“Tasso está para o Ceará assim como o Lula está para o Brasil”, diz Cals

O candidato ao governo do Estado pelo PSDB, Marcos Cals e seu vice Pedro Fiúza visitaram o Sistema Jangadeiro de Televisão na tarde desta terça-feira (13). Marcos Cals ressaltou a grande receptividade que vem recebendo dos cearenses. A figura do candidato a reeleição ao Senado, Tasso Jereissati segundo ele, é um grande reforço. “Tasso está para o Ceará assim como o Lula está para o Brasil”, disse o postulante ao governo que acredita que essas eleições irão para o segundo turno. “A eleição é dura, mas é para valer”, afirmou. A insegurança foi um dos pontos mais criticados pelo candidato. “Apesar do grande investimento, cerca de R$ 900 milhões, não temos resultados e os números de homicídios continuam crescendo. É muito dinheiro para as coisas continuarem não acontecendo”. Para o tucano, falta ao atual governo “humildade para reconhecer que erraram”, alfinetou. “O Ceará não pode se curvar ao crime organizado. Tem que partir pra cima, senão vamos virar uma terra sem lei”, disse Cals ao defender uma “reação” imediata com a integração das polícias. Falta estrutura Cals citou seu pai que foi ex-governador do Ceará, César Cals como um homem que deu uma estrutura para a polícia. “Hoje a corporação não está satisfeita. O Roda do Quarteirão não pode ser considerado a segurança toda do Estado mas, um departamento”, completou. O tucano relatou que no município de Cedro, por exemplo, existe delegado mas, não delegacia e em Saboeiro existe o local de trabalho mas, não o profissional. “O que há é uma falta de planejamento e organização. Não está havendo um entrosamento, apesar da boa vontade do secretário. Não sei se o comandante da Polícia Militar escuta as informações de Roberto Monteiro”, criticou ao comentar a falta de comunicação entre o secretário de Segurança Pública e seus comandados. Cals disparou: “tá tudo no improviso”. O candidato pelo PSDB afirmou ainda que há um “muro invisível” entre o atual governo e o povo. Ele, que foi secretário de Justiça de Cid Gomes, disse ter assumido a pasta por uma missão partidária. “Se o PSDB não estivesse satisfeito seria o primeiro a sair. Nunca fui responsável pelo governo, mas sim pelo setor”, disse. O ex-secretário ainda rebateu as declarações de Cid que, durante entrevista à imprensa, “cobrou” dos adversários um melhor nível para o debate. “Ele se referiu a minha crítica a CPRV, mas falei o que escuto do povo”, afirmou. Ainda segundo Cals, os policiais estão abordando o trabalhador “do mesmo jeito que abordam um bandido. Com truculência e desrespeito”. Combate a drogas “Qual foi a ação de combate ao crack aqui no Ceará?”, foi com esse questionamento que Marcos Cals apresentou proposta para a área. Segundo ele há um programa de recuperação e ressocialização dos dependentes químicos, “já testado” pelo governo de São Paulo na gestão do hoje candidato à Presidência do PSDB, José Serra, que vai servir de base para o trabalho que, se eleito, pretende implementar no Ceará. A proposta, segundo Cals, é construir Centros especializados no tratamento de usuários de drogas e depois entregar a administração à entidades religiosas “que serão subsidiadas pelo Governo”. Valorização do Servidor Marcos Cals disse que não se pode administrar sem a “adesão” dos servidores públicos e que o diálogo com todos os atores envolvidos no processo deve ser constante, o que segundo avalia, não vem acontecendo. “Não é fazer de conta, é ouvir mesmo. Se você não tiver a adesão dos servidores o serviço público, aquele que beneficia a população não sai direito”, defendeu. O candidato completou lembrando a dificuldade, segundo ele, imposta a prefeitos do interior para conseguir uma audiência com o atual governador. “Vejam com os prefeitos, façam uma sondagem. Quem teve audiência no gabinete diretamente com o governador antes de anunciar a minha candidatura? Perguntem e vocês vão ver o que estou falando.” Educação Ao final da conversa o tucano afirmou que o governo está comemorando “números que são das prefeituras”, se referindo ao ensino médio. “O ensino fundamental não está bom”, disparou. Com colaboração da repórter Kézya Diniz

MOMENTO POLITÍCO COM: EX - PREFEITO DE BARREIRA - CEARÁ JOSÉ BOANEGES E PROFESSOR DR. ROBERTO FREITAS

A campanha em favor da ficha limpa mobilizou, em todo o Brasil, milhões de pessoas que acreditaram na possibilidade da decência e da ética na política. "UM POLITÍCO DE FICHA LIMPA" CHAMA - SE JOSÉ DE OLIVEIRA JACO "ZÉ BOANEGES"

