Substância do vinho previne doenças que causam cegueira

Descoberta pode ajudar na prevenção de doenças o resveratrol - uma substância encontrada no vinho tinto, na uva e no amendoim - interrompe o crescimento de vasos sanguíneos nos olhos, segundo pesquisadores da Universidade Washington em Saint Louis. A descoberta poderá ter implicações na prevenção de doenças que ocasionam cegueira, como a retinopatia diabética e a degeneração macular na velhice. A retinopatia diabética é caracterizada por uma complicação ocular do próprio diabetes, que aparece de forma progressiva como anormalidades verificadas em exame no fundo de olho. É a forma de cegueira mais comum na faixa etária entre os 30 e 69 anos. Já a degeneração macular ocorre quando há um crescimento anormal dos vasos sanguíneos sob a retina ou de forma progressiva na visão central. É comum entre pessoas com mais de 55 anos de idade. Fonte: R7

Você superprotege seu filho?

Boa parte das crianças e adolescentes brasileiros vive como dentro de uma bolha, protegida dos aspectos mais triviais da realidade.É preciso dar-lhes autonomia, porque o maior risco é criar uma geração despreparada para a existência

.................................................. Daniela Macedo e Gabriella Sandoval
“ A preocupação com a segurança da prole é de ordem biológica: sem ela, nenhuma espécie animal conseguiria reproduzir-se e perpetuar-se. No âmbito humano, durante milhares de anos, os cuidados com as crias seguiram o padrão dos mamíferos em geral: eram interrompidos quando elas começavam a tornar-se capazes de alguma autodefesa e de ajudar seus pais na obtenção de comida. No Brasil, os superprotetores temem, sobretudo, o risco de sequestros, assaltos e acidentes e a oferta abundante e livre de álcool e drogas. Há, no entanto, um limite entre a preocupação aceitável e a excessiva, que pode fazer mais mal do que bem a uma criança ou adolescente. Quando a criança é pequena, é razoável ter medo de que ela se machuque no parquinho, mas é inaceitável um pai ou mãe que não a deixe brincar na casa de um amigo de escola, longe de sua vista. É compreensível ficar com o coração aflito nas primeiras vezes que o filho de 18 anos sai de carro sozinho – no entanto, trata-se de um exagero evidente negar a ele esse tipo de liberdade. Aparentemente, um filho sob a vigilância irrestrita dos pais está mais seguro. Mas há um risco na vida sem riscos, o que inclui atender a todos os pedidos da criança ou do jovem. Pais que adotam para si e para seus filhos esse tipo de estratégia ignoram uma peça-chave do desenvolvimento humano: a autonomia. É aquela capacidade – e sensação poderosa – de fazer escolhas. E também de aceitar seus próprios limites e reconhecer que, não raro, as escolhas podem estar erradas. Num artigo recente, o psiquiatra americano Michael Jellinek, escreveu que, do momento em que um bebê nasce até a hora em que ele entra na faculdade ou sai de casa, a questão central de sua existência é conquistar independência. Tirar isso de um filho pode ser uma viagem sem volta. “Vemos o tempo todo exemplos de crianças que finalmente quebram a bolha em que vivem e se transformam em adolescentes rebeldes além do aceitável, um atalho para que se tornem adultos frustrados”, disse ele. Em geral, os pais superprotetores são inseguros e ansiosos. Temem que seus filhos deixem de amá-los, esforçam-se para não fracassar em sua educação e têm pavor de ser julgados por parentes e amigos. Tudo somado, excedem-se na ânsia de acertar sempre. . Atualmente, a escola é o único espaço em que boa parte das crianças e adolescentes tem, de fato, de assumir responsabilidades. Ao passarem pelos portões escolares, deixam o posto de príncipe ou princesinha da família para se tornar um entre tantos outros alunos. É um dos grandes pesadelos dos pais superprotetores: a exemplo do que ocorre na vida doméstica, eles exigem tratamento individualizado na escola. Sua interferência na rotina pedagógica é uma realidade que irrita professores e diretores. Como efeito colateral da superproteção, os especialistas em educação infantil começam a notar um aumento no número de crianças ansiosas e inseguras. Não é difícil identificar uma delas em sala de aula: