilância, a ser utilizado pelas mais diversas instituições (policiais, militares, médicas, comerciais, industriais etc.), "criando uma nuvem de vigilância e monitoramento, uma atmosfera policialesca, que é a base da sociedade de controle preconizada por Gilles Deleuze" [06]. Pelo simples cruzamento de dados de localização, é possível extrair conclusões a respeito do comportamento de uma pessoa (como, por exemplo, os locais que freqüenta, o horário, o tempo que permanece em determinados locais etc.) [07]. Se a simples possibilidade de monitoramento dos deslocamentos de uma pessoa já é altamente preocupante, como se mencionou, o que se dizer dessa funcionalidade atrelada à possibilidade de acesso automático a dados sensíveis da pessoa monitorada? É de arrepiar, não é? Pois é exatamente isso o que permite a tecnologia do VeriChip. Não somente identificar uma pessoa que passe sob o campo de alcance de um receptor ou scanner, mas, ao mesmo tempo, levantar informações altamente sensíveis (dados médicos ou qualquer outro) sobre essa mesma pessoa. A empresa que comercializa esse produto, além de exercer um monitoramento da vida da pessoa, através dos dados sobre a identidade e dos deslocamentos individuais que a tecnologia permite registrar, controla muitas outras informações que ficam disponíveis na sua base de dados. Não é o acesso ao número de informações contidas no próprio chip que preocupa. O VeriChip não é um simples dispositivo localizador, mas funciona em conexão com um sistema de banco de dados mantido pela empresa que desenvolveu sua tecnologia. O chip implantado contém em geral informações limitadas, às vezes um simples código pessoal, mas o scanner que faz sua leitura funciona atrelado a uma potente base de dados, ampliando sobremaneira o grau de controle de informações pessoais [08]. Essa base de dados é formada pelo histórico de informações médicas do paciente e é alimentada sempre que este se submete a novo tratamento. O banco de dados, com todo esse manancial de informações médicas, fica à disposição dos usuários do sistema para pesquisas posteriores. O correto seria simplesmente proibir a utilização desse tipo de tecnologia, diante do seu potencial invasivo, em favorecimento da privacidade individual? A resposta é negativa, pois o uso que se pretende desse tipo de tecnologia traz resultados benéficos à pessoa titular dos dados armazenados. A saúde e, em alguns casos, a própria vida do indivíduo é que pode estar em jogo e sua preservação pode depender da implantação desse tipo de mecanismo. Além do mais, o paciente, ao aceitar a implantação do chip, não abre mão de sua privacidade, pois tem expectativa de que os seus dados pessoais não sejam utilizados para outra finalidade que não o tratamento de sua saúde e que permaneçam sob garantia de confidencialidade. É o tipo de tecnologia, no entanto, cujo uso necessita ser altamente regulamentado, estabelecendo-se limites no acesso das informações e definição de responsabilidades e obrigações de segurança dos dados para os mantenedores do sistema. A garantia de confidencialidade dos dados que formam o histórico médico do paciente deve ser assegurada por meio de cláusulas na contratação do serviço, presentes tanto no contrato entre a empresa que explora a tecnologia do VeriChip e o hospital ou médico, tanto quanto no termo de consentimento assinado pelo paciente, com especificação das pessoas autorizadas a ter acesso às informações contidas na base de dados, para evitar acessos indevidos. Tais instrumentos devem também incluir cláusulas contendo obrigações de segurança dos dados para a empresa que opera a tecnologia, em que sejam detalhadas as precauções de segurança contra acessos não autorizados (ataques hackers). Em notícia recente publicada em site espanhol [09] (em 12.07.06), é dado conhecimento de que em Porto Rico os VeriChips estão sendo implantados em portadores do mal de Alzheimer. A principal preocupação dos familiares de pessoas portadoras de Alzheimer é a segurança deles. Como se sabe, os portadores de Alzheimer pouco a pouco vão perdendo a memória, e a utilização da tecnologia do VeriChip permite prover tratamento adequado quando se perdem ou no caso de qualquer outra emergência, o que costuma acontecer com freqüência nos estágios avançados da doença [10]. Assim, o VeriChip pode ser uma ferramenta eficaz quando se busca oferecer segurança física aos doentes de Alzheimer e alívio emocional para seus familiares. Nesse tipo de paciente, no entanto, os riscos