OLÉÉ

Procuradores pedem impugnação de quase 400 candidatos no País

Número de candidaturas questionadas pode aumentar esta semana, quando termina o prazo para o Ministério Público protocolar seus pedidos. As impugnações terão de ser analisadas até 19 de agosto e recursos poderão ser encaminhados ao TSE e STF. Pelo menos 371 políticos que pretendem concorrer a cargos públicos nas eleições deste ano tiveram suas candidaturas contestadas na Justiça Eleitoral. Levantamento feito pelo Estado junto a órgãos do Ministério Público e da Justiça indica que grande parte desses políticos é acusada de ter ficha suja. Dados preliminares da Justiça Eleitoral indicam que cerca de 20 mil políticos pediram registro para disputar as eleições de outubro. A lista de candidaturas questionadas ainda deve crescer ao longo desta semana, quando termina o prazo para o Ministério Público apresentar os pedidos de impugnação. De acordo com decisão recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os condenados por tribunais não poderão se candidatar porque esse impedimento está previsto na Lei da Ficha Limpa. Pela interpretação da lei, que foi sancionada no dia 4 de junho, deverão ser barrados até mesmo os políticos condenados no passado e aqueles que renunciaram ao mandato para fugir de processo de cassação. Roriz. Entre os políticos que tiveram candidaturas questionadas pelo Ministério Público até agora estão o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA), que pretende concorrer ao Senado, e o ex-governador e ex-senador Joaquim Roriz (PSC-DF), que quer voltar a governar o Distrito Federal. Os dois renunciaram a suas cadeiras no Senado para evitar possíveis cassações. As impugnações terão de ser analisadas até 19 de agosto. Em tese, recursos ainda poderão ser encaminhados ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ex-governador. Em Alagoas, a Procuradoria Regional Eleitoral protocolou ontem seis ações de impugnação de registro de candidaturas com base na Lei da Ficha Limpa. Entre as candidaturas questionadas está a do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), que disputa de novo o governo do Estado. Segundo a procuradoria, os seis políticos são inelegíveis porque têm a ficha suja. A procuradoria deverá contestar outras 300 candidaturas. Somente em Minas Gerais foram protocolados 204 pedidos de impugnação. No TSE, onde são registradas as candidaturas a presidente e vice-presidente da República, nenhum pedido de impugnação tinha sido recebido até a noite de ontem. Em Goiás, o Ministério Público informou que foram analisados nos últimos dias os 760 pedidos de registro de candidatura e que 59 foram impugnados. Dentre eles, 20 envolvem políticos supostamente atingidos pela Lei da Ficha Limpa. No Pará, além de Jader, nove políticos tiveram suas candidaturas contestadas por causa de rejeição de contas relativas a administrações anteriores ou em virtude de renúncias. Um deles é o deputado Paulo Rocha (PT), que agora pediu o registro para concorrer ao Senado. Mas o petista havia renunciado ao mandato de deputado federal em 2005 para evitar uma possível cassação. Ele é suspeito de envolvimento no esquema do mensalão do PT. Inelegível. Roriz e outros seis candidatos do Distrito Federal tiveram até agora suas candidaturas contestadas pela Procuradoria Regional Eleitoral. De acordo com o procurador regional eleitoral Renato Brill de Góes, Roriz, que renunciou em julho de 2007, está inelegível até 2018 e, portanto, não pode disputar o governo. No Acre, o Ministério Público Eleitoral contestou 38 candidaturas por motivos que vão da condenação pela Justiça até dupla filiação partidária. Em Roraima, existem 10 questionamentos. No Ceará, 42 candidatos são alvo de pedidos de impugnação de candidatura feitos pelo Ministério Público. Os motivos são variados: condenações pela Justiça, rejeição de contas e até demissão do serviço público decorrente de processo administrativo. Em Sergipe, a Procuradoria Regional Eleitoral contesta a candidatura a deputado estadual de Luiz Augusto Carvalho Ribeiro (PV) com base na Lei da Ficha Limpa. De acordo com o Ministério Público, ele foi condenado num processo eleitoral no qual foi acusado de ter feito doação para um candidato nas eleições de 2006 acima dos valores permitidos pela lei. Pela legislação eleitoral, as pessoas físicas podem doar até 10% do faturamento bruto declarado no imposto de renda. Erros. Estatística do TSE sobre o número de candidaturas indeferidas nos TREs de todo o País em 2006 mostra que na eleição daquele ano foram rejeitados 1.535 pedidos de registro, ou seja, 7,4% do total de 20.705 candidatos, incluídos os cargos de vice e suplentes. Mas a maioria dessas impugnações ocorreu por erros na inscrição, falta de documentação e pelo fato de o candidato ser analfabeto. Candidaturas sob contestação
Jader Barbalho
Deputado do PMDB do Pará
Em 2001, após ser alvo de denúncias por fraudes na Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), o peemedebista renunciou ao seu mandato de senador para escapar de processo de cassação
Paulo Rocha
Deputado do PT do Pará
Ele renunciou ao mandato de deputado em 2005 depois de ter seu nome envolvido no escândalo do mensalão do PT. Eleito em 2006 para a Câmara, agora pretende disputar uma cadeira no Senado
Ronaldo Lessa
Ex-governador de Alagoas
Condenado pela Justiça
Eleitoral por abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2004, o candidato do PDT - que agora pretende voltar ao governo do Estado - tornou-se inelegível
Jackson Lago
Ex-governador do Maranhão
Foi acusado no fim de 2007 de cometer irregularidades como abuso de poder e compra de votos durante as eleições de 2006. Teve sua cassação
confirmada pelo TSE em março do ano passado
Neudo Campos
Deputado do PP de Roraima
O Ministério Público Eleitoral é autor do pedido deimpugnação de sua candidatura ao governo do Estado, por ele ter sido condenado pelo Tribunal de Contas da União por improbidade administrativa
Anthony Garotinho
Ex-governador do Rio
Candidato do PR a uma vaga na Câmara dos Deputados,
Garotinho foi condenado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder ecopnômico nas eleições de 2008, junto com sua mulher, Rosinha Fonte: O Estado de S.Paulo


