Propaganda dos candidatos a presidente em clima de apresentação

O horário eleitoral gratuito começou às 7h desta terça-feira (17) com 50 minutos de propaganda nas emissoras de rádio. Os presidenciáveis, que tiveram metade desse tempo, utilizaram o espaço para fazer as primeiras apresentações, defender propostas e mostrar quais recursos devem marcar a utilização do espaço. Os demais 25 minutos foram dedicados aos candidatos à Câmara dos Deputados. Entre os partidos, apenas PCO e PCB não utilizaram o tempo para promover seus candidatos à Presidência, obrigando a inserção de um aviso. No texto padrão, um narrador informava, repetidas vezes, que o espaço estava reservado aos respectivos partidos.
José Serra
A campanha de José Serra (PSDB) abriu espaço eleitoral no rádio. O programa tucano explorou o diálogo entre dois personagens, Chico (um mineiro) e Ari (um baiano), que conversaram com o apresentador do programa sobre o candidato e suas principais propostas. A produção destacou o trabalho do tucano no Ministério da Saúde e abordou detalhes de sua biografia. A origem de Serra foi ressaltada quando foi afirmado que o pai do tucano carregou caixa de frutas para que o filho pudesse carregar caixa de livros. O programa teve ainda música de campanha cantada por Elba Ramalho.
Plínio de Arruda Sampaio
O segundo na ordem da propaganda eleitoral foi Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Logo no início do programa, ele foi apresentado como “primeirão no debate da Band”. Ele se apresentou como candidato que busca a justiça e defende as minorias. O narrador do programa diz que “Plínio parece frágil, mas não é”, e afirma ainda que o candidato já lutou contra ditadura e tem experiência.
PCO e PCB
O PCO, terceiro partido, não utilizou o espaço reservado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assim como o PCB, último partido na ordem do primeiro dia de propaganda. Nos dois casos, um narrador apenas repetiu diversas vezes que o espaço estava reservado aos partidos.
Zé Maria
A quarta inserção foi a do candidato Zé Maria (PSTU). O próprio Zé Maria abriu a propaganda. O partido defendeu que, no “Brasil de verdade”, prosseguem os problemas de endividamento da população, dificuldades na habitação, segurança e saúde. Zé Maria criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pouco tempo disponível para seu programa na TV e a ausência de convites para participar de debates.
Dilma Rousseff
No programa de Dilma Rousseff (PT), após a introdução de narradores, Lula foi o primeiro a falar, deu crédito de “boa parte” das realizações do governo à candidata e disse que ela continuará o que começaram juntos. Dilma falou na sequência. Ela teve a biografia apresentada, ressaltou mudança no jeito de governar, com foco nos avanços sociais e apresentou propostas. O encerramento foi com música que traz espécie de recado de Lula para Dilma: “deixo em tuas mãos meu povo, e tudo que mais amei, mas só deixo porque sei, que vais continuar o que fiz”.
José Maria Eymael
Na sequência, o horário eleitoral reservou espaço para a participação de José Maria Eymael (PSDC). O candidato apostou na reprodução de seu jingle e apresentou sua biografia política. A campanha utilizou o espaço para divulgar o endereço do site com detalhamento das propostas.
Levy Fidélix
O candidato Levy Fidélix (PRTB) se apresentou como defensor das pessoas e empresas que “pagam cada vez mais impostos” no país. O presidenciável disse que quer ser o candidato da justiça, do progresso e do desenvolvimento.
Marina Silva
O encerramento do primeiro bloco da propaganda coube ao Partido Verde. A candidata Marina Silva começou o programa falando das ameaças ao planeta e defendeu a urgência na defesa da causa do meio ambiente. Segundo a candidata, o Brasil tem um papel fundamental na construção de um planeta sustentável. O programa explorou no encerramento o jingle de campanha, que tem como estrofe o verso “eu sou brasileiro, eu sou marineiro”.
DIVISÃO
O horário eleitoral gratuito será exibido no rádio e na televisão até o dia 30 de setembro, em três blocos, de manhã, de tarde e de noite. Os programas dos candidatos ao Palácio do Planalto terão 25 minutos de duração e serão veiculados às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, de 7h às 7h25 e de 12h às 12h25, no rádio, e de 13h às 13h25 e de 20h30 às 20h55, na televisão. Em seguida, serão exibidos os programas dos concorrentes ao cargo de deputado federal, que terão ao todo 25 minutos. Os candidatos a governador terão as propagandas exibidas nas segundas, quartas e sextas-feiras em um bloco de 18 minutos, seguido dos programas de deputado estadual e distrital (17 minutos) e senador (15 minutos). Além dos programas em bloco, serão veiculados 30 minutos diários – seis para cada cargo – divididos em inserções de até 60 segundos, ao longo da programação das emissoras, entre 8h e 24h, inclusive aos domingos.” (Portal G1)