é a que pede atenção e aprovação para cada tarefa que realiza. O problema é tão presente nas escolas que, em algumas delas, como a paulistana Emilie de Villeneuve, são feitas atividades para estimular a autonomia dos pequenos. Há, por exemplo, um “acampadentro”, em que alunos de 5 e 6 anos passam uma noite na escola e são incentivados a tomar decisões simples como o que trazer, em que cama dormir e o que comer no café da manhã. Parece incrível, mas, para muitos, o ato da decisão é um tormento. Em outra iniciativa da escola, o aluno adolescente que falta à aula por motivo de doença é convidado a explicar, ele mesmo, a ausência. “Nossa ideia é que crianças e adolescentes tomem a iniciativa antes de levar as questões para o pai ou a mãe”, diz Luiza Cesca, diretora do colégio. Pergunte a um pai superprotetor por que ele age assim e a resposta será: “Só quero o melhor para o meu filho”. Na casa da família paulista Toscano, cada passo de Matheus, de 13 anos, é dado sob o olhar atento dos pais. Fazer trabalho na casa dos amigos, nem pensar. “Não vejo necessidade. A maioria das mães trabalha fora e sei que a empregada não vai tomar conta”, diz sua mãe, a representante comercial Dalva, de 48 anos. Só há pouco tempo o garoto recebeu autorização para esquentar a própria comida no micro-ondas. A mãe sugeriu que ele lavasse o prato depois do almoço, mas o pai vetou: “Ele tem medo que o Matheus se corte. Até hoje meu marido amarra o tênis do filho antes do jogo de futebol”, afirma Dalva. Histórias assim são comuns nos consultórios de psicólogos e pediatras. “A maioria desconhece – ou prefere ignorar – as aptidões do filho. Acredita que ele não tem idade para executar tarefas para as quais já está capacitado”, diz o pediatra Ricardo Halpern. Certa vez, ele atendeu um menino de 10 anos que enfrentou uma situação constrangedora quando, durante uma excursão, pediu à professora que cortasse o seu bife. “A criança corre o risco de ser excluída do grupo por ser diferente das outras”, afirma. Quando, durante uma partida de futebol, os pais tiram satisfação com o técnico por deixar o filho no banco de reservas ou com um colega por não passar a bola, estão tentando, erroneamente, poupá-lo de frustrações. “As crianças superprotegidas acham que os outros resolverão todos os seus problemas. Por isso, o risco de se tornarem compulsivas ou entrarem no universo das drogas é maior. Com elas, conseguem a sensação de mundo cor-de-rosa que os pais proporcionavam enquanto as mantinham dentro de uma bolha”, explica a psicóloga Mara Pusch, da Universidade Federal de São Paulo. A ciência começa a voltar sua atenção para os efeitos da superproteção no cérebro e no comportamento de crianças e adolescentes. Parece exagero? Não é. Uma pesquisa da Universidade de Montreal, no Canadá, publicada no início deste ano, mostra que o nível de controle dos pais pode determinar se a criança terá uma relação harmoniosa ou obsessiva com um determinado hobby ou atividade esportiva. “Descobrimos que adultos controladores podem estimular comportamentos obsessivos em seus filhos ao ensinar-lhes que a aprovação social só se consegue por meio de excelência”, escreveu uma das autoras do estudo, a psicóloga Geneviève Mageau. “As consequências da infância e adolescência superprotegidas já são mensuráveis: os jovens atualmente levam mais tempo para sair de casa, começar a trabalhar e formar uma família. Quando chegam ao mercado profissional, não conseguem lidar com as exigências reais. Frequentemente se sentem injustiçados e incompreendidos. E frustram-se com facilidade”, disse a VEJA o escocês Carl Honoré, autor do livro Sob Pressão – Criança Nenhuma Merece Superpais, publicado no Brasil pela editora Record. Em resumo, se você quiser ter um filho com possibilidade de ser feliz e realizado (nunca há garantias), proporcione a ele a liberdade possível em cada etapa de sua vida. E lembre-se do que disse o escritor francês Honoré de Balzac (1799-1850): “Chega um momento na vida íntima das famílias no qual os filhos se tornam, voluntária ou involuntariamente, juízes de seus pais”. Para ter um julgamento razoavelmente justo, não seja negligente – mas também não seja superprotetor. Fonte: Esmalte no Pé.