A flexibilização da Voz do Brasil

O projeto que flexibiliza o horário da Voz do Brasil foi aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado e, agora, cabe à Mesa Diretora da Casa decidir se ele irá diretamente para o plenário ou se ainda precisa passar pela Comissão de Educação. A transmissão hoje é feita ao vivo e, pela legislação em vigor, deve começar às 19 horas, impreterivelmente. O projeto permite que o programa seja gravado e dá às emissoras a liberdade de levá-lo ao ar, conforme as conveniências de sua programação, sem cortes, entre as 19 e as 23 horas. De autoria do senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), o projeto, em sua versão original, permitia que as rádios iniciassem a transmissão até as 23h59m. Alguns senadores, no entanto, consideraram que esse horário prejudicaria a "natureza informativa" do programa, pois A Voz do Brasil seria transmitida no dia seguinte à cobertura dos fatos e a Comissão de Ciência e Tecnologia aprovou emenda estabelecendo as 23 horas como limite. Vários parlamentares também propuseram critérios distintos para a transmissão da Voz do Brasil pelas rádios educativas e comerciais e pelas emissoras vinculadas aos Poderes Legislativos municipal, estadual e federal. Mas, por causa das diversidades regionais, das diferenças de fusos horários e das especificidades de cada rádio, só foi aprovada a emenda que obriga as emissoras públicas a transmitir o programa no horário atual. Enquanto alguns senadores resistiram à flexibilização do horário da Voz do Brasil, pois utilizam o programa para se promover, o governo se dividiu. O projeto foi apoiado pelo Ministério das Comunicações, cujos técnicos afirmam que o programa é anacrônico e representa um gargalo na grade das rádios comerciais, pois sua transmissão, no horário nobre, derruba a audiência, afugenta patrocinadores e causa prejuízos financeiros às emissoras. Mas foi criticado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, que continua vendo a Voz do Brasil como vitrine midiática de alcance nacional. Para o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Slaviero, a obrigatoriedade de transmissão da Voz do Brasil entre as 19 e as 20 horas representa uma interferência indevida nos meios de comunicação. Entre outros motivos porque esse rigor prejudica as grandes coberturas jornalísticas, a ponto de as rádios comerciais serem obrigadas a interromper coberturas de eventos de grande repercussão para transmitir a desinteressante Voz do Brasil. Do modo como foi concebida, A Voz do Brasil é um programa típico de regimes políticos fechados. Transmitido pela primeira vez em 22 de julho de 1935, com o nome Programa Nacional, ele foi criado pelo governo de Getúlio Vargas com o objetivo de fazer proselitismo político e divulgar realizações do governo, sob o pretexto de prestar um serviço público relevante numa época em que o rádio era o único veículo de comunicação de massa. Durante anos, o programa se limitou a transmitir atos do Poder Executivo. Em 1939, já sob o Estado Novo, o nome foi mudado para Hora do Brasil. Em 1962, o Poder Legislativo passou a ocupar a segunda meia hora do noticiário. E, em 1971, por determinação do general Garrastazu Médici ele passou a se chamar A Voz do Brasil, sendo transmitido das 19 às 20 horas. Liderado pela Rádio Eldorado FM, em 1995 um grupo de emissoras paulistas obteve liminar que as autorizou a transmitir A Voz do Brasil fora desse horário, no início da noite ou até de madrugada. Nesses 75 anos, em que o programa manteve seu caráter compulsório, o País passou por grandes transformações. O Brasil se industrializou e se urbanizou, o que alterou usos, costumes e valores, e ingressou no regime democrático pleno, após a promulgação da Constituição de 88. Com a expansão da tecnologia, os meios de comunicação se diversificaram e as rádios ingressaram numa nova era, adequando-se à concorrência das tevês, blogs e twitters. A flexibilização do horário da Voz do Brasil pode ser o primeiro passo para a mudança daquele que é o mais antigo - e também o mais jurássico - programa radiofônico do País. Fonte: O Estado de S.Paulo