Artista crucifica animais e faz 'obras de arte' com o sangue deles

Hermann Nitsch tem entre os seus fãs figuras de peso como David Bowie e Yoko Ono. Mas também coleciona inimigos. O polêmico "artista" faz performances bizarras. Ele crucifica e sacrifica animais em um palco e depois usa o sangue deles para fazer "obras de arte". O espetáculo sangrento é baseado, segundo ele, nos sacrifícios e nas orgias da Roma Antiga. Agora Nitsch, de 72 anos, está atraindo mais controvérsia. Ele está se apresentando para crianças e adolescentes no museu dedicado ao seu trabalho em Mistelbach (Áustria). Tudo para questionar valores religiosos e a cultura da violência, incluindo a retratada nos videogames. Seus críticos reagiram ferozmente. "Esperamos que um pouco da veneração do mestre pela cor deixe alguns deles ruborizados", disse Dagmar Kunert, curador da exposição, segundo o "Orange News". Extraído O Globo.

Rancho faz mulas saltarem de 6 metros em piscina

Para muitos, crueldade. Para outros, diversão. Para Smokey e Dipsy Doodle, tormento. As mulas são forçadas a pular de uma plataforma, com altura de mais de 6 metros, em uma piscina com profundidade de 1 metro e 80 centímetros. O "espetáculo" acontece em um rodeio em Pipe Creek, perto de San Antonio (Texas, EUA).
O responsável pelo "show", Bill Rivers, garante que as mulas curtem a "apresentação". "Se elas não gostassem, não fariam aquilo", comentou, segundo reportagem do "News of the World". O evento costuma atrair uma multidão ao rancho texano. Extraído O Globo.

Ipea divulga informações sobre a origem dos migrantes no Brasil

As análises são feitas com base em dados do IBGE, que permitiram aos pesquisadores identificar como migrantes aqueles que mudaram de estado nos cinco anos anteriores. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga hoje, às 10 horas, o Comunicado do Ipea nº 61 – Migração Interna no Brasil. O estudo, que será apresentado em entrevista coletiva on-line no auditório do Instituto, em Brasília, traz informações sobre a origem dos migrantes internos nas regiões do Brasil, além de dados ligados a demografia e condições socioeconômicas desses brasileiros, que representam quase dois por cento da população. Os dados qualificam o migrante em quatro diferentes anos: 1995, 2001, 2005 e 2008. As análises são feitas com base em dados do IBGE, que permitiram aos pesquisadores identificar como migrantes aqueles que mudaram de estado nos cinco anos anteriores a cada uma das datas usadas na pesquisa. Sobre os fluxos migratórios, o estudo mostra que grande parte da migração não se dá de regiões mais pobres para outras mais ricas. A maior parte dos migrantes está nas regiões Nordeste e Sudeste, com valores próximos para imigrantes e emigrantes das duas regiões. A apresentação será transmitida ao vivo para todo o Brasil. Jornalistas poderão enviar suas perguntas, que serão respondidas pelos pesquisadores na coletiva on-line. Para participar, basta cadastrar-se pelo e-mail coletiva@ipea.gov.br. Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada www.ipea.gov.br Fundação pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais - possibilitando a formulação de inúmeras políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiro - e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos realizados por seus técnicos. Extraído O estado

