ANCHIETA DANTAS JR.
REPÓRTER
HENRIQUE JUNIOR FALANDO FRANCAMENTE
O Brasil é um país que ao longo de sua história sofreu enormes desfalques no patrimônio público, sempre assaltado por quadrilhas empenhadas em drenar recursos de forma ilegal, gerando corrupção, enriquecimento ilícito e o esvaziamento de recursos essenciais que fazem falta no atendimento à população. Não por acaso, o epicentro dos grandes escândalos financeiros é localizado na política, principal foco de atenção de especuladores e "especialistas" em desvio de verbas. São décadas de operações fraudulentas que dilapidaram os orçamentos, em contornos de impunidade e acobertamento, colocando o País entre os mais destacados em indicadores de corrupção e péssima gestão administrativa pública. O episódio mais claro e evidente do nível em que o Brasil se afundou em ações criminosas deste naipe foi a crise política deflagrada com o mensalão, quando a opinião pública em geral foi apresentada de forma explícita a um esquema articulado dentre os governos municipais e estaduais para a sangria de verbas de estatais e manipulações ilegais de orçamentos.O desdobramento do caso do mensalão que ainda não gerou nenhuma prisão mesmo três anos depois, culminou com a espetaculosa prisão do banqueiro Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, esses apenas os mais destacados envolvidos na operação da Polícia Federal. Ora, não há nada a dizer a não ser repudiar completamente as atitudes de José Roberto Arruda, que já havia se envolvido no passado com atividades escusas, quando foi um participante minoritário do escândalo da violação do sigilo do painel eletrônico do Senado, e ressaltar que a posição do Governador é, hoje, insustentável. O que assombra mais que o desbaratamento do esquema criminoso e o envolvimento de figuras proeminentes é o fato de que as ações acontecem há tempos, todos os citados têm histórico de denúncias graves de crimes como os mencionados agora, e continuaram operando com larga margem de segurança no sistema financeiro. É sério constatar a gravidade institucional provocada pelo desdobramento da ação, com o Judiciário se contrapondo em decisões de prisão e soltura sucessivas, desmoralizando-se e mostrando uma fragilidade inadmissível. Ainda mais grave é constatar a nefanda proximidade desse esquema com a estrutura política brasileira, criando dutos dentro de organismos oficiais, com a facilitação e complacência dos governos, que se beneficiam dos resultados. É o simulacro de uma quadrilha que comanda o País, escondida nas trincheiras da impunidade e dos arranjos políticos, zombando de todos os demais brasileiros que trabalham e investem para gerar riquezas que são espoliadas sem-cerimônia à vista de um sistema de segurança que só é acionado nas conveniências momentâneas. Por: Henrique Junior
A modelagem do edital e o cronograma para a construção do trem de alta velocidade que vai ligar o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas foram apresentados esta manhã ao presidente Lula pelo Ministério dos Transportes em reunião realizada na Sala de Reuniões do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Durante a reunião ficou definido que na próxima semana o edital será publicado para consulta pública por um mês. Em janeiro será realizada audiência pública para que a população opine sobre o projeto. Em fevereiro o edital final será publicado e a previsão é que em maio as propostas sejam abertas. O modelo de licitação levará em conta a menor tarifa e a transferência de tecnologia. É de interesse do governo federal que participem do processo todas as empresas que buscaram informações sobre o projeto demonstraram esse interesses empresas japonesas, coreanas, chinesas, alemãs, francesas e italianas. Participaram da reunião os ministros Alfredo Nascimento (Transportes), Dilma Roussef (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento) e Nelson Jobim (Defesa), e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, além de representantes do BNDES, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias. Na segunda parte da reunião, o assunto debatido foi o panorama geral e as previsões de entrega das obras de diversas ferrovias, como a Norte-Sul, a Transnordestina, a Ferronorte e a Leste-Oeste.
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se reuniu com as operadoras de telefonia celular, para avaliar a situação do setor, e concluiu que o quadro é positivo em relação à meta de levar o serviço a todos os municípios brasileiros. De acordo com o superintendente de Serviços Privados da agência, Jarbas Valente, faltam apenas 918 municípios, a metade dos 1.836 que havia no início deste ano sem o serviço e que até 2010 todos os municípios contarão com Telefonia Móvel. Um dos pontos abordados com mais ênfase na reunião foi a necessidade da adoção do compartilhamento de redes de telefonia móvel entre as operadoras, o que diminuirá em alguns anos o prazo para a oferta dos serviços de banda larga em todo o país, inicialmente previsto para oito anos pela Anatel. Isso poderá ser atingido em 2013, caso o compartilhamento tenha sucesso. Outros assuntos foram abordados na reunião: criação do serviço Roaming Internacional das Américas para viabilizar as ligações de celulares pré-pagos na América do Sul, o atendimento a serviços de emergência, o atendimento aos jogos Mundiais Militares, em 2010, a Copa das Confederações, em 2011, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, eventos que terão o Brasil como sede; e a configuração de rede para o atendimento a municípios em 3G (banda larga). Nelson Takayanagi, gerente-geral de comunicações pessoais da Anatel, afirmou que está sendo montada uma operação, como ocorre todos os anos, para evitar problemas decorrentes de aumento do tráfego e defeitos ou acidentes na rede. Fonte: Aprece