Governo lança nesta terça edital para construção do trem-bala

Leilão deve ocorrer em novembro e o início das obras, até o final de 2011. Ligação entre Campinas, São Paulo e Rio está orçada em R$ 33,1 bilhões. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) lança na manhã desta terça-feira (13) o edital de licitação do trem-bala, que vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. A expectativa é que o edital seja publicado nesta quarta-feira, 14/07, no Diário Oficial da União. A obra deve custar R$ 33,1 bilhões. A data do leilão que vai escolher o consórcio que será responsável pela construção e operação do trem-bala deve ser divulgada no lançamento do edital. O leilão ocorra até o final de novembro e o início das obras, até o final de 2011, após a liberação das licenças ambientais e desapropriações das áreas onde o trem deverá ser construído. Durante o lançamento do edital, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar a mensagem do projeto de lei que será enviado ao Congresso Nacional prevendo a criação da Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A. A estatal será responsável pelo gerenciamento da tecnologia utilizada pelo consórcio vencedor do leilão, além da fiscalização do andamento do projeto. A empresa será ligada ao Ministério dos Transportes. No edital que será lançado nesta quarta, constarão as datas para recursos das empresas que tiverem interesse em participar da construção do trem-bala. De acordo a ANTT, o prazo de quase três meses previsto entre o lançamento do edital e a realização do leilão será utilizado para o desenvolvimento dos projetos e suas propostas. Modificações o edital que será lançado deve estar adaptado às recomendações feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Análises técnicas do tribunal determinaram uma redução de R$ 1,5 bilhão no valor inicialmente orçado para a obra. Na análise do tribunal, o valor da obra – que inclui construção, operação, manutenção e conservação da estrada de ferro entre os três municípios – deve ficar em R$ 33,1 bilhões. Quando estiver pronto, a ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro deve ser feito em cerca de uma hora e meia. Grupos coreanos, japoneses, chineses, espanhóis, franceses e alemães já manifestaram interesse pelo projeto. Fonte: http://g1.globo.com/

O fim da emissão dos cartões de plástico do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF)

CPF (Cadastro de Pessoa Física) O fim da emissão dos cartões de plástico do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) pode começar já no próximo mês de agosto. De acordo com informações da Receita Federal, a previsão é que a partir do próximo mês, todos os novos inscritos já não recebam mais o cartão azul com o número do documento. A partir de agora, quando o contribuinte for à Caixa Econômica Federal, ao Banco do Brasil ou aos Correios para fazer o CPF, ele sairá com o número impresso em um comprovante parecido com os emitidos em caixas eletrônicos de bancos. Quem quiser ter um documento definitivo, poderá acessar o site da Receita (www.receita.fazenda.gov.br) após o cadastro e imprimi-lo. A medida, segundo a Receita, vai acabar com a necessidade de pagamento para emissão de segunda via do documento. Ainda segundo a Receita, o valor para a emissão do CPF não muda: os contribuintes que se inscreverem continuam pagando R$ 5,50. O objetivo é que ainda nos próximos meses o cadastro do CPF seja feito somente pela Internet, sem a necessidade de comparecer a uma agência credenciada. Quem já possui o cartão azul, pode continuar com o documento.