Desertificação não teremos onde plantar em 2050

Com a ICID, começam os esforços oficiais para impedir que mundo seque. Segundo a ONU, em 2050 mais de um terço do solo cultivável do planeta será engolido pela desertificação. Começou a ICID 18 e um prefeito de 13 anos, um homem de Benim, um secretário do Ministério do Meio Ambiente e o diretor do evento foram os destaques da solenidade de abertura, nesta segunda-feira, no Centro de Convenções. Além da ICID, a solenidade deu início à Década das Nações Unidas sobre Desertos e de Combate à Desertificação (leia mais na página 11). ICID 18 é a sigla muito sóbria da “2ª Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas” que, apesar do nome, contempla todas as regiões secas do planeta. Dezoito foram os anos que separaram a primeira edição, em 1992, da atual. O prefeito é, na verdade, “prefeito-mirim” de Maracanaú, Davi Santos. Vestido de adulto, a passeio completo, era um homem em miniatura discursando. Falando com a desenvoltura de um político e a simplicidade de uma criança, Davi cumpriu o papel de sensibilizador e arrancou os aplausos mais calorosos da plateia quando pediu o trivial: que cuidássemos de nossos filhos como ele, apenas uma criança, já pensa nos seus. A preocupação se justifica: “Não é apenas o trigo, o pão que deixaremos de comer: um terço das áreas cultiváveis do planeta deixará de existir em 2050, quando seremos nove bilhões de pessoas”. A previsão foi feita pelo secretário executivo da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, Luc Gnacadja (pronuncia-se “Nacátia”), natural do discreto país africano Benin e grande autoridade da ICID 18. O prognóstico é baseado na tendência global de degradação da qualidade do solo pela desertificação. “Não sabemos o quão rápido nem onde isso acontecerá. É em conferências como essa (a ICID 18) e em campanhas que poremos em prática que os cientistas precisam mostrar essa realidade para mudar a mente das pessoas e dos tomadores de decisão”, disse Gnacadja. Nesse contexto, a Rio 20 (ou a Cúpula da Terra de 2012, sucessora da Rio-92) entrará como grande marco, consolidando – essa é a expectativa – políticas globais de sustentabilidade, onde se encaixa, inerentemente, o combate à desertificação. E a ICID serve como reunião preparatória para 2012. “Nosso primeiro objetivo é influenciar a agenda da Rio 20. Queremos que a Cúpula contemple em sua agenda a política de desenvolvimento e sustentabilidade das regiões secas. Regiões onde se concentra a pobreza do mundo e os problemas de degradação e das mudanças climáticas serão mais sentidos em termos sociais” – disse o diretor da ICID, Antônio Rocha Magalhães. O Ministério do Meio Ambiente esteve representado por seu secretário executivo José Machado, eloquente ao propor o “pacto político”, a inversão de prioridades necessárias para a transformação do semiárido brasileiro. Em suas palavras: “Precisamos de uma visão política para além do conhecimento técnico. Temos problemas ambientais, socioeconômicos e o que falta, sobretudo, é compromisso. Isso significa romper divergências. As instituições têm dificuldade de dialogar entre si, muitas vezes movidas pela vaidade. Mas precisamos construir um padrão de desenvolvimento sustentável, o que requer, sobretudo, visão de futuro”. A política precisa ouvir a ciência Convergência entre políticos e cientistas foi uma tônica em todos os discursos na abertura da ICID 18. A demanda é urgente, como exemplificou Luc Gnacadja ao ler carta do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon: mais de dois bilhões de seres humanos vivem nas regiões secas, com renda per capita de menos de um dólar por dia e dificuldades de acesso à água. “A degradação é problema global que exige resposta global” – citava a carta de Ban Ki-moon. “Precisamos de campanhas de longo prazo para combater a desertificação. Por que ela existe? Temos que pensar sobre isso” – disse Gnacadja, para quem a qualificação técnico-científica e a transferência de tecnologia entre nações são pilares fundamentais para a construção de um novo paradigma. “Os semiáridos devem ser vistos como ativos e não passivos da sustentabilidade. Isso não é problema de uma nação, mas da civilização. Não de uma geração, mas uma herança para as gerações futuras”. José Machado e Antônio Rocha Magalhães partilham da ideia. E a ICID 18, para eles, apresenta-se como uma oportunidade para ciência e política se encontrarem, uma contribuição para o diálogo entre cientistas e tomadores de decisões internacionais. No entanto, o diálogo é apenas um meio. “As autoridades têm que agir enquanto falam e falar enquanto agem” – bem pontuou Luc Gnacadja. A advertência é pertinente: quando a sustentabilidade ganha a mídia, transforma-se num poderoso elemento de marketing, inclusive político, e é explorada sem pudor por quem quer lucrar com ela. A prática, já bastante difundida, é chamada de “greenwashing”. Em bom português: pintar de verde e dizer que é ecológico. Apenas no primeiro semestre de 2010, por exemplo, Fortaleza teve dois bons modelos da divergência perniciosa entre ciência e política, que justificam o alerta de Luc. O mais badalado foi a quase instalação – à época, obsessão de Cid Gomes – de um estaleiro no Titanzinho, que é Zona de Especial Interesse Social. Outro fato de cunho político que indignou cientistas locais foi a suspensão da lei municipal que transformou as dunas do Cocó em Área de Relevante Interesse Ecológico. Na ocasião, o desembargador Ernani Barreira concedeu polêmica liminar suspendendo os efeitos da lei, que protegia as paleodunas da especulação imobiliária. Vendo Ernani Barreira e Cid Gomes na mesa de abertura da ICID 18, não há como esquecer a mensagem de Luc: é preciso agir enquanto se fala. Por Tarik Otoch