Petrobras é 'ícone nacional', observa jornal americano. Uma reportagem publicada nesta segunda-feira no jornal americano Washington Post afirma que o Brasil se encaminha para se tornar uma "petropotência". Intitulado "Brasil se prepara para extração maciça de petróleo", o artigo faz, no entanto, a ressalva de que os desafios envolvendo o desenvolvimento do pré-sal são tão gigantescos quanto a tarefa em si. "Tudo neste estaleiro é colossal", escreve o repórter, durante uma visita a uma das infra-estruturais da Petrobras em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. "Os quatro mil trabalhadores, os bilhões aplicados em custos de capital, as plataformas com altura de um prédio de dez andares inconclusa." "Assim também é o desafio que enfrenta a estatal brasileira de energia, a Petrobras: desenvolver um grupo de campos de petróleo recém-descobertos em mar profundo que, segundo analistas de energia, catapultarão o país para o ranking das petropotência." A reportagem cita estimativas da Petrobras, de que o país poderia chegar a 2020 com uma produção de 3,9 milhões de barris de petróleo por dia, praticamente o dobro do volume de 2 milhões de barris atualmente. As reservas comprovadas de petróleo podem passar dos atuais 14,4 bilhões de barris para mais de 30 bilhões de barris, diz o texto. "Em uma era de oferta reduzida, as descobertas na costa brasileira e o aumento da envergadura da Petrobras estão mudando o equilíbrio petroleiro do mundo", diz a matéria. O artigo lembra que a estatal "permanece firmemente sob o controle do Estado, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratando-a como um ícone nacional, cujo futuro está entrelaçado com o do Brasil". "Apesar do otimismo que os dirigentes da Petrobras demonstram para os visitantes, eles listam os desafios: perfurar a camada de sal a 6,5 mil pés e operar campos que estão tão longe da costa que só podem ser alcançados de helicóptero", diz o texto. Além disso, a reportagem cita a associação de petroleiras estrangeiras que operam no Brasil. O grupo critica o que considera um excessivo posicionamento da Petrobras nos campos do pré-sal, afirmando que o quinhão estatal nos projetos corre o risco de "limitar o desenvolvimento" deles. FONTE; AQUI
O Uno é um dos carros mais conhecidos da Fiat, considerado também um dos modelos populares mais baratos do mercado em sua versão Mille. Demorou, mas parece que finalmente uma nova aparência foi aplicada ao Uno que será lançado em 2010, muito mais moderna e compacta. Em sua nova versão, o Uno abandona o formato quadrado e arredonda o seu alinhamento, assumindo um design expressivo e futurista. A dianteira do carro é composta por faróis semelhantes ao do Palio 2008 e a traseira o Renault Twingo devido as lanternas levemente arredondadas. Os comandos do painel de controle na parte interna estão bem variados e prometem garantir mais facilidade para a condução. O novo Fiat Uno 2010 ainda está em estágio de projeção, mas algumas imagens já foram divulgadas. Tudo indica que o lançamento desse carro aconteça no segundo semestre de 2010, mas nada ainda foi confirmado.
No governo do Distrito Federal durante o final de semana e inauguram a segunda-feira (7/12) dando como certa a expulsão do governador José Roberto Arruda do Partido Democrata. Mas há espaço de manobra suficiente para Arruda protelar a decisão, por conta das vacilações dos dirigentes partidários. Nos detalhes do noticiário se constata que o esquema de corrupção exposto pelo ex-secretário Durval Barbosa foi herdado do governo anterior, de Joaquim Roriz, que durou oito anos. Como o denunciante – que fez acordo de delação premiada – teve tempo para gravar uma infinidade de conversas, muitas figuras notórias do Democrata e de outros partidos temem aparecer a qualquer hora estrelando um desses vídeos. O Estado de S.Paulo publicou domingo (6/12), e o Globo repercute na segunda (7), uma avaliação do patrimônio pessoal do governador Arruda: em sete anos, ele ficou 1060% mais rico, e ultimamente andou comprando imóveis de valor elevado em nome de terceiros. No entanto, seus advogados insistem em declarar sua inocência e vão tentar impedir sua expulsão do partido até quinta-feira (10). Podem conseguir a façanha, segundo os jornais, por causa das muitas fissuras na legislação, que deixam o Judiciário de mãos atadas diante da infinidade de recursos disponíveis para quem pode pagar uma boa defesa. Por que não muda. O Globo tentou, no domingo, fazer história com uma ambiciosa reportagem sobre as causas da impunidade dos corruptos no Brasil. Diante da constatação de que apenas 1% das ações contra autoridades no Superior Tribunal de Justiça resultam em condenação, o jornal fluminense tenta pesquisar as razões de tamanha ineficiência. Mas a reportagem se esvazia num emaranhado de opiniões repetitivas sobre a morosidade dos processos, sem apontar onde exatamente seria necessário mudar, que direitos deveriam ser suprimidos ou relativizados para que a Justiça realmente viesse a funcionar. Talvez tenha faltado ao jornal questionar exatamente isso: se existe vontade real dos donos do poder para mudar o sistema judiciário. Um dos entrevistados na reportagem, presidente da Associação Brasileira de Magistrados, afirma que a lei não muda porque empresários influentes e políticos poderosos não querem que mude.
Até o dia 18, negociadores de mais de 190 países terão a difícil missão de chegar a um consenso sobre o novo acordo climático. O secretário executivo da Convenção sobre o Clima da ONU, Yvo de Boer, afirmou que a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) marca “uma virada na reação internacional” sobre o tema. As informações são da BBC Brasil. Em entrevista coletiva no domingo, 6, Boer disse que estava “mais otimista do que nunca” considerando os 17 anos de negociações, pois praticamente todos os dias um novo país apresentava novas intenções de cortes de emissões de gases de efeito estufa. O encontro, segundo ele, seria uma oportunidade de pôr em prática essas propostas. Sob olhares atentos do mundo mas com poucas chances reais de terminar com um acordo efetivo, o encontro começa nesta segunda-feira, 7, em Copenhague, na Dinamarca. Até o dia 18, negociadores de mais de 190 países terão a difícil missão de chegar a um consenso sobre o novo acordo climático para complementar o Protocolo de Quioto depois de 2012.