Pesquisa conclui que internet tem quase 40% de pornografia

Um estudo realizado pela empresa britânica Optenet constatou que mais de um terço da internet é composta, basicamente, de pornografia. A empresa analisou mais de 4 milhões de URLs diferentes capturadas através da própria ferramenta de filtragem de conteúdo e também concluiu que, em relação ao mesmo período no ano passado, sites com conteúdo sobre violência, compra ilegal de drogas e terrorismo cresceram, respectivamente, em 10.8, 6.8 e 8.5%. Já sites sobre esportes e turismo cresceram, cada um, em torno de 5%. Fonte: Slashdot

Contas irregulares podem deixar 5 mil inelegíveis no país, informa TCU

Político que teve contas rejeitadas pode ficar inelegível por até oito anos
O Tribunal de Contas da União (TCU) informou nesta segunda-feira (21) que 4.922 agentes públicos –entre os quais governadores, prefeitos, secretários estaduais e municipais e diretores de autarquias– tiveram as contas julgadas irregulares pelo órgão nos últimos oito anos [inicialmente, o tribunal informou, conforme este texto registrou, que eram cinco anos]. A lista do TCU com os nomes será entregue nesta noite pelo presidente do órgão, ministro Ubiratan Aguiar, ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski. No total, são 7.854 condenações desde 2002 – uma parcela dos 4.922 agentes públicos tem mais de uma condenação. O TCU informou que divulgará a lista com os nomes no site da instituição. A análise do TCU é feita apenas sobre recursos da União repassados a estados e municípios pelo Fundo de Participação dos Municípios ou por convênios federais. O levantamento servirá como subsídio para a Justiça eleitoral verificar se uma pessoa poderá ou não ser candidata nas eleições de outubro. A análise dos pedidos será feita caso a caso. O prazo para o registro de candidaturas termina no dia 5 de julho. A entrada em vigor da lei da ficha limpa, sancionada no último dia 7 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, traz mudanças na avaliação da elegibilidade do gestor com contas consideradas irregulares pelo TCU. A principal delas é que o tempo de punição para quem teve contas rejeitadas aumentou de cinco para oito anos sem poder se candidatar, a partir da data da decisão do tribunal. Na última quarta-feira (17), o TSE definiu que a lei pode ser aplicada em casos de condenação por órgãos colegiados, como o TCU, antes de sua vigência. Pela norma anterior, bastaria a quem tivesse as contas rejeitadas e quisesse disputar cargo eletivo contestar a decisão do TCU na Justiça e, mesmo sem julgamento da ação, teria garantida a candidatura. A partir de agora, o político com irregularidade nas contas precisa de uma decisão da Justiça que suspenda ou anule o entendimento do TCU para ter o registro de candidatura e concorrer nas eleições. Além disso, segundo a lei da ficha limpa, para que um político seja considerado inelegível é preciso comprovar que ele teve intenção de cometer a irregularidade em relação à gestão do dinheiro público. Fonte: Globo.com/G1

Maranhão lidera rankig de inelegíveis

O Maranhão é o Estado com maior número de gestores públicos que tiveram contas julgadas irregulares pelo Tribunal Superior Eleitoral. A Bahia vem em segundo lugar de acordo a lista divulgada pelo TSE, ao todo 700 baianos integram o ranking. De acordo com a lei de inelegibilidades, os que ocupam cargos ou funções e que têm pendências não podem concorrer nas eleições que se realizarem nos oito anos seguintes.Em todo o país, cerca de 7800 contas de quase cinco mil gestores foram julgadas irregulares. A lista é divulgada há 20 anos. O documento foi entregue ao Tribunal de Contas da União, como informou a BandNews FM Salvador. Redação: João Vitor Mazini