Horário Eleitoral

17 Liminares podem beneficiar até os barrados por Ficha Limpa

Ex-prefeitos que foram candidatos e acabaram barrados em função de desaprovação de suas contas pelo TCM podem se beneficiar de brecha aberta pelo STF ao conceder liminar. Mas quem acumula condenação também por outros motivos não se beneficiaria 17 candidatos no Ceará indeferidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) com base na Lei Ficha Limpa (lei complementar 135/10) podem ser beneficiados pela brecha aberta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na última sexta-feira, o ministro do STF Celso de Mello concedeu liminares em favor do candidato a deputado federal Adler Girão (PR) e do candidato a deputado estadual Neto Nunes (PMDB), suspendendo a desaprovação de suas contas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A decisão do Supremo pode abrir precedente para todos os candidatos que foram prefeitos e tiveram o registro indeferido pelo TRE-CE por desaprovação de contas pelo TCM. Advogado dos dois candidatos, Vicente Aquino acredita que todos os barrados por esse motivo irão conseguir liminares favoráveis. A lei da Ficha Limpa proíbe que pessoas condenadas por um órgão colegiado participem das eleições. Neto Nunes e Adler Girão tiveram suas contas desaprovadas pelo TCM-CE, quando eram prefeitos de Icó e Morada Nova, respectivamente. O advogado alegou ao STF inconstitucionalidade do indeferimento, argumentando que o TCM não tem competência para julgar chefes do Executivo (como prefeito). Portanto, a condenação seria “nula”. “Ao condenar ex-prefeitos, o TCM foi além de sua competência”, disse o advogado, destacando que o julgamento de contas de prefeitos cabe ao Legislativo. A assessoria do TCM informou que o Tribunal de Contas não julga os prefeitos, apenas envia ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e à Justiça Eleitoral a relação dos nomes de gestores públicos municipais que tiveram contas desaprovadas em caráter definitivo pelo Tribunal. O procurador Regional Eleitoral, Alessander Sales, discorda da posição do advogado. Ele afirma que a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entende que, quando o pedido de liminar se dá após o registro da candidatura, esta deve ser indeferida. “Os candidatos tiveram as contas desaprovadas há vários anos, tiveram tempo para resolver a situação, mas só agora, quando chega o período eleitoral, entram com pedido de liminar”, reclama.Tiro na lei Para Alessander, a concessão de liminares pelo STF enfraquece a lei da Ficha Limpa. “É um tiro no coração da lei”, diz, porque “os candidatos condenados recebem uma sinalização de que a lei não prevalece”. Entretanto, ele admite que a “questão é controversa até no próprio Supremo”. A limitar concedida pelo ministro Celso de Mello, já havia sido negada pelo também ministro Carlos Ayres Britto.