Em três atos de campanha, Cid não pede voto para Dilma

O POVO acompanhou três atos de campanha de Cid Gomes (PSB), nos três primeiros dias de campanha, e em nenhum deles o governador e candidato à reeleição, Cid Gomes (PSB), pediu voto para a candidata de seu partido à Presidência. Passados três dias de campanha eleitoral, a empreitada da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), ainda não obteve visibilidade nos movimentos eleitorais de seu principal apoiador no Ceará: o governador de Cid Gomes (PSB), que está em campanha pela reeleição. Da última terça-feira até hoje, O POVO acompanhou três dos primeiros atos de campanha de Cid. Em nenhum deles o governador pediu votos para Dilma Rousseff. Nos eventos, Cid tem se movimentado explicitamente a favor das candidaturas de Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), que disputam assento no Senado Federal. Um pedido de voto, um elogio ou uma simples citação para Dilma Rousseff, porém, ainda não saiu da boca do governador nos primeiros contatos com o eleitorado cearense. O irmão de Cid, o deputado federal Ciro Gomes (PSB), era pré-candidato à Presidência da República, mas o sonho de voltar a concorrer ao Palácio do Planalto foi abortado pela direção nacional do PSB, que preferiu apoiar Dilma. Ontem pela manhã, o governador foi ao Centro de Turismo de Fortaleza (Emcetur) acompanhado de Pimentel e Eunício. Na véspera, na noite da última quarta-feira, em visita ao município de Itaitinga, o governador chegou a discursar, com microfone e caixa de som, mas, novamente, sem pedir votos para Dilma. No primeiro dia de campanha, durante visita ao Mercado Central, os pedidos de voto para Dilma também não ocorreram. No fim de junho, na convenção do PSB com os partidos que homologaram apoio formal à sua reeleição, Cid também não falou de Dilma. Mais tarde, questionado por jornalistas, o governador-candidato disse que se tratara de esquecimento seu. Diferença A situação é bem diferente da de quatro anos antes, quando Cid usou amplamente a imagem e o nome de seu candidato à Presidência: Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na época, Cid era apresentado nas caminhadas como “irmão do Ciro e candidato do Lula”. O próprio hoje governador chegou a dizer que, em suas andanças, a primeira coisa que lhe perguntavam era se ele votava em Lula, senão não queriam conversa. Ontem, a comitiva de candidatos visitou cada um dos boxes da Emcetur, distribuindo abraços, sorrisos e pedindo, claro, “ajuda” (leia-se votos) das pessoas. Cid liderou a caminhada e, a cada abordagem, apresentou Eunício e Pimentel, avisando aos cidadãos que aqueles são seus candidatos ao Senado. A única menção a Dilma foi ao ser questionado pelo O POVO sobre a polêmica em torno do plano de governo que Dilma entregou à Justiça Eleitoral. Cid defendeu a petista dizendo que é curto o prazo entre as convenções eleitorais e a entrega da documentação ao TSE. Segundo ele, Dilma não deixou de ler o documento, mas, em função do curto prazo, não teve tempo para fazer um plano de governo em conjunto com os demais partidos coligados. Fonte: O Povo

O Ceará está parado'', diz Tasso sobre Governo Cid

O senador fez duras críticas ao Governo Cid durante o primeiro comício da campanha eleitoral deste ano. Ataques tiveram como alvo sobretudo a CPRV. No primeiro comício da campanha eleitoral deste ano, o senador e candidato à reeleição Tasso Jereissati (PSDB) fez duras críticas ao Governo de Cid Gomes (PSB), até pouco tempo atrás seu aliado. Para Tasso, o Ceará está “parado” e a população tem “medo” do governo. “O Ceará está parado. A gente só vê uma obrinha aqui e uma obrinha ali. Comparando aos outros Estados do Nordeste, a situação do Ceará é a pior”, bradou o senador no palanque armado no centro de Viçosa (a 350 km de Fortaleza), na noite de ontem. Mesmo discurso do jingle da campanha tucana, entoado repetidas vezes no evento: “O Ceará que ele transformou agora parou, não deu em nada”, diz trecho da música, em tom de forró, numa referência ao que foi o Governo das Mudanças, de Tasso, e agora, o governo Cid. O comício fechou um dia de caminhadas por cidades do Interior do Estado. Segundo Tasso, por onde ele e seu candidato ao Governo, Marcos Cals (PSDB), passavam, pessoas comuns reclamavam da forte ação da Companhia de Policiamento Rodoviário (CPRV) do Ceará, que tem apreendido veículos com documentação irregular com grande frequência. “Em todas as cidades, cidadãos chegam para me dizer que estão com medo do governo. E eu nunca esperava ouvir isso”, afirmou. Cals reforçou o discurso de Tasso. Último a falar, reclamou da CPRV e da ação do Governo Cid contra o piso nacional dos professores, aprovado no ano passado. “A polícia da CPRV que persegue os cidadãos funciona. Mas a polícia para dar segurança não funciona.” Segundo Cals, que até março foi secretário de Justiça de Cid, não há incoerência no fato de agora ele fazer críticas ao governo. “Apenas estamos reverberando o que a população diz”, afirmou. No palanque, ele justificou seu posicionamento: “Eu nunca fui responsável pelo governo, apenas por um setor”. O comício foi acompanhado por muitas pessoas de outros municípios, levadas em caminhões paus-de-arara sem qualquer condição de segurança. Hoje, os tucanos passam o dia com o presidenciável José Serra (PSDB) em visitas ao Interior. E foi Cals que o anunciou: “Vocês podem ter certeza que depois nós vamos cobrar dele o compromisso com o nosso povo do Ceará”, disse. Fonte O Povo.