à privacidade alcançam outro patamar de preocupações. Toda pessoa que autoriza a implantação de um dispositivo como o VeriChip precisa estar plenamente consciente do que faz, por causa do potencial de reflexos nocivos sobre sua privacidade individual. A coleta de informações sensíveis (dados médicos) de um indivíduo não pode ser feita sem seu expresso consentimento, sob pena de o ato ser considerado uma invasão não autorizada da privacidade [11]. Como a tecnologia do VeriChip também importa na inoculação de um objeto no corpo da pessoa, esse detalhe configura mais um motivo da necessidade de autorização do paciente. Toda pessoa tem direitos sobre o próprio corpo [12], e somente ela pode permitir a implantação de um dispositivo sob sua pele. O médico, portanto, tem que obter o consentimento do seu paciente antes de realizar o processo de implantação de um dispositivo como o VeriChip. O consentimento informado é uma condição legal para produção de efeitos válidos em um contrato, por meio da qual uma das partes dá permissão baseada na apreciação e entendimento dos fatos e implicações de suas ações. Para tanto, esse indivíduo necessita estar em pleno gozo de suas condições mentais, não sofrendo qualquer tipo de doença que prejudique o seu poder de compreensão (por ocasião do ato de consentimento). Como explica o Prof. Pedro Dourado Rezende, "o conceito de permissão contratual (informed consent) subentende que aquele que permite sabe o que está permitindo. A parte que solicita permissão num contrato tem, portanto, a obrigação de esclarecer o necessário para que o outro contraente possa tomar uma decisão esclarecida. Um hospital, por exemplo, não pode achar que tem sua permissão para ministrar-lhe uma droga nova ou pouco testada sem antes lhe avisar que se trata de uma droga que ainda não foi suficientemente testada, dos riscos e das opções envolvidas. Um médico não pode extrair, enquanto você estiver anestesiado para cirurgia de apêndice, a sua vesícula só porque ele percebe ali um tumor. "Tentativa de salvar" não seria justificativa, pois você poderia, se perguntado, optar por tratamento não-cirúrgico ou por não se tratar. O corpo é seu e você tem o direito de dizer não a uma opinião médica" [13]. Acontece que os pacientes de Alzheimer nem sempre estão em condições de discernir por si próprios, dificultando-se, por essa razão, a tomada do "consentimento informado". O portador desse tipo de doença costuma variar entre momentos de lucidez e momentos de esquecimento, o que torna difícil para quem contrata com ele avaliar se está no perfeito gozo de sua capacidade mental e se tem perfeito discernimento sobre o que faz [14]. È, portanto, delicado se permitir que um doente de Alzheimer contrate diretamente a utilização do VeriChip, sobretudo aqueles que se encontram em estágios avançados da enfermidade. A menos que sejam declarados incapazes para os atos da vida civil, mediante prévio procedimento judicial de interdição, os familiares não podem substituir o paciente no ato do consentimento, e sempre haverá dúvida sobre sua capacidade. Essa é apenas uma das questões jurídicas que certamente aflorarão com a disseminação do VeriChip para fins médicos. A previsão é que essa tecnologia passe a ser utilizada também para monitoramento de pessoas que sofram de diabetes, de pressão alta ou outras doenças que indiquem a necessidade de eventual atendimento médico de urgência. Se a propagação desse tipo de tecnologia traz resultados altamente benéficos para a sociedade, sempre é bom alertar para os riscos de sua utilização indevida. Quando nos acostumarmos com seu uso em larga escala, a possibilidade de relegarmos ou esquecermos os padrões de cuidados e regras rígidas de garantias que devem cercar sua utilização, tende a aumentar na mesma proporção. Sempre haverá o risco de as informações médicas serem utilizadas para finalidades não permitidas, como discriminação no emprego, na contratação com operadoras de planos de saúde, enfim, numa série de circunstâncias onde pessoas portadoras de doenças e fraquezas físicas sejam desfavorecidas. Por essa razão, ao lado do desenvolvimento de tecnologias invasivas, deve-se promover um reforço das normas e práticas protetivas da privacidade humana. 