QUEM SE BENEFICIARIA

Candidato a deputado federal.
Manoel Salviano (PSDB)
Eugênio Rabelo (PP)
Adler Girão (PR)
Ilário Marques (PT)

Candidato a deputado estadual.
José Wilson Alves Chaves (PP)
Francisco José Cunha de Queiroz (PTC)
Luiz Ximenes Filho (DEM)
Dedé Teixeira (PT)
Edilmo Costa (PR)
Carlos Macedo (PSB)
Cirilo Pimenta (PSDB)
Sineval Roque (PR)
Neto Nunes (PMDB)
Eduardo Florentino Ribeiro (PSDC)
Felipe Aguiar Fonseca da Mota (PR)
Nenen Coelho (PSDB)

Candidato a governador.
Marcelo Silva (PV) José Gerardo Arruda (PMDB),
candidato a deputado federal, não se beneficiaria porque, além do TCM, possui condenação no STF. Extraído do Jornal O Povo.

Ataque suicida mata pelo menos 51 em Bagdá

Um ataque suicida matou pelo menos 51 pessoas e deixou mais de cem feridas em um centro de recrutamento do Exército iraquiano em Bagdá na manhã desta terça-feira, segundo o Ministério da Defesa do país. O ataque alvejou instalações militares no bairro de Baab al-Muatham, no coração da capital iraquiana, no momento em que os recrutas faziam fila e aguardavam ser atendidos do lado de fora do edifício. O correspondente da BBC em Bagdá, Hugh Sykes, disse que a área fica próxima de uma das principais estações rodoviárias da cidade e tem muito movimento no início da manhã. Agências de notícias dizem que quatro hospitais de Bagdá confirmaram ter recebido vítimas, entre as quais estariam policiais e soldados que faziam a proteção do centro de recrutamento. Violência No passado, foram inúmeros os registros de ataques deste tipo no Iraque. A violência tem como finalidade dissuadir potenciais recrutas de entrar para as Forças Armadas iraquianas. O incidente vem no momento em que os Estados Unidos trabalham em um cronograma para pôr fim às operações de combate no Iraque até o fim deste mês. As tropas serão retiradas até o fim do ano que vem. Entretanto, há divergências sobre se as forças iraquianas estão prontas para assumir a segurança do país depois disso. Os EUA mantêm 64 mil soldados no Iraque. Cerca de 50 mil permanecerão no país até o fim de 2011 para treinar as forças iraquianas e proteger os interesses americanos. O número de civis mortos na violência dos ataques também é alvo de polêmica. No início deste mês, o governo iraquiano divulgou que 535 pessoas morreram em julho, com outras mil feridas. Este é o pior resultado desde maio de 2008, quando pouco mais de 560 morreram em mortes violentas. No entanto, os EUA dizem que a estatística é exagerada. Os americanos ressaltam que a violência no Iraque diminuiu desde o. Extraído BBC Brasil.