CPI do Castelão: Heitor diz que governo confessa culpa

Manobra mostra que há algo de muito podre no Governo do Estado Como não poderia deixar de ser, a abortada CPI do Castelão foi o centro das discussões ontem, na Assembleia Legislativa. Agora, na oposição ao governo, os deputados do PSDB iniciaram a sessão criticando a manobra regimental que sepultou a investigação. Um “tapete para cobrir a sujeira da licitação”, segundo Fernando Hugo. Na terça-feira, os deputados Edson Silva e Roberto Cláudio, ambos do PSB, partido do governador Cid Gomes, protocolaram pedidos de CPIs para investigar, respectivamente, o tráfico de drogas e a comercialização de produtos falsificados no Ceará. Como o regimento da Assembleia não permite o funcionamento simultâneo de três comissões de inquérito, a CPI do Castelão, que pretendia apurar denúncias de irregularidades na licitação da reforma do estádio, acabou inviabilizada. Apesar de bem sucedido, o ardil não deixará de ser notado pelo eleitorado, avaliou Hugo. “O governo deu um tiro no pé, porque o povo não é burro e sabe que quem não deve não teme nem treme, e o governo temeu e tremeu”, declarou, na tribuna, o tucano, cujas críticas foram reforçadas por outros deputados do PSDB, agora na oposição ao governo. Para João Jaime, as CPIs sugeridas pela base constituem “um grande golpe”. Ciro Pimenta, por sua vez, afirmou que a CPI da Pirataria atingirá os cearenses mais desvalidos. “Esse governo protege os ricos e persegue os pobres. O pobre que trabalha com pirataria para sobreviver é que será prejudicado”. “A CPI da Pirataria é da pirataria mesmo: pegou todo mundo desavisado”, emendou Vasques Landim (PR). ALGO DE PODRE NO REINO Na tribuna, Heitor Férrer recordou os acontecimentos de terça-feira. Disse ter saído do plenário com “a certeza absoluta do dever cumprido”, por ter protocolado o pedido de CPI do Castelão. “Cumpri meu dever de parlamentar e de fiscal do Poder Executivo”. Para o pedetista, que se disse “estarrecido” e “decepcionado”, o travamento de sua CPI por parte do governo equivale a uma confissão de culpa. “O governo Cid Gomes mostrou que não resiste a uma investigação. Intramuros, o governo deve estar em regozijo. Mas perante a sociedade, a CPI já tem uma conclusão escrita pelo governo do Ceará: ‘Confesso a minha culpa. Não resisto a uma investigação’”. Coube até paráfrase do poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare (1564 – 1616) no discurso do pedetista. “Para a sociedade, há algo de muito podre no governo da Dinamarca. Há algo de muito podre no governo de Cid Gomes. Posso afirmar: o rei está nu. Está nu em praça pública. Pode até estar cantando vitória, mas, perante à opinião pública, o governo tirou a máscara de sério e transparente. Lamento dizer: não descarto a possibilidade de corrupção dentro do governo”. CHIFRE EM CABEÇA DE CAVALO Em resposta, o líder do governo na Assembleia, o deputado Nelson Martins (PT), tranquilo como há alguns dias não se via, listou ações do governo estadual que, na sua argumentação, desmentem as acusações lançadas por Férrer. “Os fatos dizem tudo. O governo criou o Portal da Transparência, onde constam todas as receitas, despesas, contratos feitos pela administração. Criou o Portal das Compras, onde todo mundo pode acompanhar ao vivo as licitações do governo. Existe o governo itinerante, que visita os municípios. São várias ações no sentido da transparência”. O petista, mais uma vez, recorreu ao relatório da 7ª Inspetoria de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado, que concluiu não haver indício de irregularidade na licitação para as obras no Castelão. Ademais, segundo Nelson, o mesmo tribunal decidiu, por maioria de votos, que não há irregularidade na Parceria Público-Privada firmada pelo governo. “Então, qual sentido tem apresentar um pedido de CPI?”, questionou o líder do governo. “Manobra é brincar de fazer CPI, quando o tribunal já havia analisado todas essas questões”. Nelson ainda alertou que a tentativa de “botar chifre na cabeça de cavalo” pode acabar tirando do Ceará o jogo de abertura da Copa de 2014. Adahil chama atenção para CPI dos Grampos Além de reprovar a manobra do governo que emperrou a CPI do Castelão, o deputado Adahil Barreto (PR) destacou, ontem, que solicitou a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar a existência e a utilização de equipamentos de escuta, os chamados “guardiões”, pelo governo estadual. A CPI dos Grampos, como a chama o deputado, não foi instalado em virtude da falta de assinaturas. São necessárias 12 delas, mas, por ora, o pedido de investigação foi subscrito apenas pelos deputados Vasques Landim (PR), Heitor Férrer (PDT) e os tucanos João Jaime, Tomás Figueiredo e Cirilo Pimenta. Adahil baseia seu requerimento em denúncias publicadas pela revista Veja. De acordo com a publicação, o governo cearense teria instalado quatro equipamentos de escuta, sendo dois na Secretaria da Segurança Pública, um no Ministério Público Estadual e um na Secretaria da Fazenda. O parlamentar disse ter notado uma contradição entre o líder do governo na Assembleia, Nelson Martins (PT), e o ex-secretário da Fazenda, Mauro Filho (PSB). Segundo o primeiro, existe um “guardião” na Secretaria da Fazenda, mas a máquina não está sendo utilizada. Já Mauro Filho, de acordo com Adahil, afirma que não há um “guardião” naquela Secretaria. Para o deputado, é preciso saber se os equipamentos estão sendo operados “como manda a lei, ou seja, a serviço do Judiciário”. Fonte: O Estadoce.