1) O chip do tamanho de um grão de arroz é introduzido no corpo por uma injeção ou pistolas semelhantes às usadas para vacinação. Para ter uma idéia do tamanho do chip e desse aparelho inoculador, clique no seguinte link: http://www.endi.com/XStatic/endi/template/nota.aspx?n=26843. (2) O uso do microchip para evitar seqüestro está sendo utilizado no Brasil, onde o problema da falta de segurança e violência social é uma marca de nossa sociedade. Ver artigo publicado sob o título "Famílias gaúchas na fila para receber os chips" - (3) No México, a Secretaria de Justiça adotou a utilização dos chips para controlar o acesso de seus funcionários a salas de segurança máxima que guardam documentos sigilosos referentes ao narcotráfico naquele país. Em Barcelona, na Espanha, a casa noturna Baja Beach Club adotou em março de 2004 o uso do chip para utilização por seus freqüentadores mais assíduos, que são identificados por sensores e as despesas efetuados vão sendo registradas eletronicamente. Ver artigo publicado no site Terra - http://brazil.indymedia.org/pt/blue/2005/02/308592.shtml.http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI886717-EI4799,00.html. Também consta que o dispositivo tem sido utilizado para propósitos de segurança, em áreas onde estão instaladas bases nucleares dos EUA, com a implantação dos chips em empregados para permitir o acesso a áreas restritas. Há previsão de que a utilização dos chips seja disseminada para controlar o acesso de empregados de cassinos e hotéis, bem como há a possibilidade de utilizá-los em braceletes para evitar que crianças se percam em centros comerciais. 4) http://www.adsx.com/index.html (5) Segundo informações contidas em artigo de Victor Muiños Barroso Lima, a empresa ADS, fabricante do VeriChip, possui dois bancos de dados, conhecidos como Global VeriChip Subscriber Registry, que estão sediados na Califórnia e em Maryland. O VeriChip está sendo vendido por 200 dólares. O usuário ainda paga mais 40 dólares mensais a título de manutenção do serviço. A operação de implante dura cerca de 20 minutos, tempo necessário para aplicar uma anestesia local, injetar o dispositivo por meio de uma seringa descartável e fazer o curativo. Além do uso médico aprovado pelo governo americano, o artefato tem sido usado para outros fins em outros países (Vida de Gado: o uso de implantes eletrônicos de identificação e o direito à privacidade", artigo publicado no site do IBDI -http://www.ibdi.org.br/index.php?secao=&id_noticia=433&acao=lendo. (6) Citado por Victor Muiños Barroso Lima (ob. cit.). Na visão de Deleuze, "coleiras eletrônicas" capazes de detectar a posição de cada indivíduo, lícita ou ilicitamente, operando uma modulação universal, seriam os novos instrumentos de controle a serem implantados no lugar dos meios de confinamento disciplinares estudados por Foucault. É a sociedade de controle substituindo a sociedade disciplinar" (DELEUZE, 1992). (7) Existem aqueles que têm uma visão religiosa sobre o assunto e enxergam na tecnologia dos chips para implante em seres humanos um empreendimento satânico, de controle da humanidade. Ver, a respeito, artigo denominado "O Projeto da Besta", publicado em http://www.portalanjo.com/plenitude/marcadabesta666.htm (8) O VeriChip contém um número codificado de 16 dígitos, que se lê mediante um scanner. Funciona com a tecnologia de identificação por radiofreqüência (RFID), por meio da qual se permite identificar um objeto ou pessoa (na qual se tenha implantado o chip) e se conectar via ondas de radiofreqüência à base de dados informatizada (localizada nos EUA), onde estão arquivadas as informações do histórico médico da pessoa. (9) http://www.endi.com/XStatic/endi/template/nota.aspx?n=26847 (10) Alguns doentes se perdem e passam vários dias desaparecidos, quando ficam vagando pelas ruas como desocupados e às vezes terminam em quartéis da polícia ou em hospitais psiquiátricos. (11) A Constituição Federal assegura, como garantia fundamental e direito individual, a inviolabilidade da intimidade e vida privada (art. 5o., X). O Código Civil (Lei 10.406/02) também estabelece que "a vida privada da pessoa é inviolável..." (12) Como conseqüência da privacidade individual, o indivíduo tem direitos de disposição sobre o próprio corpo, salvo quando o ato importar diminuição permanente da integridade física ou contrariar os bons costumes, ressalvadas as hipóteses de exigência médica e para fins de transplante (art. 13 e parágrafo único do C.C.). (13) No artigo "Dúvidas com o Windows WGA", publicado no site do IBDI (www.ibdi.org.br) em 13.07.06. (14) Nos estágios iniciais da doença, nem sequer o doente ou seus familiares avaliam corretamente os sintomas, que podem, às vezes, ser confundidos com simples atos de desleixo.