Lago na Argentina 'reproduz condições primitivas da Terra'

Em um lago remoto, a 4,5 mil metros acima do nível do mar e em um hábitat com pouco oxigênio, vivem as "superbactéras". Esses milhões de organismos resistentes a extremos, descobertos por uma equipe de investigadores da Argentina, poderiam ajudar a revelar como começou a vida na Terra e como seria possível sobreviver em outros planetas. A descoberta se deu no lago Diamante, na província de Catamarca, no noroeste da Argentina - um espelho de água no meio de uma cratera vulcânica que, segundo os especialistas, é o mais próximo do ambiente primitivo da Terra que existia há 3,4 bilhões de anos atrás. "Estas lagoas e as bactérias que sobrevivem nelas guardam o segredo de mecanismos de resistência a condições extremas que podem ter muitas aplicações biotecnológicas", disse à BBC Mundo a microbióloga María Eugenia Farías, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet, na sigla em espanhol). Se as bactérias são capazes de sobreviver neste ambiente inóspito, sugerem os pesquisadores, talvez pudessem também sobreviver em um hábitat como o do planeta Marte. A pesquisa se insere na chamada ciência da astrobiologia, que investiga possíveis formas de vida extraterrestre. Janela para o passado e o futuro Há uma década, Farías e sua equipe se dedicam a estudar lagoas andinas localizadas entre 3,5 mil e 4,6 mil metros acima do nível do mar. Na composição das águas dessas lagoas, muitas variáveis são extremas. No lago Diamante, por exemplo, a salinidade é cinco vezes maior do que no oceano e o arsênio, 20 mil vezes mais concentrado que na água considerada potável. A alcalinidade é altíssima, a pressão do oxigênio é muito baixa e a radiação ultravioleta, elevada. As variações da temperatura também são extremas, com oscilações de até 40ºC entre o dia e a noite. "Essas condições são muito semelhantes às da Terra primitiva, quando não havia camada de ozônio, e às de Marte, onde tampouco (a camada) existe. Nós sabemos que em Marte há água, ou houve água em outros momentos, e na Terra primitiva também havia água, porque foi daí que a vida evoluiu", disse Faría. Assim, em plena Puna argentina, os cientistas encontraram esses organismos formando os chamados "tapetes microbianos" ou estromatólitos. Essas associações microbianas de algas e bactérias são os primeiros registros conhecidos fósseis – só que agora foram encontrados vivos. "É como um fóssil vivo: estamos encontrando o ecossistema mais antigo da Terra, vivo e se desenvolvendo nas condições mais semelhantes possível à da Terra primitiva." O que é particular em relação a estas superbactérias é que elas são capazes de prosperar em ambientes com múltiplas condições extremas – daí seu nome poliextremófilas. "Agora queremos estudar o DNA completo de todas estas comunidades de bactérias e estudar os genes que lhes ajudam a viver nestas condições. Isto pode nos dizer muito sobre nosso passado", disse Farías. É como um fóssil vivo: estamos encontrando o ecossistema mais antigo da Terra, vivo e se desenvolvendo nas condições mais parecidas com a da Terra primitiva possível. Sobre a vida extraterrena, diz a cientista, em teoria não há melhor laboratório que a Puna andina – com suas condições extremas de radiação ultravioleta, água e oxigênio rarefeito – para estudar como seria a sobrevivência de organismos em Marte. Outros usos Além disso, a descoberta, única no mundo, também permite antecipar outros usos para as bactérias poliextremófilas – por exemplo, na área de biocombustíveis. "Se quisermos usar algas para produzir biocombustível, estas podem ser criadas em águas com altos níveis de arsênio, que não são utilizáveis para o consumo humano ou irrigação de colheitas", diz Farías. Para ela, a alga como matéria-prima para biocombustíveis tem também a vantagem de "não competir por áreas que poderiam ser usadas em outros cultivos", especialmente na produção de alimentos. Segundo ela, as bactérias também poderiam ser aplicadas em processos de "biorremediação", que se refere ao uso de organismos para restaurar ecossistemas degradados. Um exemplo seria a recuperação de hábitats em zonas extremas, como a Antártida ou zonas de alta salinidade, nas quais os organismos seriam capazes de sobreviver. Até a indústria farmacêutica poderia se beneficiar: os mecanismos de resistência desses organismos podem servir para produzir antioxidantes, antibióticos anti-tumorais e até cremes de proteção solar. Extraído BBC Brasil por: Valeria Perasso de Buenos Aires para a BBC Mundo