TRE-RJ mantém inelegibilidade de Garotinho e Rosinha

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro manteve a inelegibilidade do ex-governador Anthony Garotinho e de sua mulher, Rosinha Garotinho. O juiz Luiz Márcio Pereira negou nesta segunda-feira (28) o pedido de revogação da decisão que proíbe não só a candidatura de Garotinho, mas também da prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho, que teve o mandato cassado. Com isso, Garotinho (PR) e a mulher ficam impedidos de se candidatar até 2011. Com a decisão do TRE, Rosinha terá de entregar imediatamente a prefeitura ao atual presidente da Câmara de Campos. O casal é acusado de abuso de poder econômico na última eleição. O deputado federal Arnaldo Vianna (PDT), que foi opositor de Rosinha Garotinho na última eleição, e o ex-prefeito de Campos Alexandre Mocaiber (PDT), também tiveram negados seus recursos no TRE e permanecem inelegíveis. Eles também são acusados de abuso de poder econômico e uso indvido de comunicação na última eleição.Todos vão entrar com novo recurso contra o embargo de suas candidaturas. Manifestantes pró-Garotinho fizeram uma pequena passeata até a Assembleia Legislativa (Alerj) protestando contra a decisão do TRE. Cerca de cem pessoas, segundo a Guarda Municipal, fizeram um protesto a favor do ex-governador Anthony Garotinho, na porta do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na manhã desta segunda-feira (28), no Centro do Rio. Os manifestantes ocuparam uma faixa da Avenida Presidente Wilson deixando o tráfego complicado na região. Fonte: G1 RJ

Dilma se diz favorável à união civil de homossexuais

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje que é favorável à união civil de pessoas do mesmo sexo e que é contra alterações na atual legislação que regula o aborto. "Sou a favor da união civil. Acho que a questão do casamento é religiosa. Eu, como indivíduo, jamais me posicionaria sobre o que uma religião deve ou não fazer. Temos que respeitar", afirmou, durante sua participação no programa "Roda Viva", transmitido pela internet e que será exibido às 22h desta segunda-feira pela TV Cultura. "Direitos civis básicos, direito à herança e a receber a aposentadoria do parceiro, são direitos civis e devem ser reconhecidos de forma civil." Em relação ao aborto, a ex-ministra-chefe da Casa Civil defendeu que mulheres que se enquadram nos casos previstos em lei - estupro e risco de morte para a mãe - devem ter o direito de ser atendidas pelo serviço público. "Sempre digo uma coisa: não acredito que tenha uma mulher que seja a favor do aborto. Não acho que as mulheres fazem aborto porque são favoráveis ao aborto. É uma coisa esquisitíssima, absurda supor que uma mulher seja a favor do aborto", disse. "Temos uma legislação no Brasil sobre essa questão e sou a favor de mantê-la. O que acho é que mulheres enquadradas naquela situação têm direito de fazer na rede pública, e se tem de tornar isso acessível. Senão fica a seguinte situação: mulheres ricas têm acesso a clínicas, mulheres pobres usam a agulha de tricô." Dilma deixou a TV Cultura assim que encerrou sua participação no programa "Roda Viva". Segundo sua assessoria de imprensa, ela tinha outros compromissos a cumprir em São Paulo. Um jantar com a jornalista Joyce Pascowitch não foi confirmado por sua equipe. Fonte: Agência Estado