Ministério da Saúde estima que 25 mil jovens corram risco de vida pelo uso de crack

Brasília – O crack, droga formada pela mistura de bicarbonato de sódio e cocaína, ameaça a vida de 25 mil jovens brasileiros. A estimativa é do Ministério da Saúde e, segundo o coordenador de Saúde Mental, Álcool e Drogas do ministério, Pedro Delgado, a dependência coloca esses jovens no nível de marginalidade extrema. Ele falou sobre o problema no Seminário Internacional de Políticas sobre Drogas, na Câmara Federal. Delgado disse ainda que faltam estudos de âmbito nacional sobre o tema, mas os dados do ministério mostram que existem padrões diferentes de uso das drogas, inclusive do crack. “Existem duas populações de consumidores de crack no Brasil. Uma que estimamos em 25 mil jovens que estejam em vulnerabilidade máxima e corram risco de vida e outra, em situação menos grave, com 600 mil pessoas que fazem uso frequente da droga”. O coordenador do Ministério da Saúde também falou do problema da mortalidade de adolescentes pelo uso de drogas, citando Maceió como a cidade com o maior registro de morte violenta de jovens. “Temos convicção de que isto tem a ver com a vulnerabilidade associada ao uso de drogas”, disse. Em maio deste ano o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que cria o Plano Nacional de Combate ao Crack que destinou R$ 90 milhões para o Ministério da Saúde, prioritariamente para a ampliação dos leitos em hospitais gerais. Mais R$ 210 milhões de recursos novos do orçamento do ministério estão sendo utilizados para a ampliação de centros de Atendimento Psicossocial para dependentes químicos, que nas cidades com mais de 200 mil habitantes passarão a funcionar durante 24 horas.
Segundo o representante do Ministério da Saúde apesar da necessidade de ampliação do número de vagas em hospitais gerais, a internação não deve ser vista como a solução do problema. “Em situação de risco existe a opção da internação, mas ela não é a solução para o crack. Os casos mais graves acometem pessoas que passaram pela internação. Precisamos de ações intersetoriais para combater o problema”, disse. O secretário nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), general Paulo Uchôa, disse que em agosto começam os cursos a distância para a formação de profissionais de diversas áreas para lidar com o problema do crack. Serão 80 mil vagas destinadas a religiosos, conselheiros de infância e adolescência, educadores e profissionais de saúde. “A ideia é fazer uma capacitação coletiva para que todos falem a mesma linguagem”, afirmou. Uchôa falou também que uma pesquisa realizada pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) mostrará o retrato da situação do crack no país, desde o consumo, o perfil do dependente até as consequências da droga sobre as famílias. Os primeiros dados da pesquisa devem ser apresentados em setembro. “Com base nos dados revelados na pesquisa faremos um redirecionamento ou direcionamento das ações. Temos muitos informações sobre a cocaína, mas não temos dados aprofundados sobre o uso do crack”. Fonte: Agência Brasil