Canadenses ficam com cabeça coberta de abelhas em competição


Evento inusitado é chamado de 'barba de abelha'. Ele foi realizado em Aylmer, na província de Ontário. Canadenses participaram neste sábado em Aylmer, na província de Ontário, no Canadá, de uma competição inusitada chamada "barba de abelha". Os participantes chegaram a ficar com a cabeça totalmente coberta de insetos. Fonte: Do G1, em São Paulo

Universidade de Fortaleza cria robôs que podem ajudar a salvar vidas

Conheça os robôs Caipora e Saci, que transportam toneladas e podem acabar com incêndios. É um universo onde tudo é guiado pela inteligência artificial. O risco, os limites são minuciosamente calculados. Ao visitar a Universidade de Fortaleza, uma máquina pode atravessar o seu caminho. É um robô. Isso é comum, desde que uma empresa nascida no campus começou a se destacar. São seis anos de vida e já ficou pequena para quase 30 pesquisadores - a maioria alunos - e seus projetos. A idéia é que a cada modelo desenvolvido haja um avanço, uma melhoria. Seja um material mais leve para fabricação, seja uma comunicação mais eficiente sem fio ou uma maior capacidade de carga. O robô pode transportar mais de 2 toneladas. O nome remete ao folclore: C.a.i.p.o.r.a. É uma sigla, para "Carro automatizado instrumentado para perícia,observação, resgate e ataque a artefatos suspeitos". É comprido, mas explica bem: porque o que vai definir a utilização do Caipora é o tipo de equipamento que será instalado na sua plataforma. Há um braço mecânico para desarme de bombas, cilindros de oxigênio, para salvar vidas, quando o resgate for mais demorado. São várias aplicações, com poucos obstáculos. Conhecemos um primo do Caipora. O nome dele vem de outro personagem da nossa cultura. É o Saci. S.a.c.i. é “Sistema de apoio ao combate de incidentes”. O projeto nasceu no trabalho de fim de curso do engenheiro Roberto Macêdo. Para tirar a teoria do papel, ele precisou ouvir a experiência dos bombeiros. Desenvolveu, então, as esteiras que levam os 800 quilos do Saci. Pensou nas 13 baterias e nos sete motores que movem o robô e permitem a conexão de até três mangueiras d’água para lançar um único jato. “Ele pode chegar a 60 metros se der toda a vazão para ele”, diz o engenheiro Roberto Macêdo. Operar o robô é extremamente simples e até o repórter consegue fazer. Em um primeiro botão, o operador decide se o jato é mais focado, ou se quer abrir um pouco o jato, para criar o que se chama de cortina d’água. Ou então, consegue também colocar mais para cima ou mais para baixo o jato d’água. É só uma demonstração, mas o calor é intenso. Esse equipamento é importante para proteger o bombeiro do calor do fogo, que passa de 50ºC. “O robô não é capaz de substituir um bombeiro, porque a cabeça continua do bombeiro. Ele é que controla a distância. Agora, ele pode salvar um bombeiro”, compara o engenheiro Roberto Macêdo. O calor não é a única ameaça. Exemplo é o flagrante registrado durante um incêndio em uma antiga construção no centro do Rio de Janeiro. Quando os bombeiros se aproximam da estrutura, parte da fachada desaba e por pouco ninguém é atingido. "O bombeiro envia essa ferramenta como uma mangueira que anda sozinha até o local do incidente. Enquanto ele, salvo, está fazendo o combate na melhor situação possível. Você divide: a inteligência para o homem e o perigo para o robô", explica o engenheiro Roberto Macêdo. Na simulação com fogo, o robô foi rápido. O grande volume de água apagou rapidamente as chamas. É um aliado valioso para quem enfrenta riscos todos os dias. Fonte: Bom Dia Brasil.

Piada Eleitoral Mulher Pêra para Deputado Federal (Parte II)