Transtornos mentais atingem 23 milhões de pessoas no Brasil

Política prioriza doenças graves, mas as mais comuns são depressão, ansiedade e transtornos de ajustamento. BRASÍLIA - No Brasil, 23 milhões de pessoas (12% da população) necessitam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões de brasileiros (3% da população) sofrem com transtornos mentais graves e persistentes. De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, apesar de a política de saúde mental priorizar as doenças mais graves, como esquizofrenia e transtorno bipolar, as mais comuns estão ligadas à depressão, ansiedade e a transtornos de ajustamento. Em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas são afetadas por distúrbios mentais ou comportamentais. Os problemas de saúde mentais ocupam cinco posições no ranking das dez principais causas de incapacidade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados da OMS indicam que 62% dos países têm políticas de saúde mental, entre eles o Brasil. No ano passado, o País destinou R$ 1,4 bilhão em saúde mental. Desde a aprovação da chamada Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei nº 10.216/2001), os investimentos são principalmente direcionados a medidas que visam a tirar a loucura dos hospícios, com a substituição do atendimento em hospitais psiquiátricos (principalmente das internações) pelos serviços abertos e de base comunitária. Em 2002, 75,24% do orçamento federal de saúde mental foram repassados a hospitais psiquiátricos, de um investimento total de R$ 619,2 milhões. Em 2009, o porcentual caiu para 32,4%. Uma das principais metas da reforma é a redução do número de leitos nessas instituições. Até agora, foram fechados 17,5 mil, mas ainda restam 35.426 leitos em hospitais psiquiátricos públicos ou privados em todo o país. A implementação da rede substitutiva - com a criação dos centros de Atenção Psicossocial (Caps), das residências terapêuticas e a ampliação do número de leitos psiquiátricos em hospitais gerais - tem avançado, mas ainda convive com o antigo modelo manicomial, marcado pelas internações de longa permanência. O País conta com 1.513 Caps, mas a distribuição ainda é desigual. O Amazonas, por exemplo, com 3 milhões de habitantes, tem apenas quatro centros. Dos 27 estados, só a Paraíba e Sergipe têm Caps suficientes para atender ao parâmetro de uma unidade para cada 100 mil habitantes. As residências terapêuticas, segundo dados do Ministério da Saúde referentes a maio deste ano, ainda não foram implantadas em oito Estados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Rondônia, Roraima e Tocantins. No Pará, o serviço ainda não está disponível, mas duas unidades estão em fase de implantação. Em todo o Brasil, há 564 residências terapêuticas, que abrigam 3.062 moradores. Fonte: Agência Brasil

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PT Ceará realiza Encontro Estadual neste sábado

O Encontro Estadual terá início às 9h30, no Hotel Praia Centro e vai reunir também membros do Diretório Nacional, prefeitos e parlamentares petistas, além de lideranças sociais e de partidos aliados. Caberá aos delegados apreciar a resolução do Diretório Estadual de 27 de março de 2010 que apresentou como estratégia eleitoral do Partido o apoio à reeleição do governador Cid Gomes com a manutenção da vice-governadoria petista, além da indicação de José Pimentel e Eunício Oliveira (PMDB) ao Senado. A íntegra da resolução pode ser acessada no site: http://www.ptceara.org.br/ Na seção “Publicações – Documentos Oficiais”. Os profissionais da imprensa ou comunicadores populares interessados na cobertura jornalística do evento devem enviar nome, CPF, veículo e função para o e-mail comunicacao@ptceara.org.br. Fonte: Eleições Ceará.