Neném sufocou e esquartejou Elisa Samudio, diz Menor em depoimento.

Leia na íntegra aqui no Momento Verdadeiro a reprodução do depoimento do adolescente, revelando dados chocantes que foram primordiais para que fosse decretada a prisão temporária do goleiro Bruno, e Macarrão para prestar esclarecimentos. A versão do (Menor) sobre o crime está em quatro páginas. Ele disse que foi convidado por (Macarrão) a levar Eliza Samudio ao sitio do goleiro Bruno em Minas Gerais. Macarrão já tinha planejado tudo e mandou o Menor se esconder no porta-malas do carro. Já com carro em movimento o Menor que estava escondido na mala, pulou para o banco de traz com a arma em punho rendendo Eliza e dizendo, perdeu Eliza! Perdeu Eliza. Ela conseguiu pegar a arma e atirou contra o Menor, mas a arma estava sem munição. O adolescente conseguiu recuperar a arma e deu três coronhadas na cabeça de Eliza. Com Eliza sob a mira da pistola, agora carregada à viagem continuou até o sítio de Bruno, aonde chegaram de madrugada. O rapaz dormiu em um quarto, Macarrão em outro, e Eliza com o filho num terceiro quarto. Havia também uma empregada doméstica, no dia seguinte Eliza não permaneceu trancada. Sergio Rosa Salles, primo de Bruno que chegou naquele dia passou a vigiar Eliza. O Menor disse que viu Sergio entregar um telefone para que Eliza ligasse para uma amiga em São Paulo. Sergio a mandava dizer que estava tudo bem, que ela receberia dinheiro e apartamento em Belo Horizonte. Eliza foi ameaçada de morte caso não dissesse o combinado. No dia seguinte Bruno chegou de taxi ao sítio, pois tinha viajado de avião até Belo Horizonte. Segundo o adolescente, Bruno ficou surpreso quando viu Eliza assistindo televisão na sala do sítio. Bruno saiu da sala e disse para o Menor, Macarrão e Sergio o que está acontecendo. O Jovem então conta que ouviu Bruno dizer para Macarrão e Sergio que era para eles resolverem o problema, que não queria problema para o lado dele e que ele, Bruno não saberia de nada. Então Macarrão e Sergio disseram que não poderiam libertar Eliza, pois o problema seria ainda maior, e Bruno disse que já havia acontecido “M” da última vez e que não queria que o problema se repetisse com Eliza. O goleiro permaneceu no sítio por duas horas e depois chamou um taxi para levá-lo ao aeroporto, pois queria voltar para o Rio de Janeiro no mesmo dia. No dia seguinte o adolescente, Macarrão, Sergio, Eliza e o filho dela entraram no carro de Bruno e seguiram rumo a Belo Horizonte. O adolescente contou que chegaram a um local que parecia um sítio, e foram recebidos por um homem alto, negro, chamado Neném. O desfecho do caso na versão do Menor é chocante. Ele disse ter visto uma faca grande, Neném pegou Eliza, amarrou os braços dela com uma corda e deu uma gravata sufocando-a, em seguida pediu que todos deixassem o local. Sergio carregava o filho de Eliza, logo depois Neném passou com um saco e seguiu em direção a um canil onde havia quatro rotweilers, o adolescente disse que viu a hora que ele retirou a mão de Eliza e arremessou para os cães. Segundo o adolescente os ossos de Eliza foram concretados no mesmo terreno que ela foi morta. Depois do crime ele voltou para casa de Bruno no Rio de Janeiro e não falou com Bruno sobre o acontecido. O menor contou que não recebeu dinheiro para participar do crime, e estava arrependido. As informações foram repassadas pelo repórter Paulo Roberto Soares, que teve acesso com exclusividade ao depoimento do Jovem.Edição: Washington Luiz.