Cid e aliados respondem a Tasso

No dia em que Cid Gomes teve sua candidatura à reeleição homologada, os discursos pareciam ter um só alvo: Tasso Jereissati. Com a ajuda de Ciro e Eunício Oliveira, Cid disse que o presente está melhor que o passado e que o poder precisa ser compartilhado. No movimentado dia político de ontem, o objetivo do governador Cid Gomes (PSB) e de seus principais aliados pareceu ser responder a cada crítica que vem sendo feitas por seu mais novo – e ferrenho – opositor: o senador Tasso Jereissati (PSDB). Com o compromisso de não citar nenhuma vez o nome do tucano, Cid, ao longo de seus discursos, foi jogando indiretas que tinham Tasso como alvo certo. Para reforçar a estratégia, teve ajuda de seu irmão mais velho, o deputado federal Ciro Gomes (PSDB), além do também deputado federal Eunício Oliveira (PMDB), que disputa vaga no Senado. Logo cedo, durante a convenção do PDT, Cid Gomes se utilizou de uma metáfora para explicar por qual motivo fez questão de manter em torno de si um amplo arco de alianças, o que vem sendo interpretado por Tasso como uma tentativa de impedir o eleitorado de ter opções nas eleições deste ano. “Porque aqui nesse grupo não tem mangueira. Mangueira é uma árvore que dá uma boa fruta, que é uma manga, mas não deixa crescer nada debaixo dela. Nada se cria embaixo de uma mangueira. Ela solta uma resina que mata tudo debaixo dela”, disse o governador, no momento em que apresentava seus dois candidatos ao Senado: o ex-ministro José Pimentel (PT) e o deputado Eunício Oliveira. Segundo Cid, eles se juntarão ao senador Inácio Arruda (PCdoB), que tem mais quatro anos de mandato, para ajudar a dar tranquilidade ao possível governo de Dilma Rousseff (PT), caso ela seja eleita presidente. A metáfora da mangueira já foi usada para se referir ao modo de Tasso fazer política, inclusive pelo presidente do PDT cearense, André Figueiredo. O governador explicou ainda a diferença de perfil de sua aliança: “A característica maior desse grupo aqui é de dar oportunidade. Estimular novas lideranças e múltipla participação. Manter cada cearense representado”. Na convenção pluripartidária que homologou a candidatura de Cid à reeleição, mais argumentos para rebater Tasso. Liderando a tropa de choque, Eunício defendeu enfaticamente a área da saúde, principal alvo dos tucanos, e afirmou que será feita comparação de números com o os governos anteriores. E, ao defender a ampla aliança cidista, destacou a necessidade de se compartilhar a administração do Estado. “Não se faz política, como alguns pensam, sem dividir o poder”. O governador também deu uma cutucada naquela que foi a grande marca das gestões de Tasso no Governo. “O maior desafio não é infraestrutura, é o investimento nas pessoas”, afirmou, destacando que, ainda assim, tem investido, sim, em obras físicas. A vez do irmã mais discreto, Ciro Gomes também não deixou Tasso Jereissati sem respostas. Ressaltando que só não participa da aliança pró-Cid “quem não quiser”, Ciro afirmou que a melhoria na qualidade de vida do povo cearense deve ser “imperativo moral” que deve guiar aqueles que optaram pela política, deixando de lado as vaidades, e quaisquer outros tipos de ambição. “O Ceará agora tem um desafio: preparar o nosso povo para que a economia que vai dar um salto não reproduza os outros ciclos de crescimento, em que a economia cresceu e se concentrou na mão de meia dúzia de barões”, disse. O governador Cid Gomes (PSB) acabou esquecendo, durante a convenção de ontem, de pedir apoio para a candidata ao PT à Presidência: Dilma Rousseff. Em entrevista, Cid reconheceu o que classificou de “falha” e garantiu que vai se empenhar na campanha da petista para que ela tenha em torno de 70% dos votos no Ceará. Antes, porém, na convenção do PDT, ele não cometeu o lapso e defendeu a petista. No último sábado, na convenção do PSDB, o senador Tasso Jereissati também havia esquecido de citar o nome do presidenciável tucano: José Serra. Na ocasião, ele tomou o microfone depois que o candidato a vice, Pedro Fiúza, discursou e, aí sim, falou de Serra. Fonte: O Povo

Jornalistas e radialistas deixam de trabalhar

Jornalistas e radialistas deixam de trabalhar

Todos comunicadores que vão disputar cargo eletivo este ano estarão impedidos de trabalhar por conta da Lei Eleitoral. Os jornalistas e radialistas apresentadores de programas de rádio e televisão que forem candidatos às eleições deste ano terão que se afastar das suas atividades a partir do dia 1º de julho, sob pena de se tornarem inelegíveis. A lei das inelegibilidades recomenda o afastamento de outros profissionais três meses antes da realização do pleito. Embora existam normas determinando o prazo de afastamento dos ocupantes de alguns cargos públicos que pretendem disputar um mandato eletivo não há um dispositivo específico para cada profissão. Os prazos de desincompatibilização referem-se, basicamente, a seis, quatro e três meses antes do pleito. Como não há na legislação um texto específico para cada caso, a própria Justiça Eleitoral adota como parâmetro decisões do Tribunal Superior Eleitoral em seus julgamentos. Internet Para facilitar as consultas, por parte dos interessados, o TSE disponibilizou em sua página na Internet informações sobre desincompatibilização. Tais informações apontam para a necessidade de afastamento, três meses antes do pleito, os candidatos a deputado estadual que exercerem funções como defensor público; agente e delegado de polícia; agente comunitário de saúde; agente penitenciário; servidor público estatutário ou não, da administração direta e indireta da União, Estados e Municípios; empregado de sociedade de economia mista; servidores de escolas ou universidades públicas e; vogal de junta comercial, entre outros. A tabela dos prazos de desincompatibilização, disponibilizada pelo TSE, não especifica um prazo para o afastamento dos jornalistas e radialistas Este assunto é tratado na Lei das Eleições e na Resolução do TSE com as instruções para a propaganda